sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Dez dicas para um bom DDS.

1. Tenha sempre em mente o objetivo do DDS: “Criar condições para que os trabalhadores possam trocar informações, apresentar ideias, comentar dúvidas e dificuldades relacionadas à Saúde, Segurança e Meio Ambiente”.

2. Considerando sempre as características do grupo, busque temas interessantes e atuais. Peça sugestões pesquise na internet, jornais, traga “causos” interessantes. Use acontecimentos do dia-a-dia da equipe como algo ocorrido com familiares, no trânsito, fatos importantes divulgados pela imprensa, entre outros assuntos que possam servir de fonte de informação ao grupo.

3. Faça um DDS sobre o “DDS” explicando o seu objetivo e funcionamento. Deixe clara a importância da participação ativa de todos.

4. Incentive a participação do grupo, convidando-os a conduzirem o DDS. Você pode elaborar uma escala de rodízios, repassando essas dicas ao próximo coordenador. Combine com o grupo, dias e horários apropriados; planeje o local e o assunto a ser tratado.

5. Exponha o assunto de forma clara e com linguagem adequada, considerando o nível de entendimento dos participantes.

6. Em média utiliza-se 5 a 15 minutos para realização do DDS, podendo variar de acordo com o interesse do grupo, a importância do tema e a habilidade do apresentador que está coordenando.

7. Como o próprio nome já diz, o Diálogo Diário de Segurança é um instrumento recomendado para uso diário. Fica a critério de o grupo estipular a periodicidade mais apropriada para a utilização do mesmo.

8. Eventualmente, convide profissionais de outras áreas para falar sobre temas técnicos. Poderão ser convidados médicos, enfermeiros, psicólogos, engenheiros, técnicos, ou seja, pessoas que conheçam mais o fundo o tema a ser tratado.

9. Utilize os últimos minutos para conclusão da ideia inicial. Deixe aberto para exposição de ideias do grupo. Tenha cuidado com sugestões para que não tenha conotação de promessa, pois se a mesma não for cumprida o DDS (e até o próprio instrutor) poderá perder a credibilidade.

10. É importante registrar o DDS. Utilize os procedimentos da empresa, ou crie um procedimento próprio. Data, duração, local, assunto abordado, nomes e número de participantes, são dados que podem conter no registro. O registro possibilita o gerenciamento do DDS como ferramenta para a identificação de novos temas e dos temas já abordados, evitando a repetição dos mesmos. Também serve para acompanhamento da participação dos integrantes do grupo durante as reuniões.


"Prevencionista, se você gostou, compartilhe com seus amigos e um dia verá que essa sua atitude fez parte da sua história”



Marcio Santiago Vaitsman é Técnico em Segurança do Trabalho Sênior.

A Fundacentro lançou a publicação "Efeitos da Exposição ao Benzeno para a Saúde"


São Paulo/SP - A Fundacentro lançou a publicação "Efeitos da Exposição ao Benzeno para a Saúde" em dezembro. Esse é o primeiro fascículo de uma série que explorará diversos aspectos relacionados ao acordo e à legislação sobre o benzeno. Serão abordados, por exemplo, temas como avaliação ambiental, gasolina, indústria petroquímica e petróleo.

O primeiro fascículo explica como o benzeno entra em nosso corpo e os danos que traz à saúde. A respiração é a via mais importante de absorção, que também pode ocorrer pela pele e, em alguns casos, pela ingestão. Há efeitos como edema (inflamação aguda) pulmonar e hemorragia nas áreas de contato.

A toxidade afeta o sistema nervoso central. Assim pode causar, conforme a quantidade absorvida: períodos de sonolência e excitação, tontura, dor de cabeça, enjoo, náusea, taquicardia, dificuldade respiratória, tremores, convulsão e perda de consciência. A intoxicação aguda leva à morte por arritmia cardíaca.

Cancerígena, a substância está associada principalmente à ocorrência de leucemias, mas pode provocar outros tipos de câncer como: câncer do sistema linfático (linfoma), câncer de pulmão e de bexiga. Alguns estudos relacionam-no com o câncer de mama. É responsável por alterações sanguíneas, por exemplo, a leucopenia, que se caracteriza pela diminuição dos leucócitos, responsáveis por parte da defesa do organismo.

A publicação enfatiza que "não há limite seguro de exposição ao benzeno". Também explica que o benzenismo é um conjunto de sinais, sintomas e complicações decorrentes da exposição aguda ou crônica ao benzeno. Possui natureza ocupacional. Por isso, os trabalhadores devem ter acompanhamento médico e passar por exames clínicos e laboratoriais.

A publicação, de autoria das pesquisadoras Arline Arcuri e Luiza Cardoso, entre outros, ainda aborda o indicador biológico de exposição, instrumentos para vigilância e melhores práticas de acompanhamento dos trabalhadores. Apresenta também um cordel, de autoria do técnico de segurança da Fundacentro/PE, Graco Medeiros: "O benzeno é um produto que derruba até o cão". O material, disponível em versão impressa, em breve será colocado em versão digital no site da Fundacentro.

Fonte: Fundacentro

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Aquário gigante se rompe


Em um shopping de Xangai, China, 16 pessoas ficaram feridas após um aquário gigante se romper na última terça-feira.

Segundo o site "Shangai Daily", entre os feridos estão clientes e funcionários de um movimentado shopping localizado na rua de compras Nanjing Road. Um homem teve a perna fraturada.
O aquário ficava no primeiro andar do shopping Orient e possuía sete metros de largura e três de altura. A polícia investiga as possíveis causas do acidente.
Feito de acrílico, com 15 centímetros de espessura, o aquário foi construído há dois anos. Devido o rompimento, alguns quiosques do estabelecimento ficaram danificados e a água chegou até a alagar a rua de pedestres, fora do shopping.
O aquário gigante estava repleto de tubarões e outros peixes. O acidente causou estragos em algumas lojas e espalhou estilhaços de vidro.

Toneladas de água e pedaços afiados de vidro foram espalhadas pelos corredores do shopping center de Xangai, na China, depois que um aquário gigante explodiu.

O inesperado acidente deixou 16 pessoas, que visitavam o local, feridas, enquanto isso, outros três tubarões, várias tartarugas e peixes não resistiram e morreram no incidente.

A Índia é a capital do trabalho infantil




A Índia está demorando para votar a lei mais dura de combate ao trabalho infantil da sua história, porque os polítcos dizem que ela não é uma ‘prioridade’! Porém, a maioria dos parlamentares apoia esse projeto de lei e tudo o que eles precisam é de pressão pública para levá-lo à votação. Vamos fazer ouvir nossas vozes pelas crianças da Índia. Assine agora:

Assine a petição

O Parlamento indiano está encerrando 2012 sem haver votado a lei de combate ao trabalho infantil mais dura de sua história. Pior: o projeto de lei conta com o apoio da maioria dos parlamentares, mas ficou encalhado por semanas porque eles não a consideraram como 'prioridade'! 

A Índia é a capital do trabalho infantil -- crianças a partir de cinco anos são vendidas a traficantes e forçadas a trabalhar como escravos dos dias modernos, sofrendo abusos e agressões físicas. Histórico, o novo projeto de lei iria banir completamente qualquer tipo de trabalho realizado por crianças com menos de 14 anos e proporcionar auxílios financeiros para famílias pobres, para que elas mantenham seus filhos na escola. Mas os parlamentares permitiram que o projeto de lei escorregasse de suas agendas, e grupos indianos de defesa dos direitos da criança afirmam que necessitam urgentemente da nossa ajuda, agora, para aumentar a pressão pública. 

Se a comunidade da Avaaz se unir em torno da causa, podemos gerar uma onda de atenção para o projeto de lei e levar os parlamentares a votá-lo. Assine esta petição urgente e compartilhe com todos que você conhece -- quando chegarmos a um milhão de assinaturas, transmitiremos nossa mensagem ao Parlamento, juntamente com ex-trabalhadores infantis: 


Impressionantes 215 milhões de crianças trabalham em minas, pedreiras e fábricas em todo o mundo. Todas as nações assinaram um acordo para colocar a erradicação do trabalho infantil no centro dos seus planos nacionais para a educação. Entretanto, a Índia é o lar do maior exército de trabalhadores infantis do mundo. Se a nova lei for aprovada, ela iria banir todo tipo de trabalho para crianças com menos de 14 anos de idade e todo tipo de trabalho perigoso para menores de 18 anos. A nova lei conta até mesmo com provisões para garantir que as famílias mais pobres não sejam prejudicadas -- preservando o direito à educação gratuita e propondo auxílios financeiros para compensar qualquer perda. 

Críticos afirmam que o verdadeiro problema não é a lei, mas a sua má execução. E é verdade que, nos últimos três anos, menos de 10% das 450.000 denúncias de trabalho infantil na Índia foram julgadas sob a lei existente, mais fraca. Mas a nova lei tem um efeito bem mais forte. A polícia não vai mais precisar esperar por um mandado judicial para agir. Todas as formas de trabalho infantil comercial para crianças menores de 14 anos serão criminalizadas e, ao invés de multas sem sentido ou breves sentenças de prisão, os criminosos vão ter que encarar penalidades duras. 

TST na Corrida de São Silvestre


Adão Proença representará os técnicos de segurança do trabalho do Brasil na Corrida de São Silvestre.

Há exatamente seis anos, o então estudante de segurança no trabalho, Adão Proença, chegava à empresa para cumprir mais uma jornada de trabalho. Mas, justamente naquele dia, para ele, seria um dia de trabalho normal, igual aos tantos outros já trabalhados em uma máquina de serra circular.

Mas, não foi bem assim. Neste dia, o paranaense Adão Proença, retornaria para sua família, com partes de seu corpo perdidas no ambiente de trabalho, voltava pra casa incompleto. Naquele momento, triste na vida do trabalhador, Adão entrava para as estatísticas das vítimas de acidentes de trabalho. Um disco, rápido e frio, assim como fazia com a madeira, cortou-lhe dois preciosos dedos da sua mão direita.

Adão Proença era mais um amputado, mas isso não seria motivo para desistir de sonhos. Depois do acidente ele decide tomar outros rumos na vida que lhe trouxesse bem estar e superação para perda. E esse prazer pela vida, ele reencontra na prática do esporte. Adão, que em breve conclui o curso de técnico de segurança no trabalho, se tornou um grande maratonista. Muitas conquistas vieram em sua vida.

Já são cerca de 5 anos, graças ao incentivo de um amigo na empresa, que o maratonista coleciona títulos, medalhas e troféus em competições nacionais e internacionais. E neste final de ano, o futuro técnico de segurança do trabalho, vítima de um acidente de trabalho, será um dos participantes da 88ª Corrida São Silvestre. Ele representará toda categoria profissional dos técnicos de segurança do Brasil.

Adão Proença, trabalhador que sentiu no corpo e na alma as conseqüências de um acidente de trabalho, revela sua relação com a segurança ocupacional. “Minha ligação com a segurança no trabalho começou depois de ter sofrido este acidente na empresa, onde amputei dois dedos da mão direita; isso me fez refletir o quanto é importante trabalhar com segurança”, diz o maratonista - TST.

Proença quer usar seu acidente na serra circular para falar de prevenção de acidentes no trabalho para as pessoas que estão à mercê do perigo. “Não quero que ocorra com as pessoas o que aconteceu comigo. Um dia sem acidente passa despercebido, mas um dia com acidente jamais será esquecido”, segundo ele, este será sempre seu lema de trabalho.

Os Técnicos de Segurança do Trabalho do Brasil estarão na torcida, vibrando para que o futuro TST, Adão Proença, consiga uma excelente colocação na 88ª edição da Corrida São Silvestre.


Em conversa mantida através da sala de “bate papo” com amigos técnicos de segurança do trabalho, o maratonista Adão Proença, revelou que não recebeu ajuda de custo para participar da São Silvestre, mas acredita que fará uma boa corrida e que terá uma excelente colocação na competição. “Infelizmente em nosso país as pessoas não dão o devido valor ao esporte, estou tendo despesas, mas se Deus permitir farei uma boa corrida”, disse  Adão.

Mas, o maratonista se diz satisfeito e promete dedicação durante toda a prova para conseguir um bom resultado. Já são cerca de cinco anos competindo e colecionando títulos, medalhas e troféus, tanto em competições nacionais, quanto em edições internacionais.

Foto da maratona 2012
O futuro técnico de segurança do trabalho, vítima de um acidente de trabalho, será um dos participantes da 88ª Corrida São Silvestre. Toda categoria profissional dos técnicos de segurança do Brasil estará vibrando por Adão Proença. 

Por: Eli Almeida
Campina Grande/PB

XIV ENCIPA


Governo aprova reforma da Previdência para servidores, mas não o fim do fator previdenciário


No ano em que o Congresso alterou aposentadoria de servidor público, governo evitou mudança no INSS. 
  Marco Maia. “Queria substituir o fator previdenciário por outra condição”

BRASÍLIA - No ano em que as discussões parlamentares foram pautadas pelo chamado “calendário Maia” de votações, em referência ao presidente da Câmara, o Congresso Nacional conseguiu aprovar uma verdadeira reforma da Previdência do setor público, com a criação do Fundo de Previdência do Setor Público (Funpresp). Com a mudança, que começa a ser aplicada aos novos servidores a partir de fevereiro, o funcionalismo passou a ter regras mais parecidas com as do INSS, com efeitos em até 30 anos na redução do déficit do Regime Próprio de Previdência do Servidor (RPPS).

Em contrapartida, mais uma vez, o Congresso fracassou na tentativa de votar o fim do fator previdenciário. O Palácio do Planalto impediu a votação do fim do fator e, com isso, ficou na gaveta a criação de um novo sistema para o setor privado, ou seja, para o pagamento das aposentadorias do INSS. O Orçamento da União de 2013 prevê gastos totais da União de R$ 78 bilhões com o atual sistema de aposentadorias dos servidores dos três Poderes, segundo dados da Comissão Mista de Orçamento (CMO).

Déficit de R$ 51,4 bilhões
O déficit da Previdência Pública foi fixado em R$ 51,4 bilhões na mensagem presidencial enviada juntamente com o Orçamento, em agosto, mas o rombo já ultrapassa os R$ 60 bilhões, conforme os cálculos da Previdência. Este dado final costuma variar conforme a sistemática de cálculo da Previdência e do Tesouro Nacional.

Em contrapartida, o déficit do INSS para 2013 está fixado em R$ 34,2 bilhões, ou seja, quase a meta do rombo do servidor público.

No balanço final de ano, o presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), disse que a não votação do fim do fator previdenciário foi um das frustrações do seu mandato. Segundo ele, a maioria do Congresso é a favor de acabar com o fator, mas o governo é contra.

— Queria substituir o fator previdenciário por outra condição que garantisse melhor aposentadoria para o trabalhador brasileiro — disse Marco Maia.

Substituição do fator
O governo iniciou negociações para a adoção de um mecanismo que substituísse o fator previdenciário como fórmula de cálculo das aposentadorias, mas os técnicos não tiveram segurança sobre nenhuma das alternativas encontradas. Para evitar a votação da proposta em novembro, como prometeu Maia, o governo acertou a criação de mais uma comissão especial para discutir o assunto até março.

— Não é razoável que um cidadão contribua 35 anos e tenha ainda redução no valor de sua aposentadoria — disse o presidente da Câmara.

Em maio, a presidente Dilma Rousseff sancionou a lei que cria um novo regime de Previdência para o servidor público federal. A proposta cria o Regime de Previdência Complementar do Servidor Público da União e autoriza a criação de até três Fundos de Previdência Complementar (Funpresp), um para cada Poder (Executivo, Legislativo e Judiciário).

Pelas novas regras, o servidor terá garantida uma aposentadoria até o valor do teto do INSS, que hoje está em R$ 3,9 mil. Para ganhar um benefício acima disso, terá que contribuir para um fundo de Previdência.

O Funpresp do Executivo e do Legislativo já foi criado e será comandado por Ricardo Pena, ex-assessor do ministro Guido Mantega na Fazenda.

Cristiane Jungblut
do +SST

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