Por Laercio Silva
Jornalista DRT 0003919, especializado em segurança no trabalho,
ergonomia aplicada e higienista ocupacional.
Cerimônia
de Entrega do Selo de Reconhecimento Institucional à Promoção da Igualdade de
Gênero e ao Enfrentamento à Violência contra as Mulheres (Edição Anayde Beiriz),
um evento de grande importância ocorreu durante o II Seminário sobre Direitos
Humanos, realizado no Fórum Maximiano Figueiredo pelo TRT da 13ª Região em João Pessoa PB. Na
ocasião, em destaque foi realizada a cerimônia de entrega do Selo de
Reconhecimento Institucional. Além disso, houve o lançamento dos livros
Protagonismo Feminino na Gestão Pública: Experiências e Reflexões das Mulheres
do TRT da 13ª Região, organizadores (a) de Josilene Aires Moreira, Ricardo
Moreira da Silva e Roberto Vilmar Satur, e Direitos dos Trabalhadores
LGBTQIAPN+ Volume 2, com a organização de Guilherme Guimarães Feliciano, Thiago
William Pereira Barcelos e André Machado Cavalcanti.
O evento
também contou com um painel intitulado Direitos, Autonomia e Inclusão: O papel
do Sistema de Justiça na promoção dos direitos das pessoas com deficiência.
Participaram Flávia Paiva (PPGD/UNIPÊ) e Stenio Queiroga, com mediação de
Nayara Queiroz (Juíza do Trabalho e cogestora do Comitê de Igualdade de Gênero,
Raça e Diversidade).
Presidente da
AMEN Miriam Araújo.
A AMEN Associação de Motogirls e Entregadoras da Paraíba, recebeu o selo em reconhecimento aos importantes serviços prestados para as comunidades, durante o evento na presença de autoridades e entidades.
Este foi um momento grandioso para destacar lançamento do livro, Anaíde Beiriz, a última confidência escrito por Valeska Asfora.
Anaíde Beiriz, mulher de luta e coragem que tinha ideias progressistas e participava ativamente do movimento intelectual. Ela defendia a participação das mulheres na política e era a favor do feminismo.
Após se
formar, Anaíde começou a lecionar na Escola de Pescadores da Colônia Z2, na
vila de Cabedelo hoje cidade, onde eventualmente se tornou secretária da
Diretoria da Colônia. Ela se destacou durante seus estudos e se formou na
Escola Normal aos dezessete anos de idade. Anaíde enfrentou desafios como a
distância, viajando de trem para ensinar na vila de Cabedelo, onde passava a
semana hospedada na casa de sua tia.
Além de seu
trabalho como professora, Anaíde também se destacou por sua participação em
saraus literários e eventos artísticos, desafiando os padrões da época em sua
maneira de se vestir e cortar o cabelo. Ela foi vencedora de um concurso de
beleza em 1925 e era conhecida por seus olhos negros, que lhe renderam o
apelido de "a pantera dos olhos dormentes".
Apesar de
suas ideias progressistas e participação ativa no movimento intelectual, Anaíde
não era bem vista pela sociedade conservadora da época, especialmente na
Paraíba. Ela defendia a participação das mulheres na política e era a favor do
feminismo, mas se mantinha distante da política em si. Em saraus literários,
ela se destacava como declamadora ao lado de outras mulheres como Adamantina
Neves, Amelinha Teorga e Odete Gaudêncio, todas também engajadas em questões
feministas e de liberdade para as mulheres.
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