sábado, 3 de outubro de 2026

Guerreiras do Brasil

Nossa amiga Amanda faleceu vítima de um grave acidente de trânsito.

A frieza dos números se transforma em rosto, uma dor profunda quando recordamos de trabalhadoras como Amanda Ferreira de Lima, que era uma participante ativa da Associação de Motogirls e Entregadoras da Paraíba e do Coletivo de Motogirls JP – Trabalhadoras por Aplicativo de João Pessoa.

Para Amanda

Por Laercio Silva

Embora muitos lamentem, ele está sempre brilhante!
Os ventos relembram sua coragem, quente e ousada, seu trabalho vital fez corações cansados ​​baterem.

Sob chuva e sol, ela carregou a esperança consigo, uma irmã da estrada, firme e livre;
agora os pássaros elevam seu nome em cânticos de gratidão, e as flores guardam seu riso na árvore.

A terra não esquece as mãos firmes,
nem silencia aquela que iluminou a cada quilômetro;
sua memória cavalga a brisa, gentil e corajosa,
uma luz que transforma nossa tristeza em sorriso.

Que o amanhecer, com suas cores vibrantes, comece — Amanda floresce para sempre no coração. 

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Acidentes com motociclistas

 Por Laercio Silva

Jornalista DRT 0003919, especializado em segurança no trabalho, ergonomia aplicada e higienista ocupacional. 

 

Imagem IA

Os acidentes envolvendo motocicletas na Paraíba continuam a ocorrer de forma grave, destacando os perigos presentes no trânsito estadual. Os dados estatísticos que consideram apenas os acidentes atendidos em dois hospitais não levam em conta outros incidentes não registrados, indicando que o número real é muito maior.

Para obter uma estimativa mais precisa do total de ocorrências no estado, os dados dos hospitais de referência são reunidos pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-PB) e divulgados às segundas-feiras.

Registros referentes ao final de semana de 25 a 27 de setembro 2026.

Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande: Foram registrados mais de 65 atendimentos a vítimas de acidentes de motocicleta.

Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa: Historicamente, a unidade registra uma média entre 80 e 100 atendimentos de vítimas de motocicleta aos fins de semana.

Setembro de 2026, nossa amiga Amanda faleceu vítima de um grave acidente de trânsito.

A frieza dos números se transforma em rosto, uma dor profunda quando recordamos de trabalhadoras como Amanda Ferreira de Lima, que era uma participante ativa da Associação de Motogirls e Entregadoras da Paraíba e Coletivo de Motogirls JP – Trabalhadoras por Aplicativo de João Pessoa.

Eco aterrorizante.

Na Paraíba a cada 22 minutos, uma pessoa chega a um hospital de emergência gravemente ferida devido à violência no trânsito. A cada 25 minutos, um motociclista se envolve em um acidente de trânsito que exige atendimento hospitalar. Segundo boletins oficiais da Secretaria de Saúde do Estado, esses números representam cadeiras vazias à mesa do jantar, pais e mães que saíram para trabalhar e retornaram em uma cadeira de rodas ou caixão, maioria de jovens cujos planos de vida foram brutalmente interrompidos. Nos sete primeiros meses do ano, os dois principais hospitais públicos de trauma na Paraíba, o Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, e o Hospital Dom Luiz Gonzaga Fernandes, em Campina Grande, registraram um total de 13.848 atendimentos relacionados a acidentes de trânsito. Desses casos, os motociclistas representam a maioria dolorosa: 11.893 vítimas, ou seja, 85,8% de todos os atendimentos por acidentes nesses hospitais.

Ocorrências de acidentes e mortes.

João Pessoa: Um motoboy de 40 anos faleceu choque carro e moto, AV Epitácio Pessoa um homem de 29 anos ficou em estado grave após colidir, sua motocicleta com um carro durante uma tentativa de conversão no canteiro central.

Campina Grande: Duas pessoas ficaram feridas após a moto em que estavam cair dentro de um canal, Um ciclista de 34 anos, morreu após perder o controle de sua moto e atingir um pedestre.

Santa Rita: Um motociclista de 50 anos, morreu em um grave acidente carro e moto.

Conde: Uma mulher morreu no local e um homem ficou ferido.

Sertão: Registrado acidente fatal envolvendo carro e moto no trecho entre Sousa e São Gonçalo.

Cariri: Colisão entre duas motocicletas deixou dois mortos e um feridos levados ao Trauma de Campina Grande.

Interior e Rodovias: Acidentes em rodovias estaduais, como duas colisões com animais na pista (registradas em trechos como Esperança e Areial PB) e registro de três quedas, que mobilizaram equipes de resgate no Agreste e Sertão paraibano.

Principais Fatores de Risco

Imprudência: O excesso de velocidade e a desatenção lideram as causas de sinistros.

Equipamento de proteção: A falta de uso de equipamentos de proteção por motociclistas aumenta drasticamente o risco de lesões graves e morte no trânsito.

Animais na pista: A presença de animais soltos em rodovias estaduais representa perigo constante para quem pilota.

Riscos e Consequências da falta de proteção: Fraturas graves, escoriações profundas e lesões permanentes e mortes.

Aumento de sequelas traumas faciais: Cerca de 45% dos impactos em acidentes de moto ocorrem na região do rosto.

Vulnerabilidade física: Sem uma carcaça de proteção, o corpo do motociclista absorve diretamente o impacto de colisões e quedas no asfalto.

No Brasil:

Líder em proporção/taxa: O Piauí registra que cerca de 72,7% das mortes no trânsito no estado envolvem motocicletas, a maior taxa proporcional do país. 

Segundo colocado: O Ceará aparece logo em seguida como o segundo estado com mais acidentes proporcional de mortes de motociclistas no trânsito. 

Rodovias federais: Em termos de números absolutos de ocorrências em estradas federais em períodos específicos (como no primeiro semestre de 2026), estados de grande malha viária como a Bahia também registram picos expressivos de registros e óbitos contabilizados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). 

Atlas da Violência 2026: Divulgou que, em 2024, o Brasil registrou 15.459 mortes envolvendo motocicletas, o que representa 41,6% de todos os óbitos no trânsito do país dados até agosto.

Dados de operações e apreensões motocicletas na PB: 

Não há um número exato e atualizado em tempo real referente à quantidade total de motos apreendidas na Paraíba. No entanto, dados parciais de operações realizadas pela Polícia Militar do estado apontam para milhares de apreensões ao longo do ano, principalmente por causa de escapamentos adulterados e infrações de trânsito. Nos primeiros oito meses desse um ano, conforme o balanço divulgado pela Operação Randandan do BPTran, aproximadamente 3,5 mil motos foram apreendidas por utilizarem canos de descarga barulhentos ou modificados. Ações específicas e realizadas nos finais de semana também resultam na apreensão de dezenas de veículos em uma única operação, como por exemplo, 40 motos recolhidas em Campina Grande ou 45 em Cubati durante ações pontuais.

FB Consultoria e Treinamentos em SST

 

A prevenção da saúde no ambiente de trabalho é o pilar de uma empresa forte, segura e humana.

​Neste Outubro Rosa, a FB CONSULTORIA E TREINAMENTOS EM SST preparou uma palestra exclusiva ministrada por nosso Enfermeiro do Trabalho, desenvolvida especialmente para o cenário corporativo.

​Falar de Câncer de Mama dentro da empresa é promover conscientização, esclarecer dúvidas com rigor técnico e incentivar o autocuidado entre colaboradoras e colaboradores.

​O que a sua empresa vai aprender na palestra:

🔹Sinais de alerta visíveis e a importância do autoconhecimento corporal.

🔹Desmistificando a mamografia e a rotina dos exames preventivos.

🔹Fatores de risco, estilo de vida e prevenção em saúde ocupacional.

🔹O papel da CIPA, lideranças e colegas no apoio e acolhimento no ambiente de trabalho.

​Cuidar da vida é o maior treinamento de segurança de uma organização! 🏢

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quinta-feira, 1 de outubro de 2026

PMOC - Plano de Manutenção, Operação e Controle

 Por Laercio Silva

Jornalista DRT 0003919, especializado em segurança no trabalho, ergonomia aplicada e higienista ocupacional. 

Pergunta enviada para o nosso Blog: É possível aplicar o PMOC em veículos particulares ou de empresas?

O PMOC (Plano de Manutenção, Operação e Controle) nº 13.589/2018 e a Portaria nº 3.523/1998 do Ministério da Saúde determinam a obrigatoriedade do PMOC para ambientes climatizados em edificações e recintos fechados de uso coletivo.  

Automóveis particulares, ônibus ou frotas de passeio não entram nessa exigência legal de laudos técnicos padronizados pelo PMOC.

As frotas de transporte coletivo de passageiros (como ônibus urbanos e rodoviários) possuem normas específicas de higienização e controle de qualidade do ar estipuladas por agências de transporte ou vigilância sanitária estadual.

As normas de higienização existem para garantir a saúde e a segurança dos passageiros que utilizam transporte coletivo com ar-condicionado. A ANTT Agência Nacional de Transportes Terrestres é responsável pelo transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros, exige que as empresas realizem uma desinfecção rigorosa de suas frotas, seguindo métodos aprovados pelas autoridades sanitárias. O não cumprimento dessas regras pode levar à apreensão dos veículos, aplicação de multas ou suspensão das licenças. Órgãos e secretarias estaduais de transporte devem monitorar as frotas de linhas estabelecendo diretrizes operacionais, no uso do ar-condicionado e a manutenção preventiva. As vigilâncias sanitárias estaduais e municipais devem realizar inspeções nas garagens e terminais rodoviários, solicitando laudos de higienização do ar e verificando o descarte adequado dos filtros contaminados. No transporte urbano, as autarquias municipais definem os requisitos técnicos dos ônibus e podem realizar testes microbiológicos para assegurar a proteção da saúde pública.

Veículos particular:

A manutenção do sistema de ar-condicionado de veículos particular vai muito além do simples conforto térmico ou da eliminação de odores desagradáveis, sendo fundamental para a saúde e a biossegurança, ajuda na eficiência do funcionamento do carro.

A contaminação do sistema de ar devido à combinação de poeira e fuligem de combustível gera um efeito sinérgico prejudicial que aumenta a gravidade de crises alérgicas e respiratórias. Quando as micropartículas de fuligem, especialmente o carbono proveniente de motores a diesel, entram na atmosfera, liberam partículas menores que penetram profundamente nos alvéolos pulmonares agravando condições como asma, rinite e bronquite, além disso, essa contaminação pode facilitar a entrada de ácaros, fungos, bactérias e vírus, cuja inalação frequente pode contribuir para o desenvolvimento ou adensamento de doenças. A troca do filtro é fundamental, pois ele atua como uma barreira física que retém poeira e fuligem de combustível, um filtro saturado reduz o fluxo de ar e passa a ser uma fonte de contaminação com o acúmulo de sujeira na serpentina do evaporador e nos dutos obrigando o compressor a trabalhar por mais tempo e com maior esforço, elevando o consumo de combustível e acelerando o desgaste do equipamento.

Importante informação.

Durante viagens longas com ar-condicionado, é importante abrir os vidros do veículo de vez em quando para garantir a circulação de ar fresco. Isso ajuda a evitar a sonolência causada pelo acúmulo de CO², que pode levar a acidentes de trânsito.

O acúmulo de dióxido de carbono (CO²) em um veículo fechado com o ar-condicionado ligado pode facilmente dobrar ou triplicar em poucas horas de viagem. Esse fenômeno reduz a oxigenação do cérebro, provocando:

  • Sonolência e bocejos frequentes
  • Queda no tempo de reação e reflexos lento
  • Dores de cabeça e perda de foco na estrada.

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Os profissionais de SESMT devem assumir o seu protagonismo

 Por José Augusto Filho

Leiam na íntegra: Compete aos SESMT) Os profissionais que compõem os Serviços Especializados em Segurança e em Medicina do Trabalho - SESMT - NR 4,  devem ocupar um papel central e ativo  no gerenciamento de riscos ocupacionais, incluindo gestão dos riscos psicossociais relacionados ao trabalho (GRO / NR 17), cujas ações são fundamentais para o desenvolvimento destes gerenciamentos juntos as empresas, contando com a experiência acumulada, conhecedores dos processos industriais e operacionais, organização do trabalho, sobre a forma que os trabalhos e operações são realizados, sendo atores centrais nesta gestão, juntamente com a equipe multidisciplinar organizada pela empresa, como por exemplo, RH, Jurídico, indicados pela Alta Direção, membro da CIPA e de Assédio, Produção, Manutenção, Engenharia Industrial, ajuda externa, e de outros, dependendo da estrutura que ela possui. O sistema de gestão trabalhista (GRO / PGR), que é um novo modelo na área de SST  que impera no país desde março de 2020, está alinhado à nova NR-1, como todos sabem, incluindo de uma forma implícita a inclusão de uma SST mais humanizada, com a participação, consulta e comunicação junto a todos os trabalhadores, considerando também a percepção de riscos ocupacionais, por parte deles, onde a psicologia organizacional e a ergonomia cognitiva se destacam dentro deste processo de gestão, comprovadamente. Para que este protagonismo ocorra, há a necessidade urgente, que todos os profissionais de SESMT se atualizem na sua atuação profissional com as novas metodologias, diretrizes em segurança psicológica (exemplo, ISO 45003:2021), de novas ferramentas introduzidas. Prepará-los, por meio de cursos de capacitações, atualizações técnicas, literatura específica deste tema, rodas de conversas e intercâmbio profissional é fundamental, para que possam possuir a compreensão, intepretação correta dos requisitos legais e técnicos exigidos, vindo entender realmente, como funciona os mecanismos de um sistema de gestão, necessidade na realização deste trabalho de forma correta e segura, exigindo controles mais estruturados; para que as empresas e os próprios membros do SESMT, não fiquem vulneráveis  às fiscalizações do MTE, MPT e sindicatos, seja trabalhando no SESMT de uma empresa ou nas Consultorias em SST e/ou Clínicas Médicas. As notícias sobre a fiscalização do GRO PGR (2025 / 2026) pelos Auditores Fiscais do Trabalho, não são nada animadoras! Apesar dos adiamentos, a Auditoria Fiscal utiliza o período de transição para testar a consistência dos sistemas atuais, pois intensificaram a fiscalização por todo o país sobre a gestão de riscos ocupacionais, e nas auditorias nas documentações (PGR - Inventários de Riscos, Plano de Trabalho). Detectaram inúmeras ausências de metodologias cientificamente aprovadas e reconhecidas na Gestão dos Riscos). Consulta-nos: augustomehana2@gmail.com ou whatsapp: 11 993208637.

Menos afastamentos, mais canteiros ativos.

Por Laercio Silva

Jornalista DRT 0003919, especializado em segurança no trabalho, ergonomia aplicada e higienista ocupacional. 

Evento no SINDUSCON JP dia 05. 11 às 16h00. 

Elaine Dantas, CEO da CARVO e embaixadora ESG Pro Brasil, é uma especialista em fatores humanos, prevenção de riscos psicossociais, ergonomia e perita judicial. Seu trabalho visa reduzir os afastamentos, manter as empresas ativas e garantir retorno financeiro.

A equação da gestão de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) na construção civil a análise econômica da administração  análise econômica da administração revela que investir em prevenção não representa um gasto, mas sim uma aplicação que gera retorno financeiro imediato e quantificável. Quando uma empresa consegue diminuir o número de afastamentos de colaboradores devido a acidentes, DORT/LER ou doenças relacionadas ao trabalho, além de manter os canteiros de obras operando sem interrupções, isso resulta em benefícios financeiros significativos, impactando o caixa.

Diminuição de despesas diretas com afastamentos e encargos: A legislação trabalhista determina que a empresa pague o salário completo ao funcionário durante os primeiros 15 dias de afastamento devido a acidente ou doença. Ademais, em situações de acidentes de trabalho, a empresa deve continuar efetuando o recolhimento do FGTS durante todo o período de afastamento e assegurar uma estabilidade de 12 meses ao empregado após seu retorno. Minimizar acidentes de trabalho ajuda a evitar passivos inesperados no fluxo financeiro da empresa.

Redução da Taxa do FAP (Fator Acidentário de Prevenção): O FAP atua como um multiplicador aplicado à taxa do RAT (Riscos Ambientais do Trabalho), que na construção civil geralmente é de 3% sobre o total da folha de pagamento. Uma obra com alta incidência de acidentes apresentará um FAP próximo a 2,0, elevando o custo para 6% da folha. Por outro lado, um canteiro de obras que mantém uma rotina segura e sem afastamentos terá um FAP em torno de 0,5, diminuindo o encargo para 1,5% da folha de pagamento.

É essencial preservar a produtividade e eliminar custos ocultos. Os afastamentos por acidentes geram custos indiretos que podem ser de 4 a 10 vezes maiores do que os custos diretos. Paradas na produção, custos de contratação emergencial, danos ao patrimônio e outros custos podem ser evitados com a prevenção de acidentes. Para evitar passivos trabalhistas, cíveis e multas administrativas, a empresa deve cumprir as normas regulamentadoras, como por exemplo as NR-18 e NR-35, para evitar embargos de obras, interdições de máquinas e multas. O INSS pode aplicar ações regressivas acidentárias contra empresas que negligenciam a segurança dos trabalhadores, resultando em processos por danos morais e estéticos.

 Acessos para inscrições, ingresso 1 kg de alimento

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScz6SlHHlhR0MPWf-arH560aa6GjwbX5rXWd9hOG62BWL-9Sg/viewform

Estudo analisou amostras de bactérias coletadas em equipamentos de academias

Imagem IA

Por Laercio Silva

Jornalista DRT 0003919, especializado em segurança no trabalho, ergonomia aplicada e higienista ocupacional. 

Um estudo da FitRated  site americano junto com o laboratório EmLab P&K analisou coletando amostras de bactérias em 27 equipamentos de três academias de grandes redes, mostrou que as superfícies das máquinas podem abrigar mais de um milhão de bactérias por polegada quadrada, incluindo cocci gram-positivos, bacilos gram-negativos e Bacillus, capazes de causar infecções de pele e aparelho respiratório humano,  outros pesquisadores da Universidade Federal de Juiz de Fora MG fizeram um estudo mostraram quais são os equipamentos mais sujos em uma academia, chamados de riscos "invisíveis"  descobriram que a barra de agachamento, o halter de 8 kg, a máquina de hack squat e a máquina de leg press são os equipamentos mais sujos, comparando a quantidade de bactérias presentes em diferentes equipamentos verificou-se que os pesos livres podem conter até 362 vezes mais microrganismos do que um assento de vaso sanitário. Essas bactérias fazem parte da microbiota normal da pele, o risco de infecção permanece baixo em pessoas saudáveis. Para minimizar os riscos é recomendável eliminar a contaminações cruzadas, prática de cultura de responsabilidade compartilhada para promover a higiene e saúde coletiva minimizando a proliferação de bactérias e fungos, limpar os equipamentos após o uso, lavar as mãos ao sair da academia e usar sua própria toalha, é fundamental manter uma rotina rigorosa de limpeza e manutenção dos aparelhos, higienização dos ar-condicionados, (texto sobre o tema abaixo), a aplicação rápida de álcool 70% pode ajudar a eliminar as bactérias presentes, é importante lembrar que o álcool puro pode danificar estofados de corvin, vinil, plásticos e borrachas ao longo do tempo, causando ressecamento e rachaduras nos estofados. Além disso, a limpeza com álcool é superficial e não é eficaz para remover sujeiras pesadas ou gorduras do suor acumulada, agindo apenas de forma superficial.

Medidas de segurança na academia:

Equipamentos colocados muito próximos dos espelhos podem causar acidentes por colisões. Isso ocorre devido ao layout inadequado, que resulta em esbarrões devido à falta de espaço. É fundamental manter o ambiente organizado de maneira segura, garantindo que cada item seja instalado a uma distância adequada para atender às necessidades ergonômicas.

Na academia, é muito importante priorizar a segurança, com instalação de luzes de emergência e extintores de incêndio, treinamento para profissionais de educação física em APH (Atendimento Pré-Hospitalar) e primeiros, essa formação atende às exigências legais de segurança em ambientes esportivos, utilizar os equipamentos de forma correta, sempre com a supervisão de um educador físico devidamente qualificado, esses procedimentos reduz o risco de acidentes e lesões durante os treinos, dessa forma os alunos poderão alcançar seus objetivos de fitness de forma segura e sem se machucar.

É comum encontrar espelhos rachados nas academias, o que pode acarretar um perigo considerável de acidentes. Deve-se trocar o espelho quebrado prontamente e restringir o acesso à área para prevenir incidentes.

Qualidade do ar.

Recinto para a modalidade FitDance que combina coreografias com diversos estilos musicais, durante as aulas em grupo o esforço físico intenso demanda uma maior quantidade de oxigênio.

O corpo humano respira oxigênio e exala gás carbônico; assim, em locais onde a circulação de ar não é suficiente para renovação, a concentração de gás carbônico tende a aumentar.

Como esses aparelhos de ar não retiram oxigênio do ambiente externo, o ar pode ficar saturado se portas e janelas não forem abertas de tempos em tempos. 

A temperatura ideal do ar-condicionado nas academias deve ser ajustada entre 20°C e 25°C, garantindo um ambiente adequado para a realização de exercícios físicos.

Simpósio qualidade do ar.

Estivemos no Simpósio da ABEMEC PB Associação dos Engenheiros Mecânicos e Industriais da Paraíba, onde dois renomados engenheiros mecânicos palestrando abordaram temas interessantes sobre a qualidade do ar interior.

Palestra Qualidade do ar interior.

Com base nos pontos abordados nas palestras do Engenheiros Mecânicos Osny do Amaral e José Luiz, Baseadas no Plano Nacional de Qualidade do Ar Interior (PNQAI), preparei uma matéria jornalística estruturada e uma proposta de ações e periodicidade para o PMOC.

Invisível, mas Vital: Engenheiros Alertam para o Impacto da Qualidade do Ar Interior na Saúde e Produtividade.

A qualidade do ar em ambientes fechados vai muito além do mero conforto térmico.

Em recente exposição, o engenheiro especializado atuante na prática do Plano Nacional de Qualidade do Ar Interior (PNQAI), trouxe dados alarmantes e orientações técnicas sobre como o ar viciado e degradado impacta diretamente a saúde pública, a segurança jurídica das empresas e a economia. Segundo estudos estatísticos baseados em atestados médicos emitidos, cerca de 14% das faltas ao trabalho são causadas por doenças respiratórias agravadas pela má conservação de sistemas de climatização.

O que é o PMOC e Qual o seu Objetivo?

O Plano de Manutenção, Operação e Controle é um conjunto de documentos e procedimentos que garante que o sistema de climatização esteja limpo e operando com eficiência.

Benefício Principal: Além de assegurar saúde, bem-estar e produtividade aos ocupantes, o PMOC confere segurança jurídica aos proprietários e gestores do imóvel diante da fiscalização sanitária e Ministério do taralho, evitando multas pesadas e processos legais por negligência em saúde coletiva.

Quem pode executar e assinar o PMOC?

O planejamento e a responsabilidade técnica do PMOC podem ser legalmente assumidos por Engenheiros (Mecânicos ou com atribuições correlatas) e Técnicos devidamente registrados em seus conselhos de classe profissionais.

O Risco Silencioso:

O ser humano inspira oxigênio e expira gás carbônico, em ambientes sem a devida renovação do ar, a concentração de gás carbônico se eleva gerando sonolência, cefaleia e queda drástica na produtividade.

O engenheiro Osny, também alertou para os riscos presentes com uso do ar-condicionado no interior dos automóveis, manter os vidros totalmente fechados por longos períodos sem renovação de ar pode elevar os níveis de poluentes e causar fadiga extrema, tornando-se uma causa subestimada de acidentes e episódios de "dormir ao volante".

Um ar-condicionado mal regulado (com temperaturas muito abaixo ou filtros sujos) aumenta o consumo de energia em até 30% e causa problemas respiratórios, como rinite e garganta seca. Para garantir eficiência e saúde, devemos manter o aparelho entre 21°C e 26°C temperatura ideal de conforto e saúde do corpo humano. 

Além disso, extremos térmicos e a falta de controle da umidade (que resseca as vias aéreas) abrem portas para infecções.

Biossegurança e Tecnologias de Higienização em ambiente hospitalar:

Para combater a proliferação de microrganismos e evitar a formação de UFC (Unidades Formadoras de Colônias) de fungos e bactérias, grandes vilãs em quadros de infecção hospitalar, o setor deve dispor de tecnologias avançadas voltadas para biossegurança:

  • O uso de Peróxido de Hidrogênio e Ionizadores:

Utilizados para a higienização ativa e purificação do fluxo de ar.

  • Uso de Etiquetas de "Ar Puro": Rastreabilidade e garantia visual de que o equipamento passou por manutenção.
  • Acessórios de Fluxo: O uso de telas direcionadoras ajuda a reduzir a velocidade do vento direto sobre os ocupantes, mitigando o desconforto.

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