Por Laercio Silva
Jornalista
DRT 0003919, especializado em segurança no trabalho, ergonomia aplicada e
higienista ocupacional.
Palestra baseada sobre as normas NBR 17152 e ABNT-CB02.
No dia 11 de agosto, o Sinduscon-JP Sindicato da Indústria da Construção Civil de João Pessoa realizou uma palestra sobre Proteções Coletivas com Sistemas de Redes de Proteção – SLQA (Sistema Limitador para Queda em Altura) na construção. O evento teve como objetivo fornecer informações e boas práticas, além de ampliar conhecimentos sobre soluções de segurança em altura e fortalecer a prevenção nos canteiros de obras. Os palestrantes foram Laudecir Goes, especialista em sistema de proteção coletiva com redes de proteção, criador do curso técnico de instalação de redes em canteiros de obra.
O SLQA (Sistema Limitador
de Queda em Altura), é um sistema de proteção coletiva por redes regulamentado
no Brasil pelas normas ABNT NBR 17152. Ele foi desenvolvido para evitar quedas
de pessoas e materiais em construções civis.
ABNT/CB-02 é o Comitê Brasileiro da Construção Civil da Associação Brasileira de Normas Técnicas. Ele gerencia, cria e revisa as normas técnicas brasileiras ligadas a projetos, execuções, desempenho, sustentabilidade, segurança e manutenção de obras e edificações na engenharia civil.
Sobre as redes de
proteção de segurança para a construção civil são sistemas de proteção coletiva
(EPC) essenciais para reter quedas de trabalhadores e de materiais de
construção em altura. Elas absorvem o impacto por meio de malhas flexíveis de
alta resistência e devem seguir rigorosamente as normas técnicas vigentes e a
Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego (NR-18).
Tipos e Aplicações
Sistema V (SLQA):
Redes com cabo perimetral em formato de forca para fixação das redes que
protegem as periferias dos pavimentos em obras de edifícios altos, acompanhando
a evolução da estrutura.
As redes de fachada:
São instaladas na vertical para fechar o perímetro externo do edifício,
evitando que entulhos e ferramentas caiam na calçada de passeio público e
protegendo os trabalhadores.
Redes Horizontais: Montadas
sob lajes, vãos livres ou aberturas de poços de elevador para reter eventuais
quedas internas de pessoal.
Requisitos e Normas de
Segurança:
Os materiais utilizados
devem ser feitos de poliamida (nylon) ou polipropileno virgem, ambos tratados
com proteção anti-UV para garantir resistência à exposição solar e às condições
climáticas adversas. Devem passar por testes laboratoriais de impacto conforme
normas técnicas específicas, como as diretrizes da ABNT para redes de
segurança. Quanto à inspeção, é necessário realizar verificações periódicas por
um profissional especialista antes de cada uso ou após qualquer evento que
cause impacto forte ou alterações na estrutura do canteiro de obras. Quanto à
instalação, é obrigatório possuir um projeto técnico assinado por profissional
habilitado com emissão de ART, verificando os pontos de ancoragem fixados
diretamente na estrutura definitiva do edifício.
As ações aplicáveis de
segurança do trabalho:
Para instalar uma rede de proteção é preciso fazer treinamento da equipe de montagem por um instrutor com proficiência e conhecimento, na rede não é recomendado utilizar material monofilamento, usar tranças tipo poliamida ou polipropileno, profissional habilitado deve emitir relatório de ensaio com vida útil, análise em laboratório para certificação do material com rastreabilidade certificado por um engenheiro, verificar a resistência da haste forca e bitola, escolha de tipo de metal galvanizado resistente, produto com e ações anti-maresia a beira mar e exposição a intemperes, não usar material reciclado para confecção das hastes, as instalação devem ser bem fixada para evitar giros, observância e cumprimento das normas evita pena criminal, ficar atento aos avanços internacional e no Brasil e replicar o sucesso na montagem em outros canteiros, na montagem preferencialmente utilizando grua associada a habilidade técnica, lembre-se o paradoxo do custo econômico destrói valor na aquisição do equipamento, verificar e use as informações da EN 1263 europeia, implante uma cultura da necessidade de manutenção diária e mensalmente acompanhada por especialista com conhecimento do processo.
A palestra não abordou a norma ABNT-NBR 16046, no entanto, para fins de conhecimento técnico, incluímos informações sobre o assunto para enriquecer o conteúdo da apresentação na matéria. A norma ABNT-NBR 16046 regulamenta as regras de produção e qualidade para redes de proteção em varandas, janelas, sacadas e escadas de apartamentos, com o objetivo de prevenir acidentes. É fundamental seguir as orientações de profissionais qualificados e empresa com referência, utilizar materiais certificados que tenham passado por testes de resistência ao fogo, raios UV e apodrecimento. Além disso, é recomendado realizar manutenção e troca periódica das redes de proteção, seguindo as normas ABNT NBR 16046-1 e ABNT NBR 16046-2 para a instalação e fixação.
O evento terminou com uma
sessão de perguntas e respostas.
Contato com a empresa
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99601-1024
Engenheiro Daniel Cordeiro, representando o SINDUSCOM JP fez abertura do evento.
Vídeo entrevista por Laercio Silva.
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