sexta-feira, 12 de junho de 2026

Simpósio da ABEMEC PB

 

Simpósio da ABEMEC PB, Associação Brasileira de Engenheiros Mecânicos e Industriais) presentes engenheiros, engenheiras, estudantes e brilhantes palestrantes apresentaram temas interessantes que me proporcionaram muito aprendizado.

Sob a liderança do presidente Engenheiro Mauricio Timotheo, o evento foi um enorme sucesso.

Por Laercio Silva

Jornalista especializado em segurança no trabalho, ergonomia aplicada e higienista ocupacional. 

Palestra Qualidade do ar interior.


Com base nos pontos abordados nas palestras do Engenheiros Mecânicos Osny do Amaral e José Luiz, Baseadas no Plano Nacional de Qualidade do Ar Interior (PNQAI), preparei uma matéria jornalística estruturada e uma proposta de ações e periodicidade para o PMOC.

Invisível, mas Vital: Engenheiros Alertam para o Impacto da Qualidade do Ar Interior na Saúde e Produtividade.

A qualidade do ar em ambientes fechados vai muito além do mero conforto térmico.

Em recente exposição, o engenheiro especializado atuante na prática do Plano Nacional de Qualidade do Ar Interior (PNQAI), trouxe dados alarmantes e orientações técnicas sobre como o ar viciado e degradado impacta diretamente a saúde pública, a segurança jurídica das empresas e a economia. Segundo estudos estatísticos baseados em atestados médicos emitidos, cerca de 14% das faltas ao trabalho são causadas por doenças respiratórias agravadas pela má conservação de sistemas de climatização.

O que é o PMOC e Qual o seu Objetivo?

O Plano de Manutenção, Operação e Controle é um conjunto de documentos e procedimentos que garante que o sistema de climatização esteja limpo e operando com eficiência.

Benefício Principal: Além de assegurar saúde, bem-estar e produtividade aos ocupantes, o PMOC confere segurança jurídica aos proprietários e gestores do imóvel diante da fiscalização sanitária e Ministério do taralho, evitando multas pesadas e processos legais por negligência em saúde coletiva.

Quem pode executar e assinar o PMOC?

O planejamento e a responsabilidade técnica do PMOC podem ser legalmente assumidos por Engenheiros (Mecânicos ou com atribuições correlatas) e Técnicos devidamente registrados em seus conselhos de classe profissionais.

Boas Práticas na Execução da Limpeza:

  • Cuidados Elétricos: Antes de qualquer intervenção úmida, o desligamento e isolamento da parte elétrica são obrigatórios.
  • Jato de Água sob Pressão: Essencial para a desincrustação mecânica das serpentinas e filtros.
  • Bolsa Coletora de Dejetos: Uso indispensável de bolsas de contenção durante a higienização quando a manutenção seja realizada no ambiente para evitar que a sujeira e os produtos químicos contaminem o ambiente ao redor do aparelho.

O Risco Silencioso:

O ser humano inspira oxigênio e expira gás carbônico, em ambientes sem a devida renovação do ar, a concentração de gás carbônico se eleva gerando sonolência, cefaleia e queda drástica na produtividade.

O engenheiro Osny, também alertou para os riscos presentes com uso do ar-condicionado no interior dos automóveis, manter os vidros totalmente fechados por longos períodos sem renovação de ar pode elevar os níveis de poluentes e causar fadiga extrema, tornando-se uma causa subestimada de acidentes e episódios de "dormir ao volante".

Um ar-condicionado mal regulado (com temperaturas muito abaixo ou filtros sujos) aumenta o consumo de energia em até 30% e causa problemas respiratórios, como rinite e garganta seca. Para garantir eficiência e saúde, devemos manter o aparelho entre 21°C e 26°C temperatura ideal de conforto e saúde do corpo humano.  

Além disso, extremos térmicos e a falta de controle da umidade (que resseca as vias aéreas) abrem portas para infecções.

Biossegurança e Tecnologias de Higienização em ambiente hospitalar:

Para combater a proliferação de microrganismos e evitar a formação de UFC (Unidades Formadoras de Colônias) de fungos e bactérias, grandes vilãs em quadros de infecção hospitalar, o setor deve dispor de tecnologias avançadas voltadas para biossegurança:

  • O uso de Peróxido de Hidrogênio e Ionizadores:

Utilizados para a higienização ativa e purificação do fluxo de ar.

  • Uso de Etiquetas de "Ar Puro": Rastreabilidade e garantia visual de que o equipamento passou por manutenção.
  • Acessórios de Fluxo: O uso de telas direcionadoras ajuda a reduzir a velocidade do vento direto sobre os ocupantes, mitigando o desconforto.


Palestra preservação de vidas e Patrimônio em edificações de múltiplos andares, ministrada pelo Engenheiro mecânico Germano Pordeus.

A palestra abordou sistemas de controle de fumaça e pressurização de escadas e corredores das edificações que são vitais na proteção contra incêndios em edifícios altos.

Essas técnicas criam rotas de fuga mais seguras, expulsam gases tóxicos, facilitam a ação dos bombeiros e salvam vidas. A tecnologia moderna utiliza simulações computacionais avançadas para garantir a máxima eficiência desses sistemas.

As principais estratégias e tecnologias para o controle de fumaça em edificações incluem:

  • Pressurização de Escadas: Consiste no uso de ventiladores mecânicos para injetar ar limpo nas escadas de emergência. Isso cria uma pressão positiva que impede a entrada da fumaça, mantendo a rota de fuga com melhor visualização e desobstrução para a evacuação segura facilitação do   acesso dos bombeiros.

  • Exaustão de Subsolo: Sistemas mecânicos projetados para extrair rapidamente o ar quente, poluído e tóxico de áreas subterrâneas em caso de incêndio, melhorando a visibilidade e reduzindo os riscos de explosão.

  • Análise Fluidodinâmica Computacional (CFD): projeto Técnico de engenharia que utiliza computadores e métodos numéricos para simular digitalmente o comportamento do fogo, a transferência de calor e o escoamento de gases em um edifício. Permite prever como a fumaça se espalhará antes mesmo de o prédio ser construído ou reformado.

  • Portas Corta-Fogo: Elementos passivos essenciais que contêm o avanço do fogo e da fumaça entre os ambientes, garantindo o tempo necessário para que as pessoas alcancem as áreas de escape pressurizadas.

Para implementar e dimensionar essas soluções, os projetos devem seguir diretrizes rigorosas, como a ABNT NBR 14880 (controle de fumaça por pressurização) e as diretrizes do Corpo de Bombeiros do seu estado.


Palestra Elevadores características, operação, manutenção e confiabilidade, ministrada por Syrlei Feitosa, diretora da ABEEL Associação Brasileira das Empresas de Elevadores.

Syrlei, iniciou abordando a importância manutenção preventiva dos elevadores sendo fundamental para mitigar o desgaste natural pelo uso e evitar acidentes. O sistema de freios é o dispositivo de segurança mais crítico, exigindo inspeções regulares.

Desgaste pelo tempo de uso:

  • Elevadores domésticos (residenciais/unifamiliares): Sofrem menor tráfego, mas seus componentes (cabos de tração, pistões hidráulicos e polias) ressecam e sofrem fadiga natural. Devem passar por manutenção e lubrificação frequentes.

  • Elevadores comerciais: Suportam centenas ou milhares de viagens diárias. O desgaste de guias, contatos elétricos, portas e inversores de frequência é acelerado. A exigência de peças de reposição e revisão é intensiva.

A importância dos freios:

  • O sistema: O freio do elevador tem sua função principal em atuar como um dispositivo de emergência para manter a cabine parada no andar é um limitador de velocidade, travar o elevador nos trilhos caso ocorra falha nos cabos ou excesso de velocidade.

 A responsabilidade pela segurança e a fiscalização são compartilhadas entre condomínios, empresas especializadas e o poder público.

  • Normatização: Todos os equipamentos devem seguir estritamente as diretrizes da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), como a ABNT NBR 16083 (manutenção) e a ABNT NBR 12892 (elevadores unifamiliares).
  • Síndicos e Administradores: O Código Civil brasileiro responsabiliza civil e criminalmente o síndico e administradores por não zelar pela segurança e conservação das áreas comuns e equipamentos do edifício.

  • Empresa Conservadora: É a prestadora de serviço contratada que emite laudos e realiza a manutenção preventiva mensal e eventuais reparos corretivos ou preventivo.

  • Órgãos Municipais: Em João Pessoa, a Prefeitura de João Pessoa (PMJP) fiscaliza os equipamentos por meio da Secretaria de Planejamento (SEPLAN) ou da Defesa Civil Municipal, amparada por legislações como a Lei de Inspeção Predial (Lei Ordinária Nº 1955/2021), garantindo a segurança de edifícios públicos e privados.

  • Conselho de Classe: O CREA-PB (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) fiscaliza o exercício do engenheiro responsável que deve possuir habilitação legal para exercer a atividade.
Vídeo entrevista Farâni Cavalcanti engenheiro mecânico.

Engenheiro Edvaldo Nunes, poeta e diretor da ABEMEC PB. 
Engenheiro Osnir do Amaral
Palestrantes e ex presidente da ABEMEC PB receberam certificado de honra ao mérito

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