Simpósio da ABEMEC PB,
Associação Brasileira de Engenheiros Mecânicos e Industriais) presentes
engenheiros, engenheiras, estudantes e brilhantes palestrantes apresentaram
temas interessantes que me proporcionaram muito aprendizado.
Sob a liderança do
presidente Engenheiro Mauricio Timotheo, o evento foi um enorme sucesso.
Por Laercio
Silva
Jornalista
especializado em segurança no trabalho, ergonomia aplicada e higienista
ocupacional.
Palestra Qualidade do ar interior.
Invisível, mas Vital:
Engenheiros Alertam para o Impacto da Qualidade do Ar Interior na Saúde e
Produtividade.
A qualidade do ar em
ambientes fechados vai muito além do mero conforto térmico.
Em recente exposição, o
engenheiro especializado atuante na prática do Plano Nacional de Qualidade
do Ar Interior (PNQAI), trouxe dados alarmantes e orientações técnicas
sobre como o ar viciado e degradado impacta diretamente a saúde pública, a
segurança jurídica das empresas e a economia. Segundo estudos estatísticos
baseados em atestados médicos emitidos, cerca de 14% das faltas ao trabalho
são causadas por doenças respiratórias agravadas pela má conservação de
sistemas de climatização.
O que é o PMOC e Qual o
seu Objetivo?
O Plano de Manutenção,
Operação e Controle é um conjunto de documentos e procedimentos que garante que
o sistema de climatização esteja limpo e operando com eficiência.
Benefício Principal:
Além de assegurar saúde, bem-estar e produtividade aos ocupantes, o PMOC confere
segurança jurídica aos proprietários e gestores do imóvel diante da
fiscalização sanitária e Ministério do taralho, evitando multas pesadas e
processos legais por negligência em saúde coletiva.
Quem pode executar e
assinar o PMOC?
O planejamento e a
responsabilidade técnica do PMOC podem ser legalmente assumidos por Engenheiros
(Mecânicos ou com atribuições correlatas) e Técnicos devidamente registrados em
seus conselhos de classe profissionais.
Boas Práticas na Execução
da Limpeza:
- Cuidados Elétricos:
Antes de qualquer intervenção úmida, o desligamento e isolamento da parte
elétrica são obrigatórios.
- Jato de Água sob Pressão:
Essencial para a desincrustação mecânica das serpentinas e filtros.
- Bolsa Coletora de Dejetos:
Uso indispensável de bolsas de contenção durante a higienização quando a
manutenção seja realizada no ambiente para evitar que a sujeira e os
produtos químicos contaminem o ambiente ao redor do aparelho.
O Risco Silencioso:
O ser humano inspira oxigênio
e expira gás carbônico, em ambientes sem a devida renovação do ar, a
concentração de gás carbônico se eleva gerando sonolência, cefaleia e queda
drástica na produtividade.
O engenheiro Osny, também
alertou para os riscos presentes com uso do ar-condicionado no interior dos
automóveis, manter os vidros totalmente fechados por longos períodos sem
renovação de ar pode elevar os níveis de poluentes e causar fadiga extrema,
tornando-se uma causa subestimada de acidentes e episódios de "dormir ao volante".
Um ar-condicionado mal
regulado (com temperaturas muito abaixo ou filtros sujos) aumenta o consumo de
energia em até 30% e causa problemas respiratórios, como rinite e garganta
seca. Para garantir eficiência e saúde, devemos manter o aparelho entre 21°C e
26°C temperatura ideal de conforto e saúde do corpo humano.
Além disso, extremos
térmicos e a falta de controle da umidade (que resseca as vias aéreas) abrem
portas para infecções.
Biossegurança e
Tecnologias de Higienização em ambiente hospitalar:
Para combater a
proliferação de microrganismos e evitar a formação de UFC (Unidades Formadoras
de Colônias) de fungos e bactérias, grandes vilãs em quadros de infecção
hospitalar, o setor deve dispor de tecnologias avançadas voltadas para biossegurança:
- O uso de Peróxido de Hidrogênio e
Ionizadores:
Utilizados
para a higienização ativa e purificação do fluxo de ar.
- Uso de Etiquetas de "Ar
Puro": Rastreabilidade e garantia visual de
que o equipamento passou por manutenção.
- Acessórios de Fluxo:
O uso de telas direcionadoras ajuda a reduzir a velocidade do vento direto
sobre os ocupantes, mitigando o desconforto.
Palestra preservação de
vidas e Patrimônio em edificações de múltiplos andares, ministrada pelo Engenheiro
mecânico Germano Pordeus.
A palestra abordou sistemas
de controle de fumaça e pressurização de escadas e corredores das edificações
que são vitais na proteção contra incêndios em edifícios altos.
Essas técnicas criam
rotas de fuga mais seguras, expulsam gases tóxicos, facilitam a ação dos
bombeiros e salvam vidas. A tecnologia moderna utiliza simulações
computacionais avançadas para garantir a máxima eficiência desses sistemas.
As principais estratégias
e tecnologias para o controle de fumaça em edificações incluem:
- Pressurização de Escadas:
Consiste no uso de ventiladores mecânicos para injetar ar limpo nas
escadas de emergência. Isso cria uma pressão positiva que impede a entrada
da fumaça, mantendo a rota de fuga com melhor visualização e desobstrução
para a evacuação segura facilitação do acesso dos bombeiros.
- Exaustão de Subsolo:
Sistemas mecânicos projetados para extrair rapidamente o ar quente,
poluído e tóxico de áreas subterrâneas em caso de incêndio, melhorando a
visibilidade e reduzindo os riscos de explosão.
- Análise Fluidodinâmica Computacional
(CFD): projeto Técnico de engenharia que
utiliza computadores e métodos numéricos para simular digitalmente o
comportamento do fogo, a transferência de calor e o escoamento de gases em
um edifício. Permite prever como a fumaça se espalhará antes mesmo de o
prédio ser construído ou reformado.
- Portas Corta-Fogo:
Elementos passivos essenciais que contêm o avanço do fogo e da fumaça
entre os ambientes, garantindo o tempo necessário para que as pessoas
alcancem as áreas de escape pressurizadas.
Para implementar e
dimensionar essas soluções, os projetos devem seguir diretrizes rigorosas, como
a ABNT NBR 14880 (controle de fumaça por pressurização) e as diretrizes do
Corpo de Bombeiros do seu estado.
Syrlei, iniciou abordando
a importância manutenção preventiva dos elevadores sendo fundamental para
mitigar o desgaste natural pelo uso e evitar acidentes. O sistema de freios é o
dispositivo de segurança mais crítico, exigindo inspeções regulares.
Desgaste pelo tempo de
uso:
- Elevadores domésticos
(residenciais/unifamiliares): Sofrem menor tráfego, mas seus componentes
(cabos de tração, pistões hidráulicos e polias) ressecam e sofrem fadiga
natural. Devem passar por manutenção e lubrificação frequentes.
- Elevadores comerciais:
Suportam centenas ou milhares de viagens diárias. O desgaste de guias,
contatos elétricos, portas e inversores de frequência é acelerado. A
exigência de peças de reposição e revisão é intensiva.
A importância dos freios:
- O sistema:
O freio do elevador tem sua função principal em atuar como um dispositivo
de emergência para manter a cabine parada no andar é um limitador de
velocidade, travar o elevador nos trilhos caso ocorra falha nos cabos ou
excesso de velocidade.
A responsabilidade pela segurança e a
fiscalização são compartilhadas entre condomínios, empresas especializadas e o
poder público.
- Normatização:
Todos os equipamentos devem seguir estritamente as diretrizes da
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), como a ABNT NBR 16083
(manutenção) e a ABNT NBR 12892 (elevadores unifamiliares).
- Síndicos e Administradores: O Código Civil brasileiro responsabiliza civil e criminalmente o síndico e administradores por não zelar pela segurança e conservação das áreas comuns e equipamentos do edifício.
- Empresa Conservadora:
É a prestadora de serviço contratada que emite laudos e realiza a
manutenção preventiva mensal e eventuais reparos corretivos ou preventivo.
- Órgãos Municipais: Em João Pessoa, a Prefeitura de João Pessoa (PMJP) fiscaliza os equipamentos por meio da Secretaria de Planejamento (SEPLAN) ou da Defesa Civil Municipal, amparada por legislações como a Lei de Inspeção Predial (Lei Ordinária Nº 1955/2021), garantindo a segurança de edifícios públicos e privados.
- Conselho de Classe: O CREA-PB (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) fiscaliza o exercício do engenheiro responsável que deve possuir habilitação legal para exercer a atividade.
Engenheiro Edvaldo Nunes, poeta e diretor da ABEMEC PB.
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