Por Jornalista Antonia Sousa
Ascom - SINTEP-PB
O SINTEP-PB encerrou,
neste sábado (29), no auditório da Federação Espírita Paraibana, em João
Pessoa, o XXVII Congresso Estadual, com a realização da plenária final, que
reuniu delegados e delegadas das 14 regionais do sindicato. Foram aprovadas
propostas e diretrizes para a atuação da entidade, alterações no Estatuto e o
Plano de Lutas para o período de 2026 a 2028, consolidando o evento como um
importante espaço de participação democrática, organização e construção
coletiva da categoria.
Com o tema “Democracia,
Tecnologia, Paz e Soberania: Desafios na Sociedade e no Trabalho Educacional”,
o Congresso reuniu, durante quatro dias, cerca de 400 participantes para
debater os desafios da educação pública, os direitos da categoria, a inclusão,
o combate às desigualdades e os impactos das novas tecnologias e da
inteligência artificial no trabalho educacional. A programação contou com a
participação de especialistas, dirigentes sindicais e pesquisadores, que
contribuíram para ampliar o debate sobre os desafios enfrentados pela categoria
e pela educação pública.
A plenária final foi
aberta com a saudação da presidenta da CNTE, professora Fátima Silva, que
destacou a importância da união entre experiência e juventude para garantir a
continuidade da luta sindical. Ao citar o escritor Gabriel García Márquez e a
expressão “viver para contar”, ela ressaltou a importância de registrar a
trajetória construída pelas gerações que participaram da organização sindical.
“Estou vivendo para
contar que estive no Congresso Estadual do SINTEP e vi essa mescla de juventude
chegando e respeitando o legado do passado. O legado não é passado. A juventude
deve respeitar essa história e construir o futuro da organização. A gente passa,
a nossa organização não”, afirmou.
Fátima também destacou
conquistas obtidas a partir da mobilização dos trabalhadores, como o piso
nacional do magistério, e defendeu a continuidade da luta por novos direitos,
incluindo a construção de um piso para os funcionários da educação. Ao falar sobre
o futuro, defendeu melhores condições de trabalho e o uso da tecnologia como
ferramenta de apoio aos profissionais, e não como instrumento de substituição
ou opressão. A presidenta da CNTE ainda parabenizou o SINTEP-PB pela realização
do Congresso e ressaltou a contribuição histórica da Paraíba para a organização
e a luta do movimento sindical brasileiro.
Em seguida, os
participantes analisaram e aprovaram, em plenária, propostas elaboradas a
partir dos debates realizados nos grupos de trabalho, que nortearão as lutas da
categoria. Entre algumas deliberações, foi aprovado o fortalecimento da
representação sindical nas escolas, com a realização de encontros específicos,
como encontro de representantes de escolas, a criação de um congresso para
aposentados e aposentadas, entre outros.
Também foram aprovados o
desmembramento e a criação de novas secretarias e representações, como a
criação de um coletivo de pessoas com deficiência, uma secretaria de saúde e
esporte, além da adoção de critérios de paridade de gênero e cotas para pessoas
negras e com deficiência, entre outras deliberações.
Destaque também para
alterações em alguns artigos do Estatuto da entidade e a elaboração do Plano de
Lutas para o período de 2026 a 2028, estabelecendo prioridades e estratégias
para fortalecer a luta da categoria e ampliar sua capacidade de intervenção diante
dos desafios dos próximos anos.
O coordenador-geral do
SINTEP-PB, agora presidente, o professor Felipe Baunilha, destacou a ampla
participação das delegações das 14 regionais como fundamental para a realização
do XXVII Congresso Estadual, na construção coletiva de propostas e também das
aprovações.
Segundo Felipe, a
participação da categoria reafirmou o compromisso do sindicato com a
organização dos trabalhadores e trabalhadoras em educação e com a defesa de uma
educação pública, democrática, inclusiva e socialmente referenciada.
“Esta plenária aqui está
lotada de representatividade. Onde foram votadas as alterações do estatuto
da entidade, a partir das propostas que foram transparentemente debatidas
pelos participantes. Aqui é um debate voluntário, é um debate por consciência
de classe, da necessidade da gente estar junto, da gente estar junta,
construindo nosso sindicato”, afirmou Felipe.
O encerramento foi marcado pela apresentação do Maracatu Quilombo Nagô, de João Pessoa, que valoriza a cultura popular e afro-brasileira por meio do maracatu de baque virado. Com tambores, dança e elementos tradicionais, o grupo atua na preservação da ancestralidade, no fortalecimento da identidade negra e na valorização da cultura popular paraibana.
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