sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Conheça os principais componentes do elevador de cremalheira


Por Juliana Nakamura
Edição 151 - Fevereiro/2014


Indicado para o transporte vertical de pessoas e cargas em alturas elevadas, o elevador de cremalheira é uma máquina que utiliza o sistema de pinhão e cremalheira, acionado por um motofreio. Atualmente, o mercado brasileiro oferece equipamentos com capacidade de carga que varia de 800 kg a 2 mil kg, e velocidade que vai de 35 m/min a 66 m/min. A escolha do modelo ideal deve considerar o volume de insumos a serem transportados, a capacidade do equipamento (carga e velocidade) e o tempo de transporte e descarga por pavimento. A opção pelo modelo de cabina dupla - com duas plataformas independentes correndo em lados opostos de uma mesma torre - pode ser vantajosa nas situações em que o volume de trabalho e a altura do prédio forem maiores (preferencialmente acima de seis andares). Conheça os principais elementos que compõem um elevador de cremalheira.
ILUSTRAÇÃO: DANIEL BENEVENTI
1- Base metálica
Deve ser dimensionada para atender às cargas solicitantes. Pode contar com um sistema de molas de amortecimento para permitir uma parada da cabina suave no caso de um possível escorregamento.

2- Cerca de proteção
São painéis de aço com a função de isolar a fundação e o patamar térreo do elevador. Isola a torre e o cabo de alimentação do elevador.

3- Torre do elevador
São elementos estruturais formados por treliças de aço tubulares e cantoneiras de perfis metálicos. A torre é fixada à estrutura da edificação e estabilizada com conjuntos de tirantes de amarração telescópicos. Os tirantes são disponíveis em diversos modelos e tamanhos de acordo com o tipo de elevador. Na torre são alocadas as cremalheiras, responsáveis pelo tracionamento da cabina junto com os motores.

4- Cabina
É o elemento que carrega as pessoas ou o material para baixo e para cima. Possui paredes parcialmente ou totalmente de tela para entrada de luz natural, além de portas de entrada e saída que podem abrir para os dois lados ou somente deslizando para cima.

5- Maquinário
É composto pelo conjunto de motores elétricos e freios eletromagnéticos. O movimento ascendente da cabina se dá pelo engate do pinhão na cremalheira. Os pinhões são encaixados em engrenagens, acionadas pelos motores elétricos.

6- Dispositivo guia de cabo
É um elemento que abriga o cabo de alimentação da cabina. Localiza-se no patamar térreo.

7- Freio de segurança 
Atua de forma centrífuga e é acionado quando o elevador ultrapassa a velocidade preestabelecida para funcionamento. Em equipamentos cuja capacidade de carga é superior a 1.550 kg é instalado um freio de emergência suplementar simultâneo ao freio de emergência principal.

8- Botoeiras 
O elevador pode ser operado pelo lado interno da cabina por botões de subir, descer e parar. Também pode ser operado por alavanca de controle que possui uma mola de retorno para a posição parar.

9- Quadro elétrico 
É o cérebro do equipamento. Dentro dele há uma célula (mini CLP) que interpreta e realiza os comandos solicitados pelo usuário.

Por Juliana Nakamura
Fontes: 
Associação dos Locadores de Equipamentos para a Construção Civil (Alec) e catálogo de fabricantes.


http://hom2.gerenciadordeconteudo.com.br/produtos/PICM/negocios-incorporacao-construcao/151/imagens/i410542.jpg

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Auditores podem interditar e embargar obras em todo o país



Beto Soares | Estúdio Boom
Data: 18/02/2014 / Fonte: Repórter Brasil
Porto Velho/RO - O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 14ª região, que atende aos Estados de Rondônia e Acre, garantiu que os auditores do trabalho podem interromper o andamento de obras da construção civil quando considerarem, em fiscalização, que sua continuidade representa risco aos funcionários do empreendimento.  A decisão abrange todo o país.


A ação é movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), que entrou na Justiça em dezembro de 2013 depois de uma portaria da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) de Rondônia entrar em vigor.  

A norma foi editada em agosto do mesmo ano e passou a exigir que os auditores fiscais do trabalho, subordinados ao órgão, tivessem que pedir ao superintendente do Estado autorização para a interdição e embargo das obras fiscalizadas. Nos meses seguintes, regras semelhantes foram aplicadas em outros três Estados: Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro.

Com abrangência nacional, o mandado de segurança (decisão judicial emitida para resguardar direitos garantidos na legislação) que devolve aos auditores do trabalho o poder para interditar e embargar as obras fiscalizadas é assinado pela desembargadora Socorro Guimarães. 

O processo chegou a suas mãos depois de o MPT recorrer da decisão do juiz de primeira instância do caso, na 8ª Vara do Trabalho de Porto Velho, que não concedeu à entidade a antecipação dos efeitos da tutela (quando se adianta os efeitos do julgamento de uma ação). Cabe recurso à decisão.


Na época em que as portarias foram baixadas pelas SRTEs, o sindicato da categoria reclamou de "interferência política" nas decisões e chegou a pedir a substituição dos superintendentes regionais dos Estados que haviam baixado as normas. 

Em Rondônia, a portaria foi aplicada pela primeira vez depois de agentes do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) sofrerem pressão para permitir a retomada das obras da Hidrelétrica de Jirau, uma das vitrines do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

As Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego são os braços do MTE nos Estados e no Distrito Federal. Entre suas atribuições, está a fiscalização das condições a que estão submetidos os empregados nas unidades da federação através de seus auditores.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

NR 10 - Vestimenta de proteção

EVENTO GRATUITO
Informações

Jean C Oliveira
Representante Comercial
OLIVER EQUIPAMENTOS LTDA.
' (84) 3217-1550 - (84) 9984-1384

Balancins motorizados.

Infográfico mostra o funcionamento e principais componentes dos balancins motorizados.

Por Rodnei Corsini

Edição 151 - Fevereiro/2014

Os balancins motorizados são plataformas suspensas por cabos de aço, utilizadas para reforma, pintura, lavagem, instalação de tubulações, caixilhos e vidros, além de outros serviços em fachadas de edificações. Sua movimentação é feita por meio de motores elétricos. 

O elemento, também chamado de plataforma motorizada ou andaime suspenso, pode ter composição modular. Tipicamente, um módulo de um balancim costuma ter cerca 1,5 m de comprimento (há fornecedores com módulos que variam de 1 m a 3 m). Composto, o balancim pode chegar a 8 m de comprimento. A largura da plataforma varia em torno de 1 m. 

A plataforma é suspensa por cabos ligados a uma estrutura fixada na edificação, a qual pode se mover horizontalmente em trilhos. A velocidade de mobilização vertical (subida e descida) do balancim varia em torno de 10 m/ min. A alimentação do motor elétrico para subida e descida da plataforma costuma ser de 220 V ou de 380 V trifásico. 

Os balancins precisam permitir seu acionamento manual para casos de falta de energia, além de ter travas automáticas nos cabos. A capacidade de carga de uma plataforma costuma ser de até 500 kg. Os parâmetros e normas de proteção do usuário estão listados na Norma Regulamentadora no18 do Ministério do Trabalho. Além da observação dos parâmetros de segurança do balancim em si, deve ser obedecido o uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs): luvas, capacete, uniforme, cinto de segurança com trava-quedas e calçado adequado. 

Após a montagem e instalação do balancim é recomendável subir e descer parcialmente o equipamento para testá-lo. Segundo a NR-18, ainda, o piso do balancim deve ser antiderrapante, completamente forrado e nivelado. Confira os principais componentes de um balancim motorizado e outros itens de segurança.
ILUSTRAÇÃO: DANIEL BENEVENTI
1- Estrutura
A estrutura metálica do balancim é composta pelos guarda-corpos (externo e interno), cabeceiras, piso e rodapés. Na montagem, é necessário ficar atento para que todos os parafusos e travas estejam fixados e apertados. A montagem da estrutura segue um projeto, no qual já estão dimensionados a carga máxima (a qual deve ser anotada em um cartaz no balancim, segundo a NR-18), os módulos e a capacidade do sistema de tração.

2- Fixação
O balancim é suspenso por cabos de aço ligados a uma estrutura presa ao topo da edificação. A sustentação do balancim suspenso, segundo a NR-18, só pode ser apoiada ou fixada em elemento estrutural da edificação (por meio de vigas, afastadores ou outras estruturas metálicas). No caso de sustentação em platibanda ou beiral da edificação, deve haver estudos de verificação estrutural sob responsabilidade de profissional legalmente habilitado. A estrutura de fixação normalmente possibilita o deslocamento horizontal sobre trilhos.

3- Caixa de comando
O balancim é comandado, quanto à sua mobilidade vertical, pelos próprios operários que o ocupam por meio de uma caixa de comando embutida no equipamento. A subida e a descida são feitas pelo acionamento de comandos no painel. O painel costuma ter um botão para subir e outro para descer, os quais normalmente funcionam com retorno automático (ele é pressionado para funcionar e, ao ser solto, o movimento é interrompido). O painel deve ter também um botão de emergência para interromper qualquer operação do equipamento. Há ainda botões de nivelamento independentes (para nivelar os lados esquerdo e direito do balancim).

4- Sistema de tração
O sistema de tração de um balancim funciona com comando paralelo e sincronizado para a subida e a descida por cabos de aço. A tração é alimentada por um motor elétrico e, para segurança, os cabos devem ter trava automática.

Por Rodnei Corsini
Fonte: 
Norma Regulamentadora N°18 (Andaimes e Plataformas de Trabalho) e ABNT NBR 6.494:1990 (Segurança nos andaimes).



VI Congresso Nordestino de Militares e Profissionais de Segurança


terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Corpo de Bombeiros pode ser solicitado pela internet na Paraíba

Ferramenta desenvolvida pela Integrativa agiliza solicitações emergenciais da população em todo o Estado.

Para fornecer celeridade e facilitar as solicitações de serviços do Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba, a Integrativa, empresa paraibana que atua nas áreas de tecnologia e comunicação, desenvolveu um sistema que permite mais eficiência na resolução e na resposta de todos os processos. Implantado recentemente, o sistema também segmenta as solicitações de atendimentos pelas unidades do Estado.

A nova ferramenta permite a solicitação dos seguintes serviços: auto de conformidade, análise de projetos, processos de vistoria comum e vistoria final e perícia de incêndio. Pela página do Corpo de Bombeiros (http://sistemas.bombeiros.pb.gov.br/processos), os interessados devem informar o CPF, escolher o atendimento que desejam e, em seguida, preencher um formulário com informações como área, estrutura, piso e número de pavimentos. Após a conclusão do cadastro, os usuários recebem um número de protocolo e poderão acompanhar todo o andamento do processo on-line.

“A Integrativa foi conhecer de perto como funcionava o procedimento tradicional do Corpo de Bombeiros da Paraíba e, a partir da visão do processo, oferecemos uma solução tecnológica adequada às necessidades da corporação”, explicou o diretor da Integrativa, Luiz Henrique Brito.

Segundo o Coronel Joelson Silva de Macena, comandante do 3º Batalhão de Bombeiros Militar da Paraíba, atualmente os batalhões que possuem Centros de Atividades Técnicas (CAT) não se comunicam, e todos os procedimentos são realizados de forma manual. “Além disso, o público precisa se deslocar aos batalhões para dar entrada em solicitações, ainda que sejam as mais simples vistorias. Esta ferramenta se mostrou capaz de encarar os desafios que enfrentamos no dia a dia, a exemplo da intercomunicação dentro da corporação”, destacou.

Na prática – O deslocamento até as unidades da corporação no Estado será realizado apenas para entrega de alguns documentos em casos específicos, como explica o tenente Jânio Gomes. “O sistema economiza tempo e dinheiro do cidadão, que não precisa ir diversas vezes à alguma unidade para ter a sua solicitação atendida. Com essa nova ferramenta, conseguimos atender melhor o cidadão de uma maneira geral”, analisou. Ainda de acordo com o tenente, apesar de estar no ar há poucos dias, o sistema já registrou solicitações não só na Capital, mas em todo o Estado. Além disso, ele citou a capacidade de regionalizar as atividades por áreas, de acordo com as normas do Estado, a facilidade de acesso e acompanhamento por parte dos usuários e a segurança da plataforma.

Além dos benefícios para o público, o sistema permite que a corporação obtenha organização e segurança dos processos, facilidade de acesso às informações relacionadas ao faturamento gerado pelas certidões, e relatórios de fluxos de atendimento. “O sistema também calcula, com base na UFIR atualizada do mês, o valor de cada serviço prestado pelos bombeiros de acordo com as normas da legislação”, completou Luiz Henrique.


Redação com Assessoria


Brasil: Trabalhadores reivindicam melhores condições de trabalho no setor de bebidas

Entidade nacional da categoria da Alimentação diz que lucros durante a Copa não serão obtidos à custa da saúde dos 144 mil trabalhadores do setor.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins (CNTA Afins) lança nesta quinta (20/2), a Campanha Nacional de Combate aos Acidentes de Trabalho e Doenças Ocupacionais no Setor de Bebidas, em São Paulo. O objetivo é elaborar com dirigentes de federações e sindicatos de trabalhadores do setor uma pauta unificada de reivindicação, com o intuito de prevenir e reduzir os acidentes de trabalho no País. O Brasil possui atualmente 144 mil trabalhadores no setor, sendo  São Paulo o principal Estado em número de trabalhadores, com 33 mil; seguido pelos Estados do Rio de Janeiro (15 mil) e Pernambuco (11 mil).

A exemplo do trabalho realizado no setor frigorífico, entre 2004 e 2014, que resultou na recente conquista da Norma Regulamentadora n° 36 (NR36/2013), a CNTA Afins quer discutir melhorias para o setor de bebidas e combater o alto número de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais. Na ocasião, a entidade irá lançar a pesquisa Perfil dos Trabalhadores no Setor de Bebidas do Brasil (do Dieese), na sede da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Estado de São Paulo (Fetiasp).

De acordo com dados do Ministério da Previdência Social (MPAS), entre 2010 e 2012, foram registrados 16.848 acidentes no setor, com 42 mortes no mesmo período. Já o número de auxílios-doença acidentários concedidos entre 2010 e 2012 foi de 928. Só em 2013, entre janeiro e outubro, 316 trabalhadores do setor receberam o benefício.
"É inaceitável que este setor, que possui indústrias patrocinadoras da Copa do Mundo, ofereça más condições de trabalho e de qualidade de vida para tantos trabalhadores. Também não aceitaremos que os lucros da Copa sejam obtidos à custa da saúde de tantos brasileiros que estão expostos a condições precárias de trabalho nesse setor", afirma Artur Bueno de Camargo, presidente da CNTA Afins.
Patrocinadora oficial da Copa do Mundo, as condições de trabalho no grupo Ambev (que reúne diversas empresas e marcas no Brasil e em mais 13 países), recebeu atenção especial da CNTA Afins, que dedicou uma data específica (19/2) para discutir com representantes dos trabalhadores as principais reivindicações para o setor. Até final de 2010, a empresa reunia 44,9 mil funcionários no Brasil e em mais 13 países.
Serviço:
Lançamento da Campanha Nacional de Combate aos Acidentes de Trabalho e Doenças Ocupacionais no Setor de Bebidas
Data: 20/2/2014 (quinta)
Hora: das 10h às 13h
Local: Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Estado de São Paulo (Fetiasp) - Rua Conselheiro Furtado, n° 987, Aclimação, São Paulo (SP).


Assessoria de imprensa da CNTA Afins:
Clarice Gulyas (61) 3242 6171 / 8177 3832 / 9955 3832

Saiba mais sobre a Ambev:

Clarice Gulyas
Assessora de imprensa da CNTA Afins
(61) 3242 6171 / 8177 3832



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