sábado, 1 de agosto de 2026

Estudo analisou amostras de bactérias coletadas em equipamentos de academias

Imagem IA

Por Laercio Silva

Jornalista DRT 0003919, especializado em segurança no trabalho, ergonomia aplicada e higienista ocupacional. 

Um estudo da FitRated  site americano junto com o laboratório EmLab P&K analisou coletando amostras de bactérias em 27 equipamentos de três academias de grandes redes, mostrou que as superfícies das máquinas podem abrigar mais de um milhão de bactérias por polegada quadrada, incluindo cocci gram-positivos, bacilos gram-negativos e Bacillus, capazes de causar infecções de pele e aparelho respiratório humano,  outros pesquisadores da Universidade Federal de Juiz de Fora MG fizeram um estudo mostraram quais são os equipamentos mais sujos em uma academia, chamados de riscos "invisíveis"  descobriram que a barra de agachamento, o halter de 8 kg, a máquina de hack squat e a máquina de leg press são os equipamentos mais sujos, comparando a quantidade de bactérias presentes em diferentes equipamentos verificou-se que os pesos livres podem conter até 362 vezes mais microrganismos do que um assento de vaso sanitário. Essas bactérias fazem parte da microbiota normal da pele, o risco de infecção permanece baixo em pessoas saudáveis. Para minimizar os riscos é recomendável eliminar a contaminações cruzadas, prática de cultura de responsabilidade compartilhada para promover a higiene e saúde coletiva minimizando a proliferação de bactérias e fungos, limpar os equipamentos após o uso, lavar as mãos ao sair da academia e usar sua própria toalha, é fundamental manter uma rotina rigorosa de limpeza e manutenção dos aparelhos, higienização dos ar-condicionados, (texto sobre o tema abaixo), a aplicação rápida de álcool 70% pode ajudar a eliminar as bactérias presentes, é importante lembrar que o álcool puro pode danificar estofados de corvin, vinil, plásticos e borrachas ao longo do tempo, causando ressecamento e rachaduras nos estofados. Além disso, a limpeza com álcool é superficial e não é eficaz para remover sujeiras pesadas ou gorduras do suor acumulada, agindo apenas de forma superficial.

Medidas de segurança na academia:

Equipamentos colocados muito próximos dos espelhos podem causar acidentes por colisões. Isso ocorre devido ao layout inadequado, que resulta em esbarrões devido à falta de espaço. É fundamental manter o ambiente organizado de maneira segura, garantindo que cada item seja instalado a uma distância adequada para atender às necessidades ergonômicas.

Na academia, é muito importante priorizar a segurança, com instalação de luzes de emergência e extintores de incêndio, treinamento para profissionais de educação física em APH (Atendimento Pré-Hospitalar) e primeiros, essa formação atende às exigências legais de segurança em ambientes esportivos, utilizar os equipamentos de forma correta, sempre com a supervisão de um educador físico devidamente qualificado, esses procedimentos reduz o risco de acidentes e lesões durante os treinos, dessa forma os alunos poderão alcançar seus objetivos de fitness de forma segura e sem se machucar.

Qualidade do ar.

Recinto para a modalidade FitDance que combina coreografias com diversos estilos musicais, durante as aulas em grupo o esforço físico intenso demanda uma maior quantidade de oxigênio.

O corpo humano respira oxigênio e exala gás carbônico; assim, em locais onde a circulação de ar não é suficiente para renovação, a concentração de gás carbônico tende a aumentar.

Como esses aparelhos de ar não retiram oxigênio do ambiente externo, o ar pode ficar saturado se portas e janelas não forem abertas de tempos em tempos. 

A temperatura ideal do ar-condicionado nas academias deve ser ajustada entre 20°C e 25°C, garantindo um ambiente adequado para a realização de exercícios físicos.

Simpósio qualidade do ar.

Estivemos no Simpósio da ABEMEC PB Associação dos Engenheiros Mecânicos e Industriais da Paraíba, onde dois renomados engenheiros mecânicos palestrando abordaram temas interessantes sobre a qualidade do ar interior.

Palestra Qualidade do ar interior.

Com base nos pontos abordados nas palestras do Engenheiros Mecânicos Osny do Amaral e José Luiz, Baseadas no Plano Nacional de Qualidade do Ar Interior (PNQAI), preparei uma matéria jornalística estruturada e uma proposta de ações e periodicidade para o PMOC.

Invisível, mas Vital: Engenheiros Alertam para o Impacto da Qualidade do Ar Interior na Saúde e Produtividade.

A qualidade do ar em ambientes fechados vai muito além do mero conforto térmico.

Em recente exposição, o engenheiro especializado atuante na prática do Plano Nacional de Qualidade do Ar Interior (PNQAI), trouxe dados alarmantes e orientações técnicas sobre como o ar viciado e degradado impacta diretamente a saúde pública, a segurança jurídica das empresas e a economia. Segundo estudos estatísticos baseados em atestados médicos emitidos, cerca de 14% das faltas ao trabalho são causadas por doenças respiratórias agravadas pela má conservação de sistemas de climatização.

O que é o PMOC e Qual o seu Objetivo?

O Plano de Manutenção, Operação e Controle é um conjunto de documentos e procedimentos que garante que o sistema de climatização esteja limpo e operando com eficiência.

Benefício Principal: Além de assegurar saúde, bem-estar e produtividade aos ocupantes, o PMOC confere segurança jurídica aos proprietários e gestores do imóvel diante da fiscalização sanitária e Ministério do taralho, evitando multas pesadas e processos legais por negligência em saúde coletiva.

Quem pode executar e assinar o PMOC?

O planejamento e a responsabilidade técnica do PMOC podem ser legalmente assumidos por Engenheiros (Mecânicos ou com atribuições correlatas) e Técnicos devidamente registrados em seus conselhos de classe profissionais.

O Risco Silencioso:

O ser humano inspira oxigênio e expira gás carbônico, em ambientes sem a devida renovação do ar, a concentração de gás carbônico se eleva gerando sonolência, cefaleia e queda drástica na produtividade.

O engenheiro Osny, também alertou para os riscos presentes com uso do ar-condicionado no interior dos automóveis, manter os vidros totalmente fechados por longos períodos sem renovação de ar pode elevar os níveis de poluentes e causar fadiga extrema, tornando-se uma causa subestimada de acidentes e episódios de "dormir ao volante".

Um ar-condicionado mal regulado (com temperaturas muito abaixo ou filtros sujos) aumenta o consumo de energia em até 30% e causa problemas respiratórios, como rinite e garganta seca. Para garantir eficiência e saúde, devemos manter o aparelho entre 21°C e 26°C temperatura ideal de conforto e saúde do corpo humano. 

Além disso, extremos térmicos e a falta de controle da umidade (que resseca as vias aéreas) abrem portas para infecções.

Biossegurança e Tecnologias de Higienização em ambiente hospitalar:

Para combater a proliferação de microrganismos e evitar a formação de UFC (Unidades Formadoras de Colônias) de fungos e bactérias, grandes vilãs em quadros de infecção hospitalar, o setor deve dispor de tecnologias avançadas voltadas para biossegurança:

  • O uso de Peróxido de Hidrogênio e Ionizadores:

Utilizados para a higienização ativa e purificação do fluxo de ar.

  • Uso de Etiquetas de "Ar Puro": Rastreabilidade e garantia visual de que o equipamento passou por manutenção.
  • Acessórios de Fluxo: O uso de telas direcionadoras ajuda a reduzir a velocidade do vento direto sobre os ocupantes, mitigando o desconforto.