A última reunião do
Rotary João Pessoa-Tambaú teve como grande tema a celebração dos 20 (vinte)
anos da Lei nº 11.340/ 2006, conhecida como Lei Maria da Penha.
Durante o evento os
rotarianos, presidente da Associação Paraibana de Engenheiras
Agrônomas e Geocientistas APEAG, Carmem Eleonôra Amorim; presidente da
Academia Brasileira Rotaria de Letra- ABROL- PB, Fátima Lelis; Simão
Moreira e Manoel Abrantes.
Simão Moreira
explicou que o Rotary utiliza sua capilaridade para espalhar campanhas
(especialmente no Agosto Lilás) voltadas ao letramento sobre direitos humanos,
reforçando que "respeitar é proteger e conscientizar é transformar".
Fátima Lelis, que como palestrante apresentou o trabalho executado pela ABROL e aproveitou a data para lembrar que o Rotary tem testemunhado e atuado diretamente no suporte a projetos comunitários que dão sustentação prática à Lei Maria da Penha.
Carmem Eleonôra destacou
que como presidente da APEAG não poderia se furtar que mostrar o reflexo dessas
duas décadas de mudança está nos números: as mulheres confiam muito mais no
sistema. Prova disso é que o volume de pedidos de medidas protetivas saltou de
uma média de 28 mil por mês em 2020 para mais de 100 mil mensais em 2026.
Parabenizou todos os
colegas por tratarem do tema com afinco.
Ressaltou que embora o
desafio de reduzir os índices absolutos de feminicídio continue complexo, a
maior mudança nesses 20 anos foi institucional e cultural: a violência
doméstica deixou de ser invisível e virou crime grave aos olhos da lei e da
sociedade.
Manoel Abrantes enfatizou
a importância do momento pois a sociedade aprendeu que a lei também pune a
violência psicológica (humilhações, controle), moral (calúnia), sexual e
patrimonial (retenção de dinheiro ou documentos).
Uma reunião importante
sev mostra que em 20 anos de aplicação da Lei Maria da Penha o Brasil
passou por uma transformação radical na forma de encarar e punir a violência
doméstica. O que antes era tratado como uma "briga privada" ou um
crime menor, tornou-se uma questão de segurança pública e direitos humanos.
O foco das ações rotárias
mudou para educar a comunidade de que a violência não é apenas física,
promovendo intensamente o conhecimento sobre os abusos psicológicos, morais,
sexuais e patrimoniais.
Nenhum comentário:
Postar um comentário