segunda-feira, 24 de agosto de 2026

MPT-PE pede indenização de R$ 2 milhões à Drogasil


MPT-PE pede indenização de R$ 2 milhões à Drogasil por impedir funcionários de sentar durante expediente no Grande Recife.

Além do valor, o MPT-PE pede que a Drogasil assegure pausas para recuperação dos trabalhadores, forneça assentos com encosto próximos aos postos de trabalho e pare de impedir ou dificultar o uso dos assentos durante os períodos em que não há atendimento

Por Bartô Leonel

Publicado: 20/08/2026

Uma Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho em Pernambuco (MPT-PE) pede que a rede Raia Drogasil seja condenada a pagar R$ 2 milhões em indenizações em danos morais coletivos por supostamente impedir funcionários de se sentarem durante o expediente em farmácias do Grande Recife.

Segundo o MPT-PE, a investigação que deu origem a ACP teve início a partir de denúncia que relatava que operadores de caixa não podiam trabalhar sentados, mesmo havendo cadeiras nos postos de trabalho.

De acordo com os relatos recebidos pelo MPT-PE, os assentos ficavam disponíveis apenas para “aparentar” o cumprimento das normas, enquanto as atividades eram realizadas em pé durante todo o expediente.

Além disso, testemunhas confirmaram ao MPT-PE que atendentes de caixa e balconistas eram impedidos de utilizar as cadeiras durante a jornada, mesmo quando não estavam em atendimento ao público.

Os depoimentos indicaram ainda que a prática ocorria em diferentes farmácias do Recife, Olinda e Paulista e que os trabalhadores relatavam dores nas pernas, nos pés e na coluna, além de cansaço intenso ao final do expediente.

Entre os bairros em que aconteciam essas irregularidades, estão: Água Fria; Boa Viagem; Campo Grande; Casa Forte; Espinheiro; Graças; Jaqueira; Rosarinho; Torre e no Shopping Tacaruna, todos no Recife, além das unidades do Janga, em Paulista e Olinda Centro, no município de mesmo nome.

Análise da documentação da Drogasil

Além dos relatos, o MPT-PE analisou documentos apresentados pela Drogasil, incluindo a Análise Ergonômica do Trabalho. Segundo o órgão de fiscalização, o próprio documento técnico da companhia recomendava medidas como alternância de postura, utilização de assentos para descanso e pausas ao longo da execução das atividades.

Conforme informou o MPT-PE, a ação tramita na Justiça do Trabalho do Recife.

Solicitações à justiça

Além da indenização de R$ 2 milhões, o MPT-PE pede, em caráter de urgência, que a Justiça determine que a Drogasil implemente as medidas previstas na Norma Regulamentadora nº 17 (NR-17), disposição complementar de ergonomia que visa garantir conforto, segurança, saúde e eficiência aos trabalhadores.

Além disso, o órgão de fiscalização solicita que a rede de farmácias forneça assentos com encosto próximos aos postos de trabalho, especialmente caixas e balcões, e deixe de impedir, restringir ou dificultar a utilização desses assentos durante os períodos em que não houver atendimento ao público.

O MPT-PE também requer que a Raia Drogasil assegure pausas necessárias à recuperação psicofisiológica dos funcionários, independentemente dos intervalos destinados à alimentação ou descanso, e garanta a alternância de posturas durante a rotina laboral.

Caso essas solicitações sejam atendidas pela Justiça, mas haja descumprimento da Drogasil, o MPT-PE pede multa de R$ 20 mil por obrigação violada, acrescida de R$ 2 mil por trabalhador prejudicado.

Em caso de descumprimento, o MPT-PE pede multa de R$ 20 mil por obrigação violada, acrescida de R$ 2 mil por trabalhador prejudicado.

“Manter trabalhadores em pé durante toda a jornada, sem permitir pausas e alternância postural, configura risco à saúde e afronta normas de proteção ao meio ambiente do trabalho. Essa ação sustenta que a permanência prolongada em pé pode causar fadiga, dores, problemas circulatórios e outros agravos relacionados ao trabalho”, defendeu a procuradora do Trabalho Vanessa Patriota, responsável pelo Inquérito Civil (IC) que deu origem à ACP.

O MPT-PE destaca ainda que, caso o pedido de indenização de R$ 2 milhões seja aceita pela justiça, o valor deve ser destinado ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD), ao Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT), ao Fundo Estadual do Trabalho (FET/PE) ou a outra destinação social indicada pelo MPT.

O que diz a Drogasil

Por meio de nota, a Drogasil informou que não foi citada nesta ação pela Justiça do Trabalho de Pernambuco.

Quando a citação ocorrer, a rede farmacêutica afirma que avaliará os argumentos do MPT e prestará todos os esclarecimentos necessários nos autos do processo. 

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

TRT 13 entrega do Selo de Reconhecimento Institucional

Por Laercio Silva

Jornalista DRT 0003919, especializado em segurança no trabalho, ergonomia aplicada e higienista ocupacional. 

Cerimônia de Entrega do Selo de Reconhecimento Institucional à Promoção da Igualdade de Gênero e ao Enfrentamento à Violência contra as Mulheres (Edição Anayde Beiriz), um evento de grande importância ocorreu durante o II Seminário sobre Direitos Humanos, realizado no Fórum Maximiano Figueiredo pelo TRT da 13ª Região em João Pessoa PB. Na ocasião, em destaque foi realizada a cerimônia de entrega do Selo de Reconhecimento Institucional. Além disso, houve o lançamento dos livros Protagonismo Feminino na Gestão Pública: Experiências e Reflexões das Mulheres do TRT da 13ª Região, organizadores (a) de Josilene Aires Moreira, Ricardo Moreira da Silva e Roberto Vilmar Satur, e Direitos dos Trabalhadores LGBTQIAPN+ Volume 2, com a organização de Guilherme Guimarães Feliciano, Thiago William Pereira Barcelos e André Machado Cavalcanti.

O evento também contou com um painel intitulado Direitos, Autonomia e Inclusão: O papel do Sistema de Justiça na promoção dos direitos das pessoas com deficiência. Participaram Flávia Paiva (PPGD/UNIPÊ) e Stenio Queiroga, com mediação de Nayara Queiroz (Juíza do Trabalho e cogestora do Comitê de Igualdade de Gênero, Raça e Diversidade).

Presidente da AMEN Miriam Araújo.

A AMEN Associação de Motogirls e Entregadoras da Paraíba, recebeu o selo em reconhecimento aos importantes serviços prestados para as comunidades, durante o evento na presença de autoridades e entidades.

Este foi um momento grandioso para destacar lançamento do livro, Anaíde Beiriz, a última confidência escrito por Valeska Asfora.

Anaíde Beiriz, mulher de luta e coragem que tinha ideias progressistas e participava ativamente do movimento intelectual. Ela defendia a participação das mulheres na política e era a favor do feminismo.


Anaíde Beiriz, nasceu em Parahyba do Norte, em 18 de fevereiro de 1905. Ela foi uma professora e poetisa brasileira, conhecida por sua ligação com a História da Paraíba devido a um trágico incidente envolvendo seu relacionamento amoroso com o advogado e jornalista João Duarte Dantas. Filha de José da Costa Beiriz, tipógrafo do Jornal A União, e Maria Augusta de Azevedo Beiriz, Anayde da Costa Beiriz concluiu seus estudos e se formou como professora na Escola Normal de João Pessoa em 1922.

Após se formar, Anaíde começou a lecionar na Escola de Pescadores da Colônia Z2, na vila de Cabedelo hoje cidade, onde eventualmente se tornou secretária da Diretoria da Colônia. Ela se destacou durante seus estudos e se formou na Escola Normal aos dezessete anos de idade. Anaíde enfrentou desafios como a distância, viajando de trem para ensinar na vila de Cabedelo, onde passava a semana hospedada na casa de sua tia.

Além de seu trabalho como professora, Anaíde também se destacou por sua participação em saraus literários e eventos artísticos, desafiando os padrões da época em sua maneira de se vestir e cortar o cabelo. Ela foi vencedora de um concurso de beleza em 1925 e era conhecida por seus olhos negros, que lhe renderam o apelido de "a pantera dos olhos dormentes".

Apesar de suas ideias progressistas e participação ativa no movimento intelectual, Anaíde não era bem vista pela sociedade conservadora da época, especialmente na Paraíba. Ela defendia a participação das mulheres na política e era a favor do feminismo, mas se mantinha distante da política em si. Em saraus literários, ela se destacava como declamadora ao lado de outras mulheres como Adamantina Neves, Amelinha Teorga e Odete Gaudêncio, todas também engajadas em questões feministas e de liberdade para as mulheres.

Paraíba é destaque na Rede Sem Fronteiras

 

A Diretoria do Núcleo Paraíba da Rede Sem Fronteiras empossada, dia 20 de agosto, conta com a composição das escritoras Rosenilda Carvalho, presidente; Kassya Diniz, Paraíba é destaque na Rede Sem Fronteiras 

A Diretoria do Núcleo Paraíba da Rede Sem Fronteiras empossada, dia 20 de agosto, conta com a composição das escritoras Rosenilda Carvalho, presidente; Kassya Diniz, vice-presidente; Carmem Eleonôra Amorim, diretora institucional; Dorita Santiago, diretora financeira; Mônica Ferreira, diretora de eventos e Odigine Graça. Diretora Cultural.

Associação internacional privada voltada para a difusão da literatura e da cultura de língua portuguesa pelo mundo, conectando escritores, artistas e parceiros em mais de 30 países.

Com representação em mais de 30 países, a Rede se dedica a criar oportunidades de visibilidade e intercâmbio para seus membros e parceiros.

A organização internacional (com sede em Lisboa, Portugal) fundada em 2013, passou por um expressivo movimento de expansão institucional e posse de novas diretorias regionais por todo o território brasileiro, consolidando o país como um dos principais pilares na produção literária, artística e de valorização da língua portuguesa dentro da rede.

Além da Paraíba fazem parte da entidade os Estados

Amazonas (AM)Bahia (BA)Ceará (CE) (incluindo o Núcleo Cultural Universitário em Redenção) Distrito Federal (DF)Espírito Santo (ES)Minas Gerais (MG)Rio de Janeiro (RJ)Rio Grande do Sul (RS)Santa Catarina (SC)São Paulo (SP).

Com estande na Bienal Internacional do Livro de São Paulo. A RSF receberá seus associados para lançamento de livros e networking.

As diretoras paraibanas estarão presentes no referido evento.

ice presidente; Carmem Eleonôra Amorim, diretora institucional; Dorita Santiago, diretora financeira; Mônica Ferreira, diretora de eventos e Odigine Graça. Diretora Cultural.

 Associação internacional privada voltada para a difusão da literatura e da cultura de língua portuguesa pelo mundo, conectando escritores, artistas e parceiros em mais de 30 países.

Com representação em mais de 30 países, a Rede se dedica a criar oportunidades de visibilidade e intercâmbio para seus membros e parceiros.

A organização internacional (com sede em Lisboa, Portugal) fundada em 2013, passou por um expressivo movimento de expansão institucional e posse de novas diretorias regionais por todo o território brasileiro, consolidando o país como um dos principais pilares na produção literária, artística e de valorização da língua portuguesa dentro da rede.

Além da Paraíba fazem parte da entidade os Estados

Amazonas (AM)Bahia (BA)Ceará (CE) (incluindo o Núcleo Cultural Universitário em Redenção) Distrito Federal (DF)Espírito Santo (ES)Minas Gerais (MG)Rio de Janeiro (RJ)Rio Grande do Sul (RS)Santa Catarina (SC)São Paulo (SP).

Com estande na Bienal Internacional do Livro de São Paulo. A RSF receberá seus associados para lançamento de livros e networking.

As diretoras paraibanas estarão presentes no referido evento.

Passeata Agosto Lilás

 

AGOSTO LILÁS: JUNTAS, SOMOS MAIS FORTES!  A violência contra a mulher não pode ser tratada como algo normal. Ela precisa ser enfrentada, denunciada e combatida todos os dias. Os números mostram a urgência dessa luta: em 2025, o Brasil registrou 1.568 feminicídios, o maior número da série histórica. E a violência não acontece apenas quando uma mulher perde a vida. Em 2025, a Ligue 180 recebeu 155.111 denúncias de violência contra mulheres, além de mais de 679 mil registros de denúncias. Serviços e Informações do Brasil Na Paraíba, temos também uma notícia que mostra que políticas de proteção e enfrentamento fazem diferença: entre janeiro e maio de 2026, foram registrados 12 feminicídios, contra 19 no mesmo período de 2025 — uma redução de 36,8%. Mas enquanto uma mulher continua sendo vítima, nossa luta ainda não terminou. Por isso, a AMEN-PB – Associação de Motogirls e Entregadoras da Paraíba convida todas e todos para ocupar as ruas conosco!   26 de agosto Concentração: 18h30 – Anel Externo da Lagoa (Parque Solon de Lucena) Saída: 19h Percurso: saindo da Lagoa pela Avenida Epitácio Pessoa até a Estação Cabo Branco. Vista ROXO, leve sua bandeira, sua voz e sua indignação.  Vamos juntas dizer: NÃO É NÃO! RESPEITO É A REGRA! VIOLÊNCIA, NUNCA MAIS! Pela vida. Pela liberdade. Pela dignidade. Pelo fim da violência contra a mulher. Ninguém está sozinho. Nenhuma será silenciada.   Violência contra a mulher? Ligue 180. 

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Mudanças do Anexo III da NR-35 uso de escadas

 Escadas e o novo anexo III da nr-35

A ANIMASEG convida você para assistir um bate-papo fundamental sobre segurança no trabalho em altura e as novas diretrizes regulatórias para o uso de escadas!

Não perca essa oportunidade de se atualizar sobre as principais mudanças do Anexo III da NR-35 e garantir mais segurança nas operações.

Raul Casanova Junior conversa com Claudia Lara

Consultora e palestrante

Engenheira Eletricista, Eletrônica, de Telecomunicações e de Segurança do Trabalho.

Projeto que exige café da manhã e almoço para trabalhadores da construção civil

Comissão aprova projeto que exige café da manhã e almoço para trabalhadores da construção civil.

Fonte: Agência Câmara de Notícias- 17/08/2026

Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

Ana Pimentel: medida pode reduzir acidentes decorrentes de fadiga e má nutrição 

A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que obriga as empresas de construção civil a fornecerem café da manhã e almoço aos trabalhadores contratados para atuar em canteiros de obras.

Pela proposta, a medida vale independentemente do tipo de contrato de trabalho. O fornecimento poderá ser feito diretamente pela empresa ou por meio do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT).

O texto aprovado é a versão da relatora, deputada Ana Pimentel (PT-MG), para o Projeto de Lei 2134/03, do deputado Vicentinho Júnior (PSDB-TO). A relatora fez ajustes na redação para dar mais clareza à aplicação da regra.

Saúde e segurança

“A obrigatoriedade de fornecimento de café da manhã e almoço contribui para a preservação da saúde, da segurança e da produtividade desses profissionais, além de reduzir acidentes decorrentes de fadiga e má nutrição”, disse a relatora.

O substitutivo da relatora altera a Lei 6.321/76, que trata do Programa de Alimentação do Trabalhador. A proposta estabelece que a obrigação valerá quando decorrer de convenção, acordo coletivo de trabalho ou legislação específica.

O texto também define que a nova regra incidirá apenas sobre fatos geradores ocorridos após a futura lei. Assim, não autoriza revisão, alteração, renegociação ou recomposição de contratos privados ou administrativos já existentes.

Próximos passos

O projeto ainda será analisado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

A luta 

Uma luta constante dos sindicatos filiados à Confederação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores nas Indústrias da Construção e da Madeira da CUT (Conticom) durante a negociação de convenções e acordos coletivos deu mais um passo para se tornar lei em todo o Brasil.

A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (17/8) projeto de lei que obriga as empresas de construção civil a fornecerem café da manhã e almoço aos trabalhadores(as) que atuam em canteiros de obras. Pela proposta, a medida vale independentemente do tipo de contrato de trabalho.

De acordo com a Agência Câmara, o texto aprovado é a versão da relatora, deputada Ana Pimentel (PT-MG), que fez ajustes na redação para dar mais clareza ao Projeto de Lei 2134/03 do deputado Vicentinho Júnior (PSDB-TO).

Em defesa do projeto, a relatora argumentou que a obrigatoriedade de fornecimento de café da manhã e almoço “contribui para a preservação da saúde, da segurança e da produtividade desses profissionais, além de reduzir acidentes decorrentes de fadiga e má nutrição”.

Para virar lei, o projeto precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Mais informações

https://www.instagram.com/p/DcRalm6mn17/?igsh=emdheGloNjBvemg3&igsi=emdheGloNjBvemg3

Inventário de Espaços Confinados que Gera Valor

 

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