sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

Um homem caiu de uma tirolesa durante curso de Brigadista

Por Laercio Silva

Um homem caiu de uma tirolesa na Asa Sul, em Brasília DF, durante um curso de Brigadista promovido pela escola Oficial Alpha-Resgate, responsável pelo treinamento informou que abrangia a descida do primeiro andar do prédio até a calçada com uma tirolesa, a escola está fechada desde o acidente 

O acidente foi nesta quinta-feira (8) de janeiro no Setor Comercial Sul, o homem gravemente ferido após o cabo de aço ou corda não suportou a carga e veio a se romper durante uma instrução, ele teve algumas fraturas na costela, perna, braço e um corte na testa a vítima foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e levada ao Hospital de Base de Brasília DF.

As imagens mostram quando o aluno saiu com dificuldade pela janela do prédio amarrado a cabos e cordas. Em seguida, ele se soltou da janela e começou a descida, mas o cabo de aço se partiu e o homem caiu de uma altura de aproximadamente 7 metros.

Vejam o vídeo

 
Opiniões de Especialistas

Por Eli Almeida

Segurança do Trabalho, nosso conteúdo.

Técnico de Segurança do Trabalho

Graduado em Comunicação Social

Pós-graduado em Gestão Ambiental na Indústria

 *Lesão anunciada!*

Ao observar o conjunto de falhas, desde materiais utilizados na preparação da área e de proteção para o homem, o suposto treinamento não teria como terminar com um desfecho satisfatório.

Dessa maneira, não tem como haver uma expectativa favorável, deu no que deu pelo desconhecimento técnico dos idealizadores de como às pessoas precisam atuar em uma atividade em altura, crítica à vida delas.

Adequar o ambiente de modo que seus ocupantes disponham de completa proteção, anteceder com ações prioritárias de mecanismos eficientes à segurança, bem como equipar e capacitar os indivíduos.

Um acidente previsto, para essa operação a Norma Regulamentadora (NR-35), legislação do Ministério do Trabalho, prevê uma série de controle de Engenharia de Segurança do Trabalho e de Medicina Ocupacional contra quedas de altura.

Por Antonio Matias

Técnico de Segurança, Bombeiro Civil e Professor SST.

Postaram um vídeo esses dias, aqui muito assemelhado e eu iria comentar, porém preferi por não, para evitar discussão e mal entendimento, mas essa é a mesma realidade do treinamento anterior.

Treinamento é seríssimo, e não é momento de lazer.

Observem o biotipo da pessoa.

Eu não quero entrar em outras questões como: cadê a segurança do brigadista?

Como faz isso?

É notório a insegurança e mesmo assim expõem a pessoa.

Sabemos que acidentes acontecem em treinamentos, mas não é para acontecer, porém como se trata de um "fato inesperado" pode acontecer.

Então não podemos facilitar porque irá acontecer.

Estou falando de treinamento!

Sei que tem inspeção de equipamentos e outros, mas não pode facilitar.

Devemos criar cenários semelhantes, mas não expor pessoas a riscos sem primeiro ter criado uma condição segura como aconteceu.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

A CPRAV-PB Comissão Permanente Regional do “Abril Verde” Paraíba

Por Laercio Silva

TST/Jornalista DRT 0003919


A CPRAV-PB Comissão Permanente Regional do Abril Verde Paraíba esteve reunida nesta quinta-feira (01), no Ministério do Trabalho na Paraíba coordenada por José Ribamar, médico e auditor fiscal com desígnio de propor elaboração de um Calendário de ações para realização da Campanha “Abril Verde” 2024.

A Campanha faz alerta sobre segurança, saúde e prevenção de acidentes do trabalhador.

O “Abril Verde” é uma Campanha que tem por objetivo orientar e conscientizar a respeito do desempenho dos cuidados com a saúde e segurança no trabalho e a importância da prevenção de doenças, acidentes e agravos em ambientes laborais visando sensibilizar e conscientizar empregados, empregadores e a sociedade em geral da importância de termos a prevenção de acidentes e doenças no ambiente de trabalho.

A Campanha “Abril Verde” é promovida anualmente em todo o país e tem como objetivo sensibilizar a população, promovendo a educação permanente quanto à importância da prevenção dos acidentes de trabalho e doenças ocupacionais. O objetivo central da campanha é chamar a atenção da sociedade e propor que seja assumido um compromisso ético em busca da melhoria dos ambientes e processos de trabalho, com ações que contemplem caráter de mudança, interesse, intervenção e de regulação sobre os fatores determinantes dos problemas de saúde relacionados ao trabalho.

Com o incremento da campanha anual gera uma evolução e é possível alcançar um grupo que normalmente está fora das empresas e mercado de trabalho, o qual é representado por familiares, crianças, adolescentes, jovens e estudantes etc.

Daí surge à importância do Movimento “Abril Verde”, que tem como intuito trazer à sociedade a questão da segurança e saúde do trabalhador brasileiro. A mobilização necessária para tratar do tema das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho com o objetivo maior de reduzir os acidentes e os agravos à saúde e movimentar o envolvimento da sociedade, dos órgãos de governos, empresas, entidades de classe, sindicatos, associações, federações, sociedade civil organizada para prevenir e alertar sobre os problemas que ocorrem no mundo do trabalho e em decorrência dele. Essa iniciativa quer trazer saúde e prevenção para dentro do local onde passamos grande parte do nosso dia e da nossa vida.

A escolha da Campanha no mês de abril não foi atoa: O “Abril Verde” faz alusão à explosão de uma mina na cidade de Farmington, Virgínia, nos Estados Unidos. Essa tragédia ocorreu no dia 28 de abril de 1969 e matou 78 trabalhadores, e é considerado um dos maiores acidentes de trabalho do mundo e 7 de abril Dia Mundial da Saúde e o dia 28, Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes de Trabalho e a cor verde foi escolhida para representar a campanha  que remete aos cursos da área de saúde.

Dentro de seu objetivo, há metas a serem alcançadas, tais como:

1.     A articulação de políticas e programas de interesse do trabalhador que envolvam todos na busca de saúde e bem-estar;

2.  Proposição referente a cada instituição, entidade ou setor envolvido, que, dentro de suas competências, atuem no sentido de eliminar ou reduzir os riscos à saúde do trabalhador;

3. Acompanhamento e implantação de medidas que objetivem a melhoria dos serviços de saúde do trabalhador no setor público e privado;

4. Integração das diversas entidades envolvidas em instâncias nas ações de saúde do trabalhador em torno de um projeto comum a todos;

5. Contribuição para a promoção da sensibilização e educação permanente dos gestores e trabalhadores sobre a importância da discussão sobre saúde do trabalhador; e

6. Proporcionar conhecimento à sociedade em geral da legislação em saúde e segurança do trabalhador. 

Registro fotográfico

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

MPT divulga regulamento do Prêmio Segurança e Saúde nas Escolas 2024

 

Por MPT

O Ministério Público do Trabalho (MPT) divulgou nesta quarta-feira (31) o regulamento nacional do Prêmio Segurança e Saúde nas Escolas 2024, que aborda o tema segurança e saúde nas escolas e no trabalho com os estudantes de 8º e 9º anos do ensino fundamental de escolas públicas e tem como foco sensibilizar a sociedade sobre ações de prevenção a acidentes, doenças e violências em todas as suas formas nas escolas e no trabalho.

O Prêmio Segurança e Saúde nas Escolas 2024 receberá inscrições em quatro categorias: conto, poesia, música e desenho. Todos os trabalhos inscritos no concurso devem ser originais, inéditos e de autoria das alunas e dos alunos indicados na ficha de inscrição. As paródias estão vedadas. Para evitar a eliminação do trabalho escrito, veja no edital pré-requisitos a serem observados, bem como as regras para a apresentação dos trabalhos.

Segundo a coordenadora nacional de Defesa do Meio Ambiente do Trabalho e da Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (Codemat), Cirlene Zimmermann, o Prêmio Segurança e Saúde nas Escolas estreou como grupo 3 no Prêmio MPT na Escola em 2023 em fase piloto, quando integrou a etapa regional nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Amazonas, Espírito Santo, Mato Grosso e Ceará. Para a procuradora, o projeto Segurança e Saúde nas Escolas é uma iniciativa do MPT, atualmente executada em parceria com a Organização Internacional do Trabalho e o Ministério do Trabalho, para concretizar a Convenção 155 da OIT, que dispõe que os países deverão adotar medidas para promover a inclusão das questões de segurança, higiene e meio ambiente de trabalho em todos os níveis de ensino e de treinamento com o propósito de implementar uma cultura de prevenção e reduzir os elevados números de doenças e acidentes relacionados ao trabalho que ainda assolam o Brasil todos os anos.

Etapa local – Na etapa local, cada Secretaria (Municipal ou Estadual) de Educação participante do projeto fará a seleção dos trabalhos produzidos por suas escolas e poderá inscrever até quatro trabalhos por grupo, sendo admitido apenas o primeiro colocado por categoria.

Etapa estadual – Os trabalhos que obtiverem o primeiro lugar em cada categoria na etapa local poderão ser inscritos, limitadamente a um trabalho por categoria por Secretaria de Educação, na etapa estadual, em data prevista no edital estadual. Eles serão avaliados por uma Comissão Julgadora Estadual/Regional, a ser criada pela respectiva unidade regional do MPT. Nos estados que não tiverem regulamento regional, aplicam-se as disposições do regulamento nacional.

Etapa nacional – Os trabalhos que obtiverem o 1º lugar em cada categoria do grupo 3 na etapa estadual/regional serão inscritos na etapa nacional até 9 de setembro de 2024 e os trabalhos vencedores serão revelados até o dia 10 de outubro de 2024, data em que é celebrado o Dia Nacional de Segurança e de Saúde nas Escolas (Lei 12.645/2012). A cerimônia de entrega dos prêmios poderá ser virtual, presencial em Brasília ou híbrida, em data a ser divulgada oportunamente.

Capacitação – No dia 22 de março de 2024, às 13h30, pelo canal TVMPT no Youtube, será transmitida a capacitação nacional do projeto Segurança e Saúde nas Escolas, destinada a estudantes, profissionais da educação que irão abordar o tema em sala de aula e profissionais de saúde e segurança do trabalho que são encorajados a adotarem escolas para disseminação de conteúdos e boas práticas sobre prevenção de acidentes, doenças e violências nas escolas e no trabalho.

Para mais informações sobre o projeto Segurança e Saúde nas Escolas, acesse o link: https://segurancaesaudenasescolas.mte.gov.br/pt

Técnico de segurança consegue reverter justa causa ligada a explosão em distribuidora de gás

Técnico de segurança consegue reverter justa causa ligada a explosão em distribuidora de gás.

Não ficou comprovado que ele teve culpa pelo acidente.

Foto: Marcelo Casal/Agência Brasil

30/01/24 - A Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou o recurso da Liquigás Distribuidora S.A. contra a reversão da justa causa de um técnico de segurança do trabalho dispensado após a explosão num depósito de gás. A empresa o acusava de negligência e indisciplina. Mas, conforme as provas do processo, ele estava fora no momento da explosão e não tinha sido consultado sobre a obra que contribuiu para a explosão.

Explosão com gás

O acidente foi no centro operativo na cidade de Pelotas (RS). Segundo a Liquigás, ele teria saído para comprar um termômetro para medir a temperatura dos funcionários enquanto era feita uma solda na área de operação de gás, mas deveria ter mandado suspender o serviço na sua ausência, porque a quantidade de gás tinha de ser aferida periodicamente. Nessa hora, uma explosão causou a morte de um trabalhador, ferimentos em diversas pessoas e danos em imóveis situados a mais de 300m do local.

Interdição

Ao pedir a reversão da justa causa e o pagamento das respectivas verbas rescisórias, o técnico mostrou documento pelo qual a Subsecretaria de Inspeção do Trabalho havia interditado o estabelecimento após o acidente por falta de condições mínimas de segurança. Para o trabalhador, falhas nos processos da própria empresa, sobre os quais ele não tinha nenhuma ingerência, causaram o acidente. “Não tive qualquer participação ou contribuição para sinistro, mesmo porque não tinha conhecimento de que se pretendia realizar qualquer reparo naquela área do prédio naquele dia, e muito menos naquele momento”, alegou.

Técnico em segurança

O juízo da 4ª Vara do Trabalho de Pelotas (RS) julgou improcedente o pedido do técnico. Nos termos da sentença, a sua atitude de alegar “que nada sabe, nada viu e que tudo foi feito sem seu conhecimento”, ao contrário do pretendido, caracteriza sua culpa por omissão, pois, na condição de técnico de segurança do trabalho, ele não poderia desconhecer procedimentos que estavam sendo feitos no estabelecimento para atender determinações do Corpo de Bombeiros.

Estrutura clandestina

Contudo, o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS) acolheu recurso do trabalhador e reformou a sentença. Para o TRT, não se poderia atribuir a ele ato de insubordinação e desídia. Apesar de se tratar de técnico em segurança do trabalho, ele não estava presente no momento do acidente nem havia participado do planejamento da atividade de solda que supostamente o teria causado.

Com base na perícia, o Tribunal concluiu que a causa do acidente  fora um vazamento de gás em tubulação externa a um prédio regularizado, potencializado por causa de uma estrutura clandestina que servia para depósito de botijões de gás, construída em 1985. Ainda segundo o TRT, o prédio não estava regularizado na prefeitura, em desacordo com legislação federal e local sobre manipulação de inflamáveis, em especial a Norma Regulamentadora 20 do Ministério do Trabalho. A perícia indicou como causa mais provável do acidente um fio elétrico que estava junto ao corpo da vítima fatal.

Fatos e provas

O relator do recurso de revista da Liquigás, desembargador convocado João Pedro Silvestrin, explicou que o TRT fundamentou sua decisão nas provas produzidas no processo, e a análise da pretensão da empresa demandaria o reexame do conjunto de fatos e provas, medida vedada pela Súmula 126 do TST.

A decisão foi unânime.

(Guilherme Santos/CF)

Fonte.

Secretaria de Comunicação Social

Tribunal Superior do Trabalho

Tel. (61) 3043-4907

secom@tst.jus.br 

quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

Encontro de Mulheres Engenheiras, Agrônomas, das geociências e Arquitetura, evento que promove Network entre as profissionais.

Connect woman enginner

Por Laercio Silva

TST/ Jornalista DRT 0003919

A noite de terça-feira (30) no Atlântico Praia Hotel a beira mar da praia de Tambaú em João Pessoa PB, com cerimonial da idealizadora do evento Engenheira Kátia Lemos Diniz, Presidente do SENGE-PB Sindicato dos Engenheiros, da APEAMB Associação Paraibana dos Engenheiros Ambientais, da AMEAG Associação de Mulheres Engenheiras, Agrônomas e Geólogas e responsável da organização da tradicional Pedalada Ambiental, Passeio Ciclístico em João Pessoa que encerra Campanha Abril Verde.

Foi uma noite de fortalecimento de laços de amizade e renovação de energias para enfrentamento dos desafios que se apresentam no mundo dos negócios, compartilhando suas histórias de sucesso e os desafios que enfrentaram com ideias inovadoras recebendo feedback das participantes, encanto e celebração de Mulheres Empreendedoras e Gestoras de Empresas num ambiente que estava repleto de energia contagiante, foi mais do que um salão festivo, um espaço de empoderamento, troca de experiências, reconhecimentos e é claro, boas companhias. Os sorrisos estampados nos rostos que iluminaram o local, reflexos não apenas de conquistas profissionais, mas também do calor humano que floresceu, reencontros de profissionais Engenheiras e Arquitetas com quase na sua totalidade detentoras de cursos de pós-graduação, conhecimentos aprofundados adquiridos durante os estudos, para empreender sobre gestão e administração ou seguir a carreira acadêmica.

Durante o evento uma brilhante palestra inspiradora sobre tema inventário de risco e Plano de Ação para atendimento do MTE  proferida pela Engenheira e Técnica de Segurança do Trabalho Elaine Cristina, coordenadora da câmara de engenharia e segurança do trabalho do CREA PB e aniversariante do dia, e logo após a palestra um celebrado jantar.

Evento na sua segunda edição. Esses encontros vão além da simples confraternização, são oportunidades de construir uma coletividade constituída de profissionais empreendedoras unidas por objetivos comuns, impulsionando o crescimento e a autonomia das mulheres no mundo dos negócios. 

Registros fotográficos e vídeos

 
   
   
   

Encontro de Mulheres Engenheiras, Agrônomas, das geociências e Arquitetura

 Encontro de Mulheres Engenheiras, Agrônomas, das geociências e Arquitetura, evento que promove Network entre as profissionais.

Grande oportunidade para fazer negócios.

Para se inscrever, Whatsapp 83 98832-8191 Engenheira Kátia Lemos, participa do evento de empreendedorismo e de um jantar, valor  R$  89,90.

terça-feira, 30 de janeiro de 2024

Auditores-Fiscais do Trabalho de todo o Brasil reforçam mobilização da categoria com a entrega de cargos

Paraíba

Auditores-Fiscais do Trabalho da Paraíba entregam cargos de chefia

Na manhã desta quinta-feira, 18 de janeiro, os Auditores-Fiscais do Trabalho Mauro Luna e Carlos Emmanuel fizeram a entrega documentada de seus cargos de chefia, ao superintendente Regional do Trabalho na Paraíba (SRT-PB), Paulo Marcelo.

A entrega que aconteceu no gabinete do superintendente, faz parte da mobilização contra as más condições de trabalho dos Auditores-Fiscais e ao não cumprimento do acordo estabelecido em 2016, especialmente no que se refere à regulamentação do Bônus de Eficiência e Produtividade.

A delegada sindical do SINAIT na Paraíba, Tânia Tavares, explicou que, com a entrega das chefias e das coordenações de diversos projetos, atividades futuras da categoria sofrerão paralisação.

Também estão sendo entregues cargos de fiscalização do FGTS, combate ao trabalho infantil, inserção de aprendizes e pessoas com deficiência, combate a fraudes na jornada e no trabalho doméstico, entre outros. Das 22 coordenações do Projeto de Combate ao Trabalho Escravo existentes no país, em 20 os Auditores-Fiscais do Trabalho entregaram seus cargos.

Por: Dâmares Vaz

Edição: Lourdes Marinho

Auditores-Fiscais do Trabalho de todo o Brasil reforçam a mobilização da categoria pelo fortalecimento do Ministério do Trabalho, pela ampliação dos serviços públicos ao trabalhador e pela valorização da Auditoria-Fiscal do Trabalho.

Em protesto contra as más condições de trabalho e contra o descaso do governo quanto ao cumprimento do acordo, pendente principalmente em razão da falta de regulamentação do Bônus de Eficiência e Produtividade, Auditores que exercem chefias e coordenações deram início à entrega de seus cargos.

“A reivindicação da categoria tem como objetivo, acima de tudo, garantir um cenário adequado para a atuação da Inspeção do Trabalho, o que, consequentemente, resultará num serviço de proteção efetivo ao trabalhador brasileiro”, afirma o presidente do Sindicato, Bob Machado.

O movimento tem-se intensificado ainda mais no setor de combate ao trabalho escravo – das 22 coordenações do projeto de enfrentamento à escravidão existentes no país, em 20 os Auditores-Fiscais do Trabalho entregaram seus cargos.

 

Também estão sendo entregues cargos nas áreas de combate ao trabalho infantil, fiscalização do FGTS, inserção de aprendizes e pessoas com deficiência, combate a fraudes na jornada, entre outras.

Conforme deliberação da categoria, somente será mantida a execução das seguintes atividades essenciais – fiscalização de denúncias sobre não pagamento e/ou atraso de salários e fiscalização de situações de risco grave e iminente.

Confira a situação nos estados e no Distrito Federal até o momento: 

Alagoas

Foram entregues, desde o dia 11 de janeiro, cargos de chefia e de coordenação nas áreas de fiscalização Aquaviária, Pessoas com Deficiência e Combate ao Trabalho Infantil.  

Amazonas

Na sexta-feira, 12 de janeiro, ocupantes de cargos de chefias e de coordenações entregaram suas funções.

Bahia

A entrega ocorreu dia 10 de janeiro, quando os Auditores-Fiscais foram ao gabinete da superintendente Regional do Trabalho na Bahia (SRT/BA), Fátima Freire, para fazer a entrega simbólica das chefias e coordenações.

Ceará

No dia 11 de janeiro, os Auditores fizeram a entrega coletiva dos cargos de chefia, substituições e coordenações ao superintendente Regional do Trabalho e Emprego do Ceará, Carlos Pimentel de Matos Júnior.

Espírito Santo

O Comando Local de Mobilização está fazendo gestões junto aos ocupantes de cargos em comissão, privativos de Auditores-Fiscais do Trabalho, bem como aos coordenadores de projeto, para a entrega dos cargos à Administração Central.

Goiás

Foram entregues cargos de chefias e coordenações nas áreas de fiscalização de Aprendizagem Profissional, Segurança e Saúde do Trabalho, Combate ao Trabalho Escravo, Construção Civil, Prevenção e Fiscalização do FGTS, entre outras.

Maranhão

A entrega de cargos ocorreu nas áreas de fiscalização da Construção Civil, Saúde e Segurança do Trabalhador, FGTS, Combate ao Trabalho Escravo, Prevenção de Acidentes de Trabalho e na Portuária e Aquaviária.

Minas Gerais

Os Auditores de Minas Gerais estão em estado de mobilização permanente com indicativos a serem encaminhados pelo Comando Local de Mobilização: entrega de cargos de chefia e coordenação, paralisação de atividades específicas, desencadeamento de atividades especiais e plantões de mobilização popular.

Dois grandes operativos que seriam realizados pelo grupo regional de fiscalização, um em serviços domésticos e outro na área rural, foram suspensos em razão da entrega dos cargos de coordenação e subcoordenação do Projeto de Combate ao Trabalho Escravo.

Eles ainda aprovaram o dia 25 de janeiro como Dia de Luto e Luta, com realização de eventos na Superintendência Regional do Trabalho de Minas Gerais.

Pará

No estado, a entrega foi feita nesta terça-feira, 16 de janeiro. A categoria informou que as ações de combate ao trabalho estão sendo prejudicadas em razão da omissão do governo.

Pernambuco

Nesta segunda-feira, 15 de janeiro, os Auditores-Fiscais do Trabalho do estado ocupantes de cargos de chefia e de coordenação realizaram a entrega formal de seus cargos à superintendente Regional do Trabalho, Suzi Rodrigues.

Piauí

Os Auditores definiram como data para entrega dos cargos de chefia e de coordenação o 28 de janeiro, Dia Nacional do Auditor-Fiscal do Trabalho e Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo.

Rio de Janeiro

Nesta segunda-feira, 15 de janeiro, foram entregues os cargos das chefias de Legislação e Segur, de fiscalização do interior e de Gerências. Os Auditores ainda vão entregar os cargos de coordenação.

Rio Grande do Norte

Até a última semana, mais da metade dos ocupantes de chefias e de coordenações no estado haviam feito a entrega oficial de seus cargos.

Santa Catarina

Em Santa Catarina, durante toda a última semana os Auditores e Auditoras ocupantes de chefias e coordenações oficializaram a entrega dos cargos pelo Sistema Eletrônico de Informações (SEI).

São Paulo

De acordo com a Delegacia Sindical, 20 dirigentes aderiram à entrega no estado até agora.

Sergipe

Até agora as entregas ocorreram nas áreas de Combate ao Trabalho Infantil, Aprendizagem Profissional, Combate ao Trabalho Escravo, Segurança e Saúde no Trabalho, Trabalho Doméstico e FGTS. 

Tocantins

A entrega ocorreu na quinta-feira, 11 de janeiro.

Combate ao trabalho escravo

Mesmo em número insuficiente - a carreira está com metade dos cargos vagos, com apenas 1.912 Auditores-Fiscais do Trabalho na ativa -, a fiscalização do trabalho tem feito imenso esforço para dar conta de atender as demandas da sociedade.

Em 2023, os Auditores-Fiscais do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego realizaram 598 ações de fiscalização de combate ao trabalho escravo contemporâneo, e resgataram 3.190 trabalhadores, o maior número de resgates registrados em um ano, nos últimos 14 anos.

Minas Gerais foi o estado que mais realizou ações de fiscalização em 2023, com 117 inspeções e 651 resgatados. Seguido por Goiás, com 84 ações e 739 pessoas resgatadas; São Paulo, com 63 ações e 392 resgatados; Rio Grande do Sul, com 44 ações e 334 resgatados, e pelo Pará, com 34 ações e 74 resgatados.

Os setores com maior número de resgates foram o de cultivo de café (302) e o de cultivo de cana-de-açúcar (258).

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