quinta-feira, 3 de agosto de 2017

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Evento comemorativo aos 45 anos do SESMT

As turma 01 e 02/2016 do curso de formação de Técnico de Segurança do Trabalho da UNEPI União de Ensino e Pesquisa Integrada, realizou na noite desta terça feira (01), evento comemorativo aos 45 anos do SESMT e dia Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho. O evento reuniu cerca de 50 pessoas, entre coordenação, professores e convidados.
Alunos tiveram como missão planejar um evento onde lhes coube: organizar, executar, palestrar e avaliar, o acontecimento tratou-se da atividade interdisciplinar de conclusão do curso.

Com palestras proferidas por todos os alunos intitulou-se “Prevencionistas”. No decorrer apresentaram dinâmicas de grupo, peça teatral e quiz que premiou àqueles que estavam atentos e responderam de maneira correta as perguntas realizadas.

O coordenador geral Claudenilson Ferreira, discursou sobre a missão institucional da UNEPI que é de capacitar os alunos a tornarem-se profissionais competentes para enfrentar os desafios do mercado de trabalho cada vez mais competitivo.

“Tenho muito carinho pelo curso de formação de Técnico de Segurança do Trabalho, no início deu sustentação e foi o precursor para o desenvolvimento da instituição”.
“É uma escola que oferece uma proposta de boa educação, incorporando novas tecnologias para um aprendizado atualizado, oferecendo ensino com qualidade e acessível, sendo responsável com os alunos na realização de suas carreiras e projetos de vida”. Disse a professora Érica Chianca.

“O SESMT formado por profissionais que adotam medidas para diminuir a quantidade de acidentes trabalhistas, doenças ocupacionais e visa também proteger a integridade e capacidade de trabalho do indivíduo, serviço   crescente que vem se destacando cada vez mais no mercado de trabalho”. Foi o que explicou o professor Nivaldo Barbosa.



Peça teatral

O encerramento se deu com uma confraternização entre os participantes. Na ocasião foi oferecido um coffe break bem adequado ao tema aniversário com direito a bolo, refrigerante e brigadeiro.

Comentários

Falber Souza
Nosso ilustríssimo amigo Laercio
Sempre marcando presença, e registrando tudo que acontece naquilo que envolve a segurança no trabalho....

Erika Patrícia

Muito orgulho e satisfação em ver o crescimento e desenvolvimento individual e também coletivo desses alunos queridos. Parabéns à todos que brilham como palestrantes e organizaram um evento maravilhoso. E gratidão a você Laércio, que sempre nos exalta brindando-nos com as suas matérias.

Palestra sobre espaços confinados na reunião ordinária do CPR PB

Palestra sobre espaços confinados

Augusto Santos - Técnico de segurança do trabalho, especialista em detecção de gases e diretor comercial da Ranger SMS (Recife) - conduziu o tema “Gestão dos riscos nos trabalhos em espaços confinados na construção civil”.

 A fala do palestrante poderia ser resumida nos seguintes tópicos:

- Relato inicial sobre a morte de 4 trabalhadores, no dia 12 de janeiro, em poço artesiano na zona rural do município de Barra de São Miguel, no Cariri paraibano. E também sobre a morte de 2 trabalhadores, no dia 27 de abril, durante manutenção na rede de esgoto do Condomínio Le Parc Boa Viagem, zona sul do Recife. Em ambos os acidentes as vítimas realizavam serviços no interior de espaços confinados;

- A NR-33 do Ministério do Trabalho apresenta os requisitos para a execução segura e controlada do trabalho em espaços confinados, estabelecendo formas de identificação, controle, monitoramento e prevenção dos riscos envolvidos nos processos desta área.

- Importância da NR-33: riscos “invisíveis” existentes, gravidade dos acidentes, mortes “em série”, diversidade dos espaços confinados, poucos profissionais com conhecimento sobre o assunto;

- A nova norma da ABNT - NBR 16577:2017 - também apresenta uma classificação e ações de prevenção de acidentes para os espaços confinados;

- Conceito de espaço confinado: é qualquer área não projetada para ocupação humana contínua, a qual tem meios limitados de entrada e saída ou uma configuração interna que possa causar aprisionamento ou asfixia em um trabalhador e na qual a ventilação é inexistente ou insuficiente para remover contaminantes perigosos e/ou deficiência/enriquecimento de oxigênio que possam existir ou se desenvolver ou conter um material com potencial para engolfar/afogar um trabalhador que entrar no espaço;

-Espaço confinado “não perturbado”: característica técnica do espaço confinado definida no cadastro com os riscos inerentes ao local. As medidas de controle de riscos são norteadas pela permissão de entrada e trabalho (PET);

- Espaço confinado “perturbado”: característica da alteração ocasionada pela atividade que será executada no interior do espaço confinado, sua dinâmica de evolução de riscos associada aos riscos presentes no espaço confinado “não perturbado”. Neste caso, as medidas de controle de riscos são baseadas na análise preliminar de risco (APR);

Medidas técnicas de prevenção (item 33.3.2 da NR-33):

- Antecipar e reconhecer os riscos inerentes aos espaços confinados; 
   
- Eliminar os espaços confinados, através de mudanças no projeto e nos equipamentos;

- Não adentrar nos espaços confinados, valendo-se da robótica e inspeção por vídeo sempre que necessário.

Quanto à avaliação da atmosfera e detecção de gases:

- Proceder à avaliação e controle dos riscos químicos;

-Avaliar a atmosfera nos espaços confinados, antes da entrada de trabalhadores, para verificar se o seu interior é seguro;

- Monitorar continuamente a atmosfera nos espaços confinados nas áreas onde os trabalhadores autorizados estiverem atuando, para verificar se as condições de acesso e permanência são seguras.

Quanto aos cuidados com os equipamentos:

- Testar os equipamentos de medição antes de cada utilização;

- Utilizar equipamento de leitura direta, intrinsecamente seguro, provido de alarme, calibrado e protegido contra emissões eletromagnéticas ou interferências de radiofrequência;

- Os equipamentos fixos e portáteis, inclusive os de comunicação e de movimentação vertical e horizontal, devem ser adequados aos riscos dos espaços confinados;

- Em áreas classificadas, os equipamentos devem estar certificados ou possuir documento contemplado pelo Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade - INMETRO;

- Item 33.3.2.3: As avaliações atmosféricas iniciais devem ser realizadas fora do espaço confinado.

Dúvidas e erros comuns na detecção de gases:

- Os detectores de gases não são analisadores; riscos dos gases (tóxico, inflamável e asfixiante simples); cuidados com o oxímetro; só o explosímetro, funciona ou não?; área de atuação de um detector; tamanho da mangueira quando medido por aspiração; limiar de odor; calibração; monitoração da pré-entrada e retirada do equipamento; teste de pré-entrada com equipamento sem bomba; teste de resposta: todo dia e toda hora?; onde calibrar e em quanto tempo; quais os níveis de alarme ajustar?; curva de correlação é fatal?; uso do PID (photo ionization detector); no resgate, é necessário o detector ?

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Dia nacional da prevenção de acidentes

27 de julho de 2017 marca 45 anos do SESMT

(Uma reflexão para o passado, presente e futuro).

Por José Augusto da Silva Filho

"Não creio que sejamos parentes muito próximos, mas se você é capaz de tremer de indignação cada vez, que se comete uma injustiça no mundo, então somos COMPANHEIROS, o que é mais importante".

(Ernesto Che Guevara).

No dia 27 de julho de 1972, o Ministro do Trabalho Júlio Barata regularizou o artigo 164 da CLT, e publicou a Portaria 3.236, referente à formação técnica em Segurança e Medicina do Trabalho e a Portaria 3.237, regulamentando o artigo 164 da CLT, obrigando a existência de Serviço Especializado em Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) nas empresas com mais de 100 funcionários, tornando o nosso país, o primeiro a ter um serviço obrigatório de segurança e medicina do trabalho. Um dos principais motivos da regularização desse artigo foi a imagem negativa que o quadro de acidentes de trabalho no Brasil causava perante o cenário mundial, quase 40% da força de trabalho sofria lesões.

O índice era alarmante 1,7 milhão de acidentes ocorriam por ano. Havia grande pressão, inclusive do Banco Mundial, de retirar qualquer empréstimo ao Brasil se esse quadro permanecesse.

Durante esses 45 anos, a resposta foi dada, o empenho e a dedicação dos especialistas em segurança e saúde no trabalho diminuíram o número de acidentes, estando comprovado que o SESMT – Serviços Especializados em Segurança e em Medicina do Trabalho devem ser incentivados e apoiados por trabalhadores, empresários e governo de todas as maneiras possíveis, sendo imprescindível a presença desses profissionais nas empresas e nos ambientes de trabalho.

O SESMT ocupa hoje um papel preponderante nas empresas. Quando se fala em globalização, competividade, abertura de mercado, o índice de acidentes de trabalho constitui indicador de qualidade, sendo indispensável à manutenção desses profissionais de segurança e medicina do trabalho dentro das empresas.

Esse dia 27 de julho, Dia Nacional da Prevenção de Acidentes, deve ser dedicado a todos os companheiros (as) prevencionistas desse país que foram e são responsáveis pela grande melhoria do ambiente e das condições de trabalho.

Cuidar da segurança, da saúde e da vida dos trabalhadores, através de técnicas e de um processo educativo, sempre será o principal objetivo desses profissionais. Nesses 45 anos, mudamos rotinas, procedimentos, mentalidade de pessoas e demos a nossa contribuição, doamos também parte da nossa vida para que aconteça cada vez menos acidente.

Profissional e Consultor na Área de Segurança e Saúde no Trabalho que sou (Técnico de Segurança do Trabalho), Atuando desde 1975 nessa área procurei dar a minha contribuição dentro desse processo todo, ao escrever o livro “Ciências Sociais e Políticas na Área de Segurança, Saúde e Meio Ambiente (LTr Editora Ltda.), pensando no futuro e procurando transmitir aos leitores a minha experiência acumulada ao longo desses anos, dentro do aspecto e do ponto de vista humanístico na prevenção de acidentes do trabalho.

Participamos também com muita honra e prazer, na construção da Política Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho (PNSST) e do Programa Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho (PLANSAT), em inúmeras revisões e elaborações das Normas Regulamentadoras do Trabalho e do atual CBO do Técnico de Segurança do Trabalho, acreditando nessa próxima etapa, nessa nova alternativa da prevenção de acidentes no trabalho, ou seja, nesses próximos anos que temos pela frente!

Há a necessidade de diversas iniciativas para reduzir os acidentes e melhorar as condições de trabalho no Brasil. A sociedade organizada deve fazer a sua parte e o governo de forma interministerial, devem propor medidas para aperfeiçoar as condições de trabalho, através de implantações de políticas públicas eficazes na área da segurança e saúde no trabalho. E no caso das empresas, devem tratar a prevenção como parte integrante de suas atividades e de seus negócios, onde através de sistema de gestão, contemple a busca de ambientes seguros de trabalho, conforme determinou o 18º Congresso Mundial sobre Segurança e Saúde no Trabalho, promovido pela Organização Internacional do Trabalho - OIT, realizado em Seul - Coréia do Sul.

Tradicionalmente no Brasil, as políticas de desenvolvimento têm se restringido aos aspectos econômicos e vêm sendo traçadas de maneira paralela ou pouco articuladas com as políticas sociais, cabendo estas últimas arcarem com o ônus dos possíveis danos gerados sobre a saúde da população dos trabalhadores em particular e a degradação ambiental. Observa-se também a grande diversidade da natureza dos vínculos e relações de trabalho e o crescimento do setor informal e do trabalho precário e escravo, acarretando baixa cobertura dos direitos previdenciários e trabalhistas para os trabalhadores, não se justificando diante desta atual conjuntura, precarizar e tampouco flexibilizar os Serviços Especializados em Segurança e em Medicina do Trabalho - SESMT, mas sim aperfeiçoá-lo e ampliá-lo; devendo haver no Brasil, uma Política Pública definida e articulada, que desencadeiem abordagens transversais e intersetoriais, que viabilize as ações de segurança e saúde, nas atuações multiprofissional, interdisciplinar e intersetorial, capaz de contemplar a complexidade das relações produção-consumo-ambiente-segurança no trabalho e saúde.

Esse novo modelo (previsto na Política Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho - PNSST), propõe do ponto de vista interministerial, a implantação de uma política de Estado e não de governo, com o objetivo de aperfeiçoar as condições de trabalho, através de várias ações previstas nessa política e respectivo plano nacional indo em direção à ratificação da Convenção OIT 187 (Convenção sobre o quadro promocional para a segurança e saúde no trabalho) pelo Brasil.

Algumas das propostas dentro dessa política e do plano estão alicerçadas em três bases:

Paraná registra um acidente de trabalho a cada 10 minutos

Entre 2011 e 2015 foram registradas 253.721 ocorrências no Estado. No período, foram 1.158 mortes.

Uma verdadeira tragédia se abate sobre o Paraná ano após ano. Não se trata de desastres naturais, guerra ou mesmo alguma alta nos índices de violência. São os acidentes de trabalho, registrados em média a cada dez minutos no Estado. Entre 2011 e 2015, último ano com dados disponíveis, foram 253.721 acidentes, dos quais 1.158 foram fatais – o que representa uma morte a cada 38 horas.

Em 27 de julho celebra-se o Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho, uma forma de destacar o problema ao mesmo tempo em que se renova o compromisso com a prevenção, a saúde e a segurança no trabalho.

Segundo dados da Previdência Social, somente em 2015 o Paraná registrou um total de 47.337 acidentes desse tipo, o que deixa o estado em quarto lugar no ranking nacional quando considerados os números absolutos, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Com relação aos óbitos, foram 212 - apenas São Paulo (662) e Minas Gerais (304) registraram mais acidentes fatais.

No mesmo ano o estado contabilizou um gasto de R$ 18,9 milhões em benefícios concedidos em decorrência de acidentes de trabalho, enquanto o total nacional ultrapassou os R$ 289 milhões, divididos em 222.450 benefícios acidentários.

Para o presidente da Associação Paranaense de Medicina do Trabalho, Guilherme Murta, os números “saltam aos olhos”. “Nos últimos cinco anos tivemos um surto de acidentes do trabalho, com impacto de mais de R$ 22 bilhões nos cofres públicos. Foram mais de 3,5 milhões de acidentes de trabalho no período e mais de 13 mil óbitos”, aponta o especialista, citando os dados da Previdência.

Mas se os dados oficiais são alarmantes, a realidade pode ser ainda mais tenebrosa, segundo aponta Adir de Souza, presidente do Sindicato dos Técnicos de Segurança do Trabalho no Estado do Paraná (Sintespar).

“Os números são grandes, uma verdadeira tragédia, mas esses são só os dados oficiais, de trabalhadores com carteira assinada. Aí não está o trabalhador autônomo, o trabalhador rural. Isso está muito longe da realidade”, afirma Adir.

Evolução dos acidentes
Ocorrências
2015 47.337
2014 52.977
2013 52.574
2012 50.009
2011 50.824

Óbitos
2015 212
2014 231
2013 273
2012 227
2011 215.

Consequências (dados de 2015)
Assistência Médica 7.049
Incapacidade temporária – menos de 15 dias 29.489
Incapacidade temporária – mais de 15 dias 10.924
Incapacidade permanente 799
Óbito 212
Fonte:Previdência Social

Transtornos mentais são problema crescente.

De acordo com o médico do trabalho Guilherme Murta, os problemas mais recorrentes de acidentes do trabalho são traumas em membros superiores, principalmente punhos e mãos, e problemas ósseos-musculares, como tendinite e dores musculares. Uma outra situação, porém, vem na crescnte nos últimos anos: os transtornos mentais, caso da depressão e do estresse pós-traumático, entre outros.

“Não existe uma causa única, mas é uma conjunção de fatores. No trabalho os fatores influenciadores desses distúrbios são monotonia nas atividades, grande exigênxia nas tarefas, pouca autonomia, atividades muito repetitivas, exigência de metas impraticáveis, ambientes de trabalho com perigo muito grande. É uma gama de fatores que podem suscitar ansiedade, depressão”, explica o presidente da Associação Paranaense de Medicina do Trabalho.

Terceirização pode agravar problema

Em março deste ano a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei 4.302/1998, que permite o uso da terceirização em todas as áreas (atividade-fim e atividade-meio) das empresas. Sancionada dias depois pelo presidente Michel Temer, a legislação pode impactar diretamente nos índices de acidente do trabalho no Brasil. Estudos do Dieese e da CUT, inclusive, já apontam a relação entre maior número de acidentes e empresas terceirizadas.

“Com certeza vai impactar. Os terceirizados ganham um salário menor e trabalham em condições piores. Eles se acidentam porque não tem uma capacitação rigorosa e as empresas não dão o mesmo tratamento para o terceirizado que dão para os empregados da própria empresa”, argumenta Adir de Souza, presidente do Sintespar.

Já o médico do trabalho Guilherme Murta destaca o fato de a redução de custos ser o principal fator que leva os empresários a terceirizar a mão de obra. “Questiona-se, então, se os cuidados com a saúde do trabalhador, o comprometimento, serão mantidos. Há uma exigência legal de que sejam, isso é importante de se afirmar. Agora, se realmente vai acontecer, é difícil de prever, até porque uma empresa vai se dividir em várias empresas terceirizadas e não se sabe ainda como será o alcance da fiscalização com mais empresas atuando”, finaliza.

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