sexta-feira, 21 de agosto de 2026

TRT 13 entrega do Selo de Reconhecimento Institucional

Por Laercio Silva

Jornalista DRT 0003919, especializado em segurança no trabalho, ergonomia aplicada e higienista ocupacional. 

Cerimônia de Entrega do Selo de Reconhecimento Institucional à Promoção da Igualdade de Gênero e ao Enfrentamento à Violência contra as Mulheres (Edição Anayde Beiriz), um evento de grande importância ocorreu durante o II Seminário sobre Direitos Humanos, realizado no Fórum Maximiano Figueiredo pelo TRT da 13ª Região em João Pessoa PB. Na ocasião, em destaque foi realizada a cerimônia de entrega do Selo de Reconhecimento Institucional. Além disso, houve o lançamento dos livros Protagonismo Feminino na Gestão Pública: Experiências e Reflexões das Mulheres do TRT da 13ª Região, organizadores (a) de Josilene Aires Moreira, Ricardo Moreira da Silva e Roberto Vilmar Satur, e Direitos dos Trabalhadores LGBTQIAPN+ Volume 2, com a organização de Guilherme Guimarães Feliciano, Thiago William Pereira Barcelos e André Machado Cavalcanti.

O evento também contou com um painel intitulado Direitos, Autonomia e Inclusão: O papel do Sistema de Justiça na promoção dos direitos das pessoas com deficiência. Participaram Flávia Paiva (PPGD/UNIPÊ) e Stenio Queiroga, com mediação de Nayara Queiroz (Juíza do Trabalho e cogestora do Comitê de Igualdade de Gênero, Raça e Diversidade).

Presidente da AMEN Miriam Araújo.

A AMEN Associação de Motogirls e Entregadoras da Paraíba, recebeu o selo em reconhecimento aos importantes serviços prestados para as comunidades, durante o evento na presença de autoridades e entidades.

Este foi um momento grandioso para destacar lançamento do livro, Anaíde Beiriz, a última confidência escrito por Valeska Asfora.

Anaíde Beiriz, mulher de luta e coragem que tinha ideias progressistas e participava ativamente do movimento intelectual. Ela defendia a participação das mulheres na política e era a favor do feminismo.


Anaíde Beiriz, nasceu em Parahyba do Norte, em 18 de fevereiro de 1905. Ela foi uma professora e poetisa brasileira, conhecida por sua ligação com a História da Paraíba devido a um trágico incidente envolvendo seu relacionamento amoroso com o advogado e jornalista João Duarte Dantas. Filha de José da Costa Beiriz, tipógrafo do Jornal A União, e Maria Augusta de Azevedo Beiriz, Anayde da Costa Beiriz concluiu seus estudos e se formou como professora na Escola Normal de João Pessoa em 1922.

Após se formar, Anaíde começou a lecionar na Escola de Pescadores da Colônia Z2, na vila de Cabedelo hoje cidade, onde eventualmente se tornou secretária da Diretoria da Colônia. Ela se destacou durante seus estudos e se formou na Escola Normal aos dezessete anos de idade. Anaíde enfrentou desafios como a distância, viajando de trem para ensinar na vila de Cabedelo, onde passava a semana hospedada na casa de sua tia.

Além de seu trabalho como professora, Anaíde também se destacou por sua participação em saraus literários e eventos artísticos, desafiando os padrões da época em sua maneira de se vestir e cortar o cabelo. Ela foi vencedora de um concurso de beleza em 1925 e era conhecida por seus olhos negros, que lhe renderam o apelido de "a pantera dos olhos dormentes".

Apesar de suas ideias progressistas e participação ativa no movimento intelectual, Anaíde não era bem vista pela sociedade conservadora da época, especialmente na Paraíba. Ela defendia a participação das mulheres na política e era a favor do feminismo, mas se mantinha distante da política em si. Em saraus literários, ela se destacava como declamadora ao lado de outras mulheres como Adamantina Neves, Amelinha Teorga e Odete Gaudêncio, todas também engajadas em questões feministas e de liberdade para as mulheres.

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