Por Laercio Silva
Jornalista
DRT 0003919, especializado em segurança no trabalho, ergonomia aplicada e
higienista ocupacional.
O pedreiro Edilson
Takahara, um Amazonense, se destacou ao representar a si mesmo no Tribunal do
Trabalho. Ele enfrentou atrasos salariais de uma construtora e decidiu buscar
seus direitos legalmente. Com a ajuda de sua esposa que comprou um notebook
parcelado, utilizando livros reciclados e pesquisas online, ele se preparou
para a audiência. Durante sua apresentação oral perante a 2ª Turma do Tribunal
Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11), ele utilizou o princípio do jus
postulandi para fundamentar sua argumentação. Com o apoio de documentos e
provas digitais, conseguiu evidenciar que a relação de trabalho possuía
elementos que contradiziam a alegação da empresa de que ele atuava como um
profissional autônomo, na sessão ele impressionou o júri ao apresentar
evidências claras de seu vínculo empregatício, recebendo elogios do juiz e dos
magistrados.
Ao concluir, o relator do
processo, juiz Sandro Nahmias Melo, destacou a atuação do pedreiro e afirmou
que a Justiça do Trabalho tradicionalmente mantém mecanismos de acesso direto
ao Judiciário. Ele elogiou a coerência dos argumentos apresentados. A decisão
do colegiado, em sua essência, confirmou o reconhecimento do vínculo
empregatício. Por fim, o relator baseado nas apresentações por meio de documentos e
provas digitais, que a relação de trabalho apresentava características
incompatíveis com a alegação de que fosse um profissional autônomo. Além disso,
houve condenação ao pagamento de verbas trabalhistas, fixadas em R$ 21 mil.
Pela sua brilhante atuação lhe rendeu uma bolsa integral para cursar Direito, representando um passo importante rumo a uma carreira jurídica. Edilson mantém seus planos ambiciosos enquanto aguarda o desfecho do processo e recebimento dos valores fixados.
Assistam
aos vídeos com os elogios dos magistrados e o relato do solicitante.
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