quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Palestra sobre Proteções Coletivas com Sistemas de Redes de Proteção

Por Laercio Silva

Jornalista DRT 0003919, especializado em segurança no trabalho, ergonomia aplicada e higienista ocupacional. 

Palestra baseada sobre as normas NBR  17152 e ABNT-CB02.

No dia 11 de agosto, o Sinduscon-JP Sindicato da Indústria da Construção Civil de João Pessoa realizou uma palestra sobre Proteções Coletivas com Sistemas de Redes de Proteção – SLQA (Sistema Limitador para Queda em Altura) na construção. O evento teve como objetivo fornecer informações e boas práticas, além de ampliar conhecimentos sobre soluções de segurança em altura e fortalecer a prevenção nos canteiros de obras. Os palestrantes foram Laudecir Goes, especialista em sistema de proteção coletiva com redes de proteção, criador do curso técnico de instalação de redes em canteiros de obra.


E Rafael Padilha, consultor técnico em tela de segurança.


O SLQA (Sistema Limitador de Queda em Altura), é um sistema de proteção coletiva por redes regulamentado no Brasil pelas normas ABNT NBR 17152. Ele foi desenvolvido para evitar quedas de pessoas e materiais em construções civis.

ABNT/CB-02 é o Comitê Brasileiro da Construção Civil da Associação Brasileira de Normas Técnicas. Ele gerencia, cria e revisa as normas técnicas brasileiras ligadas a projetos, execuções, desempenho, sustentabilidade, segurança e manutenção de obras e edificações na engenharia civil.

Sobre as redes de proteção de segurança para a construção civil são sistemas de proteção coletiva (EPC) essenciais para reter quedas de trabalhadores e de materiais de construção em altura. Elas absorvem o impacto por meio de malhas flexíveis de alta resistência e devem seguir rigorosamente as normas técnicas vigentes e a Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego (NR-18).

Tipos e Aplicações

Sistema V (SLQA): Redes com cabo perimetral em formato de forca para fixação das redes que protegem as periferias dos pavimentos em obras de edifícios altos, acompanhando a evolução da estrutura.

As redes de fachada: São instaladas na vertical para fechar o perímetro externo do edifício, evitando que entulhos e ferramentas caiam na calçada de passeio público e protegendo os trabalhadores.

Redes Horizontais: Montadas sob lajes, vãos livres ou aberturas de poços de elevador para reter eventuais quedas internas de pessoal.

Requisitos e Normas de Segurança:

Os materiais utilizados devem ser feitos de poliamida (nylon) ou polipropileno virgem, ambos tratados com proteção anti-UV para garantir resistência à exposição solar e às condições climáticas adversas. Devem passar por testes laboratoriais de impacto conforme normas técnicas específicas, como as diretrizes da ABNT para redes de segurança. Quanto à inspeção, é necessário realizar verificações periódicas por um profissional especialista antes de cada uso ou após qualquer evento que cause impacto forte ou alterações na estrutura do canteiro de obras. Quanto à instalação, é obrigatório possuir um projeto técnico assinado por profissional habilitado com emissão de ART, verificando os pontos de ancoragem fixados diretamente na estrutura definitiva do edifício.

As ações aplicáveis de segurança do trabalho:

Para instalar uma rede de proteção é preciso fazer  treinamento da equipe de montagem por um instrutor com proficiência e conhecimento, na rede não é recomendado utilizar material monofilamento, usar tranças tipo poliamida ou polipropileno, profissional habilitado deve emitir relatório de ensaio com vida útil, análise em laboratório para certificação do material com rastreabilidade certificado por um engenheiro, verificar a resistência da haste forca e bitola, escolha de tipo de metal galvanizado resistente, produto com e ações anti-maresia a beira mar e exposição a intemperes, não usar material reciclado para confecção das hastes, as instalação devem ser bem fixada para evitar giros, observância e cumprimento das normas evita pena criminal, ficar atento aos avanços internacional e no Brasil e replicar o sucesso na montagem em outros canteiros, na montagem preferencialmente utilizando grua associada a habilidade técnica, lembre-se o paradoxo do custo econômico destrói valor na aquisição do equipamento, verificar e use as informações da EN 1263  europeia, implante uma cultura da  necessidade de manutenção diária e mensalmente acompanhada por especialista com conhecimento do processo.  

A palestra não abordou a norma ABNT-NBR 16046, no entanto, para fins de conhecimento técnico, incluímos informações sobre o assunto para enriquecer o conteúdo da apresentação na matéria. A norma ABNT-NBR 16046 regulamenta as regras de produção e qualidade para redes de proteção em varandas, janelas, sacadas e escadas de apartamentos, com o objetivo de prevenir acidentes. É fundamental seguir as orientações de profissionais qualificados e empresa com referência, utilizar materiais certificados que tenham passado por testes de resistência ao fogo, raios UV e apodrecimento. Além disso, é recomendado realizar manutenção e troca periódica das redes de proteção, seguindo as normas ABNT NBR 16046-1 e ABNT NBR 16046-2 para a instalação e fixação.

O evento terminou com uma sessão de perguntas e respostas.

Contato com a empresa

https://telasegura.com.br/

Whatsapp 41 99601-1024

Engenheiro Daniel Cordeiro, representando o SINDUSCOM JP fez abertura do evento. 

Vídeo entrevista por Laercio Silva.

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