terça-feira, 31 de outubro de 2017

Trabalho seguro produtividade em alta

Como se sabe, os cuidados com a saúde e segurança do trabalhador são exigidos por lei, através da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e pelas NR´s (Normas Regulamentadoras), mas além do aspecto legal a segurança deve ser prioridade do empregador, pois pode aumentar da produtividade da empresa.

Durante esse artigo vamos refletir como o quesito de segurança do trabalho pode aumentar a produtividade do trabalhador.

Primeiro vamos à definição de segurança do trabalho: “Segurança do trabalho é o conjunto de medidas que são adotadas visando minimizar os acidentes de trabalho, doenças ocupacionais, bem como proteger a integridade e capacidade de trabalho do trabalhador".

Já produtividade entendemos que é o resultado da capacidade de produzir, de gerar um produto, é o fruto do trabalho associados à técnica e ao capital empregado.

Vários fatores interferem na produtividade e a segurança do trabalho é um deles.

O psicólogo americano Abraham Harold Maslow (01 de abril de 1908 a 08 de junho de 1970), através do seu estudo, nos apresenta a Teoria de necessidades de Maslow, onde aprendemos que o indivíduo para atingir sua autorrealização deve escalar uma hierarquia de necessidade, temos assim a pirâmide de Maslow.

Etapas da Hierarquia das Necessidades de Maslow

• Necessidades fisiológicas: sendo a base da pirâmide, refere-se às necessidades básicas do ser humano como: fome, a sede, a respiração, a excreção, o abrigo e o sexo, por exemplo.

• Necessidades de segurança: é o segundo nível da hierarquia, aqui se encaixa os elementos que fazem com que o indivíduo sinta-se seguro, enquadrando-se desde a segurança em casa até meios mais complexos, como a segurança no trabalho, segurança com a saúde e etc.

• Necessidades sociais (amor/relacionamento): é o terceiro nível da Pirâmide, se encaixando nesse nível as necessidades de se sentir parte de um grupo social, como ter amigos, constituir família, receber carinho de parceiros sexuais e etc.

• Necessidades de Status ou Estima: é a quarta etapa da Pirâmide de Maslow, é a necessidade que uma pessoa tem de se orgulhar de sim própria e dos outros, ser respeitada por si e pelos demais.

• Necessidades de autorrealização: sendo o topo da pirâmide, é atingido, quando todas as outras necessidades são supridas e o indivíduo consegue aproveitar todo seu potencial, tendo auto controle de suas ações, independência, e satisfazer-se com aquilo que se propõe a fazer.

Sobre a pirâmide devemos considerar que:

• Para alcançarmos um novo patamar na pirâmide o anterior deve ser satisfeito, pelo menos parcialmente;

• Os 4 primeiros níveis de necessidades, podem ser satisfeitos por aspectos externos ao ser humano, não dependendo apenas da sua vontade;

• As necessidades primárias ou básicas (fisiológicas e de segurança) se satisfazem mais rapidamente que as necessidades secundárias ou superiores;

• O indivíduo será sempre motivado pelas necessidades que se apresentarem mais importantes para ele.

Nesse artigo focaremos no 2º nível da pirâmide, a Necessidade de Segurança.

Tendo o indivíduo a primeira necessidade preenchida, espera se que com o trabalho ele possa arcar com suas necessidades básicas, partimos então para saciar a necessidade de segurança.

A necessidade de segurança abrange a segurança de sua casa e família, sua segurança (estabilidade) no emprego e a segurança do corpo.

Como pode o empregado sentir-se seguro para exercer sua atividade se o seu local de trabalho não lhe dá condições seguras para isso?

Assim, o indivíduo tem sua motivação no trabalho diminuída. Um trabalhador desmotivado não produz tanto e com qualidade como um trabalho motivado. De maneira simplista motivação pode ser entendida como motivo para ação, ou seja, o motivo que leva o indivíduo a agir.

Estudos motivacionais mostram que motivação não se relaciona diretamente ao salário do funcionário e sim a qualidade do seu ambiente do trabalho.

Exemplificamos uma fábrica, onde os funcionários têm seus Equipamentos de proteção Individual em estado precário, um ambiente mal iluminado e não ventilado, com instalações elétricas improvisadas, a motivação do funcionário em exercer sua função barra no medo do mesmo de acidentar-se e ficar temporariamente impossibilitado de exercer seu ofício.

Um dos pontos que prejudicam a produtividade, é a questão do acidente, primeiro temos o trabalhador que deverá se afastar da sua função temporariamente, o que gera uma queda de produção, devemos consideram que o acidente também afeta os outros colaboradores que podem ficar dispersos depois do ocorrido, gerando uma queda, mesmo que temporária na produção. Com o afastamento do funcionário acidentado, temos que realocar um novo empregado para função e considerar que temos o tempo de treinamento e o tempo de adaptação desse empregado na tarefa, que pode provocar atrasos na produção. Cada troca de funcionário é uma queda que temos que enfrentar em nossa produtividade.

Um ambiente de trabalho seguro leva ao trabalhador confiança na execução do trabalho o que melhora sua produtividade.

Assim podemos concluir que investir em segurança do trabalho, além de ser obrigatório por lei, gera para o trabalhador um ambiente seguro para executar suas tarefas, elevando assim sua motivação e consequentemente sua produtividade gerando para empresa um aumento de produção com qualidade.

Natalia Alves Amado
Formada em Engenharia de Produção com Pós-Graduação em Logística, consultora em Gestão de Produção e Segurança do trabalho.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Engenheiro José Leandro recebe Comenda





Filho ilustre da cidade de Alagoa Grande PB, José Leandro da Silva Neto, engenheiro mecânico, engenheiro de segurança do trabalho, pós-graduado em gestão de qualidade e produtividade, Presidente da ANEST (Associação Nacional de Engenharia de Segurança do Trabalho), membro da academia brasileira de engenharia, fundador e atual diretor técnico da CL Engenharia, foi agraciado com a Comenda Honorífica Ministro Oswaldo Trigueiro, evento organizado pela Câmara de Vereadores de Alagoa Grande. 


Alunos receberão ação sobre Segurança e Saúde do Trabalho

Atividade será realizada no auditório da EEB Dolvina Leite de Medeiros.

Alunos receberão ação sobre Segurança e Saúde do Trabalho
A Secretaria de Estado da Administração (SEA), por meio da Gerência de Saúde Ocupacional, irá promover na próxima segunda-feira, 30, no auditório da EEB Dolvina Leite de Medeiros, em Araranguá, escola estadual pertencente à 21ª Gerência Regional de Educação, uma ação sobre Segurança e Saúde do Trabalho.

De acordo com o idealizador da ação, analista técnico da Gerência de Saúde Ocupacional da SEA Laércio de Campos, o objetivo será apresentar às crianças e adolescentes o contato inicial sobre saúde e segurança do trabalho, com informações sobre prevenção de acidentes, doenças ocupacionais, trabalho infantil, entre outros dados.

Serão ministradas palestras envolvendo cerca de 450 alunos do ensino fundamental e médio, nos períodos matutino e vespertino, pelo Juiz do Trabalho e gestor regional do Programa Trabalho Seguro, Dr. Ricardo Jahn.

Para os estudantes do ensino fundamental 1, que vai do 1º ao 5º ano, a palestra será em torno do trabalho infantil. Para os alunos do ensino fundamental 2 (6º ao 9º ano) e ensino médio, o tema será segurança e saúde do trabalho. Além disso, haverá um momento de discussão com os professores da unidade escolar, para incentivo do uso do conteúdo de forma interdisciplinar nas salas de aula.

“A Lei Federal nº 12.645 de 16 de maio de 2012 instituiu 10 de outubro como o Dia Nacional da Segurança e Saúde nas Escolas, ou seja, estabeleceu um dia a ser dedicado ao tratamento dessa temática no ambiente escolar, para promover essa aproximação entre a escola e o mundo da segurança e saúde do trabalhador. E com este objetivo iremos promover a ação. Agradecemos ao Dr Ricardo Jahn que prontamente atendeu nosso convite e dedicará seu dia a promover estas importantes palestras”, concluiu Laércio.

Fonte: Leneza Della Krás

Audiência pública SST em posto de serviços de conbutível

CPR de Santos e região

sábado, 28 de outubro de 2017

Curso Vigilância de Ambientes e Processos de Trabalho em Postos Revendedores de Combustíveis

Curso “Vigilância de Ambientes e Processos de Trabalho em Postos Revendedores de Combustíveis com Ênfase no Benzeno”. 

Curso realizado no período de 24 a 27 de outubro, na Escola de Serviço Público do Estado da Paraíba (Espep), parceria da Fundação Jorge Duprat e Figueiredo de Pernambuco (Fundacentro), e Centro de Referência Estadual de Saúde do Trabalhador da Paraíba (Cerest-PB), foi ministrado por Alexandre Jacobina, gestor ambiental e ex-coordenador da Vigilância em Saúde do Trabalhador do Estado da Bahia e Arline Arcuri, doutora em Ciências, pesquisadora da Fundacentro (CTN-SP).


Curso foi voltado para técnicos dos Cerest, da Vigilância Sanitária, Epidemiológica e Ambiental, Auditores Fiscais do Trabalho, Analistas Periciais do Ministério Público do Trabalho e do INSS, Consultores, Professores além de Dirigentes Sindicais do setor. 

Curso com o objetivo específicos de discutir um modelo de intervenção de melhorias das condições de saúde e segurança no trabalho em postos de revenda de combustíveis, dando ênfase aos efeitos do benzeno à saúde do trabalhador em exposição diária ao hidrocarboneto aromático, Identificando e analisando os fatores e situações de riscos, organização do processo de trabalho nos postos de revenda, realização e  mapeamento de riscos, elaborar relatórios técnicos de inspeção sobre vigilância em saúde do trabalhador e propor e acompanhar a implantação das medidas de prevenção e controle dos riscos e agravos a saúde.
 
Conteúdo programático: O que é benzeno, origem e utilização do benzeno, acordo nacional do benzeno, efeito à saúde e caracterização da exposição ao benzeno, caracterização básica dos PRC,  mapeamento dos fatores de riscos e determinantes dos agravos à saúde em PRC, uso de roteiro de inspeção em PRC, documentos técnicos – relatórios de inspeção, avaliação do cumprimento de instrumentos legais relativos à saúde e segurança, sistema de controle para redução da exposição aos vapores da gasolina, anexo 2 da NR 9 e a NR 20.

Realizadas visitas técnicas a dois PRC, e no encerramento foram apresentados os dados colhidos durante a visita técnica, além da avaliação do curso e entrega de certificados.


Coordenação do curso Celeida Barros, Hélio Lopes e Raimunda Alves

Grupos de trabalho.

No ato da inscrições cada participantes contribuíram com duas latas de leite em pó; As doações foram entregues ao presidente do abrigo de idosos Vila Vicentina Washington Cardoso.

  
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Vigilância de ambientes e processos de trabalho em postos revendedores de combustíveis com enfase no benzeno.



Hélio Lopes, educador da Fundacentro PE e coordenador CPR PB, Celeida Barros, coordenadora do Cerest-PB, Arline Arcuri, doutora em Ciências, pesquisadora da Fundacentro (CTN-SP).

Durante os quatro dias de curso, foram abordados diversos assuntos relativos ao tema, como origem e utilização do benzeno, efeitos do benzeno à saúde e caracterização da exposição, introdução à Vigilância de Ambientes e Processos de Trabalho em Postos de Revendas de Combustíveis (PRC), uso de instrumentos e métodos para inspeção, caracterização básica dos PRC, mapeamento dos fatores de risco e determinantes dos agravos à saúde, medidas de prevenção, entre outros.

Realizado de 24 a 27 de outubro, na Escola de Serviço Público do Estado da Paraíba (Espep).

Governo do Estado encerra curso de vigilância em processos de trabalho em postos de combustíveis

O Governo do Estado, por meio do Centro de Referência Estadual de Saúde do Trabalhador (Cerest), encerrou, nesta sexta-feira (27), o curso “Vigilância de Ambientes e Processos de Trabalho em Postos Revendedores de Combustíveis com Ênfase no Benzeno”.  Realizado em parceria com a Fundação Jorge Duprat e Figueiredo Fundacentro, de Pernambuco, o curso foi realizado de 24 a 27 de outubro, na Escola de Serviço Público do Estado da Paraíba (Espep).

Com o objetivo de discutir um modelo de intervenção das condições de saúde e segurança no trabalho em postos de revenda de combustíveis, o curso foi voltado para técnicos dos Cerests, da Vigilância Sanitária, Epidemiológica e Ambiental, Auditores Fiscais do Trabalho, Analistas Periciais do Ministério Público do Trabalho e do INSS, além de Dirigentes Sindicais do setor.  O curso foi ministrado por Alexandre Jacobina, gestor ambiental e ex-coordenador da Vigilância em Saúde do Trabalhador do Estado da Bahia; e Arline Arcuri, doutora em Ciências, pesquisadora da Fundacentro (CTN-SP).

Durante os quatro dias de curso, foram abordados diversos assuntos relativos ao tema, como origem e utilização do benzeno, efeitos do benzeno à saúde e caracterização da exposição, introdução à Vigilância de Ambientes e Processos de Trabalho em Postos de Revendas de Combustíveis (PRC), uso de instrumentos e métodos para inspeção, caracterização básica dos PRC, mapeamento dos fatores de risco e determinantes dos agravos à saúde, medidas de prevenção, entre outros.

Na quinta-feira (26), foram realizadas visitas técnicas a dois PRC, e no encerramento foram apresentados os dados colhidos durante a visita técnica, além da avaliação do curso e entrega de certificados. De acordo com o auditor fiscal da Superintendência Regional do Trabalho e chefe do Núcleo de Segurança em Saúde no Trabalho, Clóvis da Silveira Costa, o evento é importante por abordar uma preocupação com um perigo invisível. “Quando se fala de postos de gasolina, normalmente o único perigo que as pessoas pensam é o de explosão. Porém, para o trabalhador destes locais, que passa boa parte do seu dia ali, existe uma exposição constante a produtos químicos, entre eles o benzeno, que é uma substância cancerígena. Esse perigo não é só para o trabalhador, como também para os clientes e toda comunidade circunvizinha ao posto. Estarmos unidos aqui buscando uma solução para esse problema é de extrema importância”, disse.


O gestor ambiental e ex-coordenador da Vigilância em Saúde do Trabalhador do Estado da Bahia, Alexandre Jacobina, explicou que o curso faz parte de um projeto nacional que o Ministério da Saúde vem apoiando, no sentido de formar técnicos do SUS e profissionais de outras áreas, para fazer a vigilância da saúde do trabalhador de PRC, dando ênfase ao perigo do benzeno. Ele elogiou a participação dos profissionais paraibanos. “Venho realizando esse curso em várias cidades do país, e estou muito satisfeito, pois percebi uma ótima aceitação por parte dos alunos da Paraíba, que se mostraram empenhados em todas as atividades. Espero que a Paraíba  toque essa ação à frente. Nosso trabalho não tem conotação punitiva ou de fiscalização. Queremos diminuir ao máximo os riscos de se trabalhar em PRC. Os postos de combustíveis aqui em João Pessoa são verdadeiros shopping centers, e muitas vezes nos esquecemos que ali existem substâncias químicas que, além do risco de incêndio, a constante exposição a essas substâncias podem causar várias doenças”, disse.


A coordenadora do Cerest-PB, Celeida Barros, ressaltou a preocupação do Governo do Estado com a saúde dos trabalhadores dos PRC. “É preciso olhar para o adoecimento do trabalhador em postos de gasolina, que é um adoecimento silencioso. A gente não pode ver o benzeno, mas ele está lá e esses trabalhadores inalam benzeno diariamente. Estamos aqui capacitando nossos técnicos para começarmos a fazer inspeções, buscando assim mudar a realidade desses trabalhadores expostos às doenças. As pessoas expostas ao benzeno não adoecem assim que começam a trabalhar nos postos de combustíveis. O processo de adoecimento é acumulativo e muitas vezes a doença se manifesta depois de 10, 15, 20 anos, principalmente câncer e leucemia. Nosso trabalho, a partir de agora, é diminuir esse risco”, explicou Celeida.

Fotos: Ricardo Puppe/Secom Pb

terça-feira, 17 de outubro de 2017

A importância do capacete de proteção e a gestão do EPI.



Participantes 

Ministério do Trabalho retrocesso no combate ao trabalho escravo

A Portaria 1.129/2017 publicada hoje no DOU propõe alterar o conceito de trabalho escravo, tenta inviabilizar a fiscalização e poderá criar a falsa impressão de que a escravidão contemporânea não mais existe

Por Nilza Murari

O Ministério do Trabalho publicou nesta segunda-feira, 16, no Diário Oficial da União – DOU, a Portaria nº 1.129/2017, assinada pelo ministro Ronaldo Nogueira. Com o pretexto de regular o pagamento do Seguro-Desemprego a trabalhadores resgatados do trabalho escravo e de atualizar da Lista Suja, a Portaria reformula o conceito do trabalho escravo contemporâneo e impõe uma série de dificuldades à fiscalização e à publicação da Lista Suja.

“É mais uma medida do governo com o objetivo de enfraquecer a fiscalização e o combate ao trabalho escravo”, diz Carlos Silva, presidente do Sinait, para quem o ministro do Trabalho passou dos limites de suas atribuições legais e provoca enorme retrocesso no combate à escravidão contemporânea, atendendo a interesses de quem se beneficia da exploração de trabalhadores.

A Portaria altera os conceitos de trabalho escravo que estão no artigo 149 do Código Penal, o que está sendo tentado pelo Congresso Nacional há alguns anos por meio de projetos e que tem forte resistência dos atores sociais comprometidos com a erradicação do trabalho escravo. “A portaria condiciona a caracterização do trabalho escravo ao consentimento ou não do trabalhador e à privação do direito de ir e vir, o que nem sempre ocorre. Muitas vezes o trabalhador não vai embora por falta de opção, ou por vergonha, porque acha que tem que saldar a dívida com o patrão, o que não significa que seu trabalho seja digno. Há muitos outros elementos presentes para comprovar a escravidão. O Ministério quer que voltemos ao conceito do Século XIX, de grilhões e correntes. Não vamos aceitar”, aponta Carlos Silva.

O governo quer tornar muito difícil para os Auditores-Fiscais caracterizar o trabalho escravo. Sob as regras da Portaria nº 1.129/2017, em pouco tempo haveria a falsa impressão de que a escravidão acabou no país, mascarando a realidade. “Com essa portaria, em pouco tempo haveria redução de mais de 90% dos resgates de trabalhadores. É o caso de tentar mudar a lei para alterar uma realidade, só que, nesse caso, para pior”, afirma o presidente do Sinait.

Muitos aspectos da Portaria ainda estão sendo analisados. Até agora, nada de positivo foi constatado. O texto tenta retirar a atribuição dos Auditores-Fiscais do Trabalho para configurar o trabalho escravo, ao estabelecer a obrigatoriedade de ocorrência policial. Faz exigências descabidas para a lavratura de autos de infração. Propõe alteração e redução do conceito de jornada exaustiva, trabalho degradante e condições análogas às de escravo, tentando se sobrepor ao Código Penal.  Tenta manipular politicamente a inclusão de empregadores na Lista Suja, pois isso dependeria da autorização expressa do ministro do Trabalho.

Vale lembrar que está sobre a mesa do ministro a mais recente atualização do cadastro, entregue ainda por André Roston, que foi dispensado do cargo de chefe da Divisão para a Erradicação do Trabalho Escravo – Detrae na semana passada. Até agora, apesar do desmentido do MTb, as informações apontam ingerência política em razão de declarações que desagradaram o governo e empresários. A Lista ficou suspensa por mais de dois anos e somente voltou a ser publicada por determinação judicial, que o MTb, a princípio, se negou a cumprir. Ou seja, a resistência à divulgação dos empregadores escravagistas parte da própria cúpula do Ministério do Trabalho.

A Portaria pretende, na prática, acabar com a fiscalização e com o trabalho escravo contemporâneo como se configuram hoje. “A escravidão continuaria, mas não apareceria nas estatísticas. É muito conveniente para o governo e empresários criminosos, mas péssimo para os trabalhadores e para a Auditoria-Fiscal do Trabalho. É mais um duro ataque, que vem complementar o saco de maldades da terceirização ilimitada e da reforma trabalhista, que já abriram muitas brechas para legalizar ilegalidades. O Sinait e os Auditores-Fiscais do Trabalho não vão aceitar mais essa investida, mais esse ataque, mais essa ingerência sobre a Auditoria-Fiscal do Trabalho. Vamos fazer tudo para que isso não prospere. Não pode prosperar, é muito retrocesso!”, conclui Carlos Silva.

Reação

As consequências da Portaria nº 1.129/2017 já provocam a reação de entidades e instituições militantes da causa da erradicação do trabalho escravo. Muitas manifestações estão sendo publicadas em redes sociais e Notas Públicas de protesto estão sendo produzidas.

Todos destacam a tentativa de fazer o que o Congresso Nacional, por meio de lei, não foi capaz de fazer até o momento, devido à resistência da sociedade. Reconhecem o ataque à fiscalização e a proteção aos maus empregadores para que não figurem na Lista Suja.
Fotos Sérgio Carvalho





Ler a Portaria nº 1.129/2017 na íntegra.


GABINETE DO MINISTRO
PORTARIA Nº 1.129, DE 13 DE OUTUBRO DE 2017

Dispõe sobre os conceitos de trabalho forçado, jornada exaustiva e condições análogas à de escravo para fins de concessão de seguro desemprego ao trabalhador que vier a ser resgatado em fiscalização do Ministério do Trabalho, nos termos do artigo 2-C da Lei n 7998, de 11 de janeiro de 1990; bem como altera dispositivos da PI MTPS/MMIRDH Nº 4, de 11 de maio de 2016.

TAC com MPT prevê a implementação do método OCRA na Flextronics

Multinacional de Sorocaba deve adotar método europeu para acabar com doenças na linha de produção.


TAC com MPT prevê a implementação do método OCRA na Flextronics para eliminar riscos de distúrbios musculoesqueléticos em membros superiores.

Sorocaba - O Ministério Público do Trabalho firmou TAC (Termo de Ajuste de Conduta) com a Flextronics Internacional Tecnologia Ltda., filial de Sorocaba (SP), para a implementação, na linha de produção da empresa, de um método europeu para a prevenção de distúrbios musculoesqueléticos de membros superiores, denominado “Ocra”. No acordo, a multinacional norte-americana também se obrigou a oferecer treinamento para 50 adolescentes em estado de vulnerabilidade social, além de doar 35 notebooks para órgãos públicos indicados pelo MPT.

A Flextronics foi investigada pelo procurador Gustavo Rizzo Ricardo, de Sorocaba, em decorrência de problemas ergonômicos identificados no meio ambiente de trabalho, os quais são responsáveis por originar doenças ocupacionais graves especialmente ligadas a distúrbios musculoesqueléticos nas mãos e braços, tais como a LER/Dort. Ao longo do inquérito, o Ministério Púbico constatou problemas decorrentes da ausência de um programa de controle de riscos ergonômicos, devido à forma de organização do trabalho e às condições ambientais oferecidas aos empregados.

A empresa concordou em adotar a metodologia “Ocra”, que consiste em uma análise mais aprofundada do meio ambiente do trabalho, de forma a mensurar as atividades repetitivas e o esforço muscular decorrente de cada uma delas, prever o número de trabalhadores acometidos por doenças ocupacionais, avaliar as condições de riscos de lesões de membros superiores, dentre outras medidas. O estudo possibilita adequar os postos de trabalho, identificar os elementos que trazem prejuízos à saúde do trabalhador, direcionar capacitações e melhorar a comunicação entre supervisores e subordinados, com o objetivo de reduzir de forma drástica a ocorrência de doenças, chegando até a sua eliminação. As obrigações do TAC preveem o cumprimento da Norma Regulamentadora nº 17, do Ministério do Trabalho e Previdência Social, que trata de ergonomia.

Ao longo da implementação do processo, caso haja alterações no processo produtivo, a Flextronics deve apresentar, no prazo de 12 meses, um plano de ação para eliminar os riscos ergonômicos nos postos de trabalho. Ao final de 24 meses, a empresa deve contratar um perito terceirizado, indicado pelo MPT, para a elaboração de um laudo técnico que comprove o cumprimento das obrigações do TAC. Se for identificada a inadequação dos postos de trabalho, a Flextronics pagará multa de R$ 500 mil. Se após 12 meses do descumprimento a empresa não apresentar soluções, será cobrada nova multa de R$ 1 milhão.

“A empresa investigada já iniciou a análise utilizando-se do método “Ocra”, inclusive com uma avaliação sistemática das atividades realizadas por seus empregados. O MPT espera que o meio ambiente de trabalho na planta de Sorocaba experimente uma melhora notável e seja parâmetro para outras empresas da região”, afirma Rizzo Ricardo.

Aprendizagem - como forma de indenização pelos danos causados, a Flextronics se comprometeu a oferecer 50 vagas de aprendizagem para menores em estado de vulnerabilidade (a serem indicados pelo MPT). O curso para aprendizes será formatado pelo FIT (Flextronics Instituto de Tecnologia) conjuntamente com o MPT até dezembro de 2016, tendo a empresa que arcar com os custos de transporte e alimentação dos adolescentes. Após o curso, os beneficiados devem ingressar no quadro de aprendizes da empresa. Caso haja o descumprimento desta cláusula do TAC, a Flextronics pagará multa de R$ 200 mil.

Por fim, a multinacional deve doar, no prazo de 60 dias, 35 notebooks com configuração mínima de processador i5, 4GB de memória RAM, Windows 8 e 1 TB de HD para órgãos públicos indicados pelo MPT.



O QUE É O MÉTODO OCRA?

O Método OCRA foi criado para fazer prevenção de distúrbios musculoesqueléticos de membros superiores. A medicina do trabalho está acostumada a riscos físicos, químicos e biológicos. Atualmente na Europa a maior incidência de doenças relaciona-se com a sobrecarga musculoesquelética de membros superiores. Não só na Europa, como na América e em outros países também os problemas musculosesqueléticos têm um nível elevado de incidência. Em 1994 os autores, Prof. Dr. Antonio Grieco, Prof. Dr. Enrico Occhipinti, Prof. Dra. Daniela Colombini, da Universidade de Milão começaram pesquisar o tema, trabalhando na criação de um método objetivo de verificação desses problemas, porque a medicina do trabalho precisava de uma ferramenta de medição objetiva.

Reunião de atividades do PGC

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Reunião do CPR PB


Leandro Arruda, Mestre em engenharia de produção e engenheiro de segurança do trabalho, ministrou a palestra sobre “Sistema de gestão da segurança do trabalho em empresa construtora de casas populares”, apresentou o sistema através de um software de gerenciamento de requisitos legais desenvolvido e atualizado com o padrão de qualidade que proporciona um bom investimento em Políticas de Saúde e Segurança Ocupacional, oferecendo a todos profissionais da empresa recursos e informações necessárias para que avaliem periodicamente o atendimento de forma evidenciada nas áreas de Meio Ambiente, Saúde Ocupacional, Segurança do Trabalho, Responsabilidade Social e Eficiência Energética.
Recebendo certificado de agradecimento entregue pelo Engenheiro de Segurança  do Trabalho Daniel Pedro.
Participantes

Quem não veio ontem, perdeu a oportunidade de assistir a um trabalho consistente sobre gestão de segurança e de rara qualidade na construção civil.
Hélio Lopes.

A palestra mostrou e provou que política de segurança do trabalho, pode e é viável em qualquer tipo de empreendimento.

Foi uma excelente palestra. Uma das mais proveitosas.
Márcio Espínola.

Brilhante apresentação, foi top, parabéns Leandro.
Daniel Pedro.

Leandro excelente palestra, parabéns pelo ótimo trabalho. Obrigado por compartilhar sua experiência conosco.
Henrique Cavalcanti.

Foi mesmo, PARABÉNS Leandro.
Juan Ébano

De fato a explanação trazida pelo colega @Leandro Arruda Eng. Seg. CG foi excepcional. Acredito que surpreendeu todos os presentes, pois geralmente associamos gestão de segurança a obras verticais.

Uma verdadeira amostra de que gestão de segurança pode e deve ser feita em qualquer canteiro de obra. Só basta entender que segurança do trabalho não é custo e sim um investimento.
Suenne.

Reforma Trabalhista: interpretação da Lei nº 13.467/2017

Evento é promovido pela Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) e recebeu mais de 300 propostas de enunciados sobre a nova lei

A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), entidade que reúne nacionalmente mais de 4 mil juízes do Trabalho, promove, nos dias 9 e 10 de outubro em Brasília (DF), a 2ª Jornada de Direito Material e Processual do Trabalho. A segunda edição do evento será totalmente dedicada ao debate sobre a interpretação da Lei nº 13.467/2017 (reforma trabalhista), que entra em vigor no dia 11 de novembro, e reunirá cerca de 600 participantes no CICB - Centro Internacional de Convenções do Brasil.

O formato do evento é voltado ao debate de propostas de enunciados sobre a interpretação e aplicação da nova Lei nº 13.467/2017. Ao todo, a Anamatra recebeu mais de 300 propostas enviadas por juízes, procuradores, auditores fiscais do Trabalho, advogados e bacharéis em Direito. “A ideia é que os enunciados sirvam como parâmetro hermenêutico para a nova legislação, que agora será objeto de interpretação e aplicação por esses profissionais”, explica o presidente da Anamatra, juiz Guilherme Feliciano.

Alguns pontos da lei receberam expressivo número de enunciados, entre eles o entendimento de que as indenizações por perdas e danos não podem ser tarifadas de acordo com o salário do trabalhador. Também ficou evidente a preocupação de muitos participantes com a possibilidade da redução do intervalo de jornada, por afronta às normas de saúde e segurança do trabalho e estímulo ao adoecimento laboral e aumento do número de acidentes.

As dificuldades que a reforma impõe ao acesso à Justiça igualmente foram abordadas em variadas propostas, que questionam, por exemplo, a previsão de que o trabalhador seja responsável pelo pagamento de custas processuais, inclusive quando ocorrer injustificada à audiência; e de honorários de advogados e de peritos, nos casos de sucumbência.

A terceirização ampla e irrestrita chancelada pela Lei nº 13.467/2017 é outro tema abordado pelos participantes da Jornada, com propostas que rechaçam contratos precários, devendo prevalecer a vinculação direta do trabalhador à empresa. Também nesse ponto muitos enunciados apontam no sentido de que a responsabilidade patrimonial deve alcançar todas as empresas envolvidas no contrato.

Não aplicabilidade total – A Constituição Federal e as normas internacionais das quais o Brasil é signatário foram destacadas por alguns participantes, que enviaram propostas de enunciados no sentido de que a Lei nº 13.467/2017 não pode ser aplicada em sua totalidade.

Clique aqui e confira os enunciados que serão debatidos no evento

Programação – A cerimônia de abertura do evento acontece no dia 9 de outubro, às 9h30, com a conferência do ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Maurício Godinho Delgado. Em seguida, a partir das 13 horas, acontece o debate dos enunciados nas oito Comissões Temáticas. No dia seguinte, o evento será encerrado com a Plenária para a votação dos enunciados, a partir das 9 horas.

A 2ª Jornada de Direito Material e Processual do Trabalho é uma realização da Anamatra e conta com a parceria do Ministério Público do Trabalho (MPT), da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) e da Associação Brasileira de Advogados Trabalhistas (Abrat) e o apoio institucional do Centro Universitário de Brasília (UniCeub). Toda a programação acontece no CICB - Centro Internacional de Convenções do Brasil.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

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     Há 8 anos criamos o Blog do Laércio, onde buscamos levar aos leitores de todo Brasil e até do mundo, informações das mais variadas, focadas em segurança e saúde do trabalho, prevenção de acidentes e notícias de interesse popular.

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Abração

Laércio Silva


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(83) 98822.1610

Correios tem vagas abertas em concurso

Correios lança edital de concurso público nas áreas de Segurança e Medicina do trabalho.

Os Correios divulgaram nesta quinta-feira, 5 de outubro, edital de concurso público, em âmbito nacional, para o preenchimento de vagas nas áreas de Segurança e Medicina do Trabalho. Organizado pelo IADES, o certame abrange o preenchimento de vagas e formação de cadastro reserva para todas as unidades da federação, com exceção do Mato Grosso. Os salários chegam a R$ 4.903,05.

A seleção tem como objetivo repor o quadro de profissionais técnico-especializados dos Correios, em cumprimento às exigências de norma regulamentadora do Ministério do Trabalho. Essa norma estabelece, dentre outros critérios, a exigência legal mínima de um quantitativo de cargos para compor o SESMT (Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho) da empresa. As vagas são para os cargos de Auxiliar de Enfermagem do Trabalho, Técnico de Segurança do Trabalho, Enfermeiro do Trabalho, Engenheiro de Segurança do Trabalho e Médico do Trabalho.

As inscrições deverão ser realizadas somente pela internet, no site da organizadora do concurso, no período de 9 a 20 de outubro. O valor da inscrição é de R$ 50,00 (cinquenta reais), para os cargos de Auxiliar de Enfermagem do Trabalho e Técnico em Segurança do Trabalho, e R$ 70,00 (setenta reais), para os cargos de Enfermeiro do Trabalho, Engenheiro de Segurança do Trabalho e Médico do Trabalho.

As provas objetivas para todos os cargos, constituídas de 50 (cinquenta) questões de múltipla escolha, ocorrerão na data provável de 26 de novembro, no turno da tarde, com duração de 4 horas.

Os candidatos aprovados em todas as fases da seleção serão chamados a assinar contrato individual de trabalho com os Correios, de acordo com a classificação obtida, a localidade selecionada e as necessidades da empresa. O contrato de trabalho será regido pelos preceitos da Consolidação da Leis do Trabalho – CLT, inclusive no que diz respeito ao período de experiência e à rescisão, sujeitando-se às normas do Regulamento Interno de Pessoal e do Plano de Carreiras, Cargos e Salários dos Correios.

Outras informações poderão ser obtidas no site da organizadora do concurso e no site dos Correios.

Acesso aos sites:



quinta-feira, 5 de outubro de 2017

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