terça-feira, 30 de agosto de 2016

eSocial é tema de encerramento de curso TST da Unepi

Como a última atividade avaliativa da disciplina de avaliação da qualidade dos serviços de segurança do trabalho, a turma 01/2015 do curso Técnico de Segurança da Unepi, apresentaram seminário acerca do eSocial, tendo como ministrante alunos da classe sobre a coordenação do professor Nivaldo Barbosa.

Além da palestra o evento contou com dinâmica de grupo, sorteio de brindes e coffee break com a participação de turmas de SST da instituição.  

Registro fotográfico

     

Curso de formação de Bombeiro Civil - CEFABOM


segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Atualização NR 35

Fundacentro-PE debateu saúde do trabalhador com professores de escola estadual

Os professores enfrentam diversos problemas no dia-a-dia: extensas jornadas de trabalho, exposição à violência, salas lotadas, acúmulo de funções e baixa remuneração.

Transtornos mentais no trabalho, distúrbios da fonação, varizes e problemas de coluna constituem os maiores agravos à saúde que afligem a categoria.
Este cenário foi tema de debate no dia 24 de agosto com os docentes da Escola de Referência em Nível Médio Professora Eurídice Cadaval, município de Itapissuma, região metropolitana do Recife.

A ação educativa, conduzida por José Hélio Lopes, teve como fio condutor o documentário “Carregadoras de Sonhos”, que retrata o cotidiano de trabalho de 4 professoras de escolas rurais.

O filme traz uma análise muito interessante, feita pelas próprias professoras, das suas condições de trabalho e situações de adoecimento vividas pela categoria.

São histórias emocionantes, de mulheres guerreiras em busca de realizar um sonho que não é só delas, mas da sociedade: o da educação pública de qualidade.

O documentário, que mistura realismo e poesia, foi dirigido pelo cineasta Deivison Fiúza e produzido pelo Sindicato dos Professores de Sergipe.

Desse modo, encaixou-se como uma luva na atividade educativa promovida, cujo objetivo foi exatamente debater questões relacionadas à saúde do trabalhador.

Luiz Antonio de Melo foi o outro especialista da Fundacentro que marcou presença no evento.

Registro fotográfico 



Seminário NR 32 - FUNDACENTRO


Recife, 17 de agosto de 2016

Objetivos:

Socializar com os participantes os principais aspectos da NR-32 do Ministério do Trabalho, que estabelece medidas de proteção à segurança e saúde dos trabalhadores nos serviços de saúde.

Alertar os profissionais da saúde sobre a importância da luta permanente pela melhoria das condições de trabalho, prevenção dos acidentes e do adoecimento.


Informações / inscrições:

(81) 3241-3802 / 3241-3643
Enviar nome, função, empresa, telefone e e-mail para o endereço eventos.crpe@fundacentro.gov.br

Realização:

FUNDACENTRO/PE

Sindsprev/PE - Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais em Saúde e Previdência Social do Estado de Pernambuco.

Levar 2 pacotes (400g) de biscoito ou bolacha no dia do evento.



O seminário “NR-32 - Mitos, verdades e desafios para a segurança e saúde do trabalhador nos hospitais e serviços de saúde” foi realizado na capital do frevo, no último dia 17 de agosto, fruto de mais uma ação conjunta entre a Fundacentro e o Sindsprev/PE - Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais em Saúde e Previdência Social de Pernambuco.



Apesar de coincidir com o jogo da seleção brasileira na Olimpíada, o evento reuniu quase 300 profissionais das áreas da saúde e de segurança do trabalho, além de pesquisadores, estudantes e interessados pela temática, muitos dos quais vindos do interior de Pernambuco e de cidades da Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte.



Marcos Lisboa Miranda (auditor-fiscal do trabalho da SRTE/PE) e José Hélio Lopes (educador da Fundacentro/PE) conduziram as palestras. Pelo Sindsprev, a coordenação do evento ficou a cargo de Maria do Carmo Gomes (Carminha), diretora do sindicato.



A partir de consulta feita aos participantes, o evento foi avaliado como ótimo/bom nos seguintes quesitos e percentuais: organização geral (85%), nível dos palestrantes (98,5%), abordagem do tema (96%), esclarecimento de dúvidas (74%), debates com a plenária (62,5%), auditório/instalações físicas (84%) e serviço de recepção (92%).



O seminário teve ainda um caráter social: os donativos arrecadados com as inscrições foram repassados a 2 entidades filantrópicas: Creche Lar das Crianças (Recife) e Abrigo de Idosos de Bonança (município de Moreno).



Alguns depoimentos dos participantes



“Muitas dúvidas foram esclarecidas. Continuem investindo em seminários desse tipo”.


“Algumas coisas por vezes passam despercebidas. Este seminário nos ajudou a ter um olhar mais crítico e a buscar melhorias”.



“Os palestrantes estão de parabéns. Deu para perceber que dominavam o assunto e souberam repassá-lo muito bem para os ouvintes”.



“Foi gratificante participar deste seminário sobre a NR-32. Espero voltar novamente para me aprofundar mais sobre o tema”.



“Levo a experiência sobre a importância da higienização das mãos, limpeza e manutenção dos dutos de ar condicionado, inventário dos produtos químicos e atenção aos transtornos mentais no trabalho”.



“Foi excelente! Serei multiplicadora do que aprendi sobre a NR-32”.



“Aprendi mais sobre bactérias, fortifiquei o meu conhecimento sobre a NR-32. Vou adotar algumas coisas abordadas aqui hoje e repassar para familiares que trabalham na saúde”.



“Estou vendo uma grande parceria entre a Fundacentro e as entidades sindicais e da sociedade”.



“Apesar de ser um seminário, serviu para adquirir um pouco mais de conhecimento. Seria ótimo realizar um curso sobre a NR-32, para aprofundarmos mais o tema”.



“Foi ótimo, local bem centralizado. Todos estão de parabéns - Sindsprev, Fundacentro e demais que trabalharam para este evento”.     



“Com abordagens concisas, coerentes e exemplificadas, os palestrantes conseguiram trazer o tema de forma positiva, fazendo com que se tornasse interessante”.



“Gostei bastante do tema abordado, pois a NR-32 é uma norma pouco conhecida. E conhecimento é sempre bem vindo”.    

                                                                                                 
 Registro fotográfico



Força-tarefa do MPT e MT embarga 71% das obras fiscalizadas na Grande João Pessoa

Uma operação realizada, esta semana, na Grande João Pessoa revela um quadro grave no setor da construção civil: 71% das obras fiscalizadas pelo Ministério Público do Trabalho na Paraíba (MPT-PB) e pelo Ministério do Trabalho (MT) foram embargadas total ou parcialmente por apresentarem risco iminente de acidentes e mortes de trabalhadores. Entre as obras que sofreram embargos estão construções financiadas com recursos públicos. A força-tarefa também divulgou dados preocupantes: 23 trabalhadores desse setor morreram no ano passado no Estado, uma média de quase duas mortes por mês.

Edifícios de mais de 30 andares sendo construídos sem proteção contra quedas para os empregados, andaimes quebrados, trabalhadores atuando sem cinto de segurança ou com equipamentos improvisados, gambiarras por toda parte com risco de choque elétrico, elevadores sem segurança, alojamentos e banheiros em condições degradantes. Estas foram algumas das irregularidades detectadas durante a ‘Força-Tarefa’ realizada na construção civil.

Durante três dias, três equipes do MPT e do MT saíram às ruas de forma simultânea para fiscalizar obras com denúncias de irregularidades nesses órgãos e no sindicato da categoria. A operação começou na última terça-feira (23) e só foi encerrada na noite de ontem. Foram fiscalizadas 14 obras em João Pessoa e Santa Rita de médio e grande porte. Dessas, 10 (71%) sofreram embargo total ou parcial.

“Nos chamou a atenção que 100% das obras fiscalizadas apresentaram algum tipo de irregularidade relacionada à saúde e segurança do trabalhador, sendo passível de embargo ou interdição. A partir de agora, serão instaurados inquéritos para apurar as irregularidades e punir as empresas infratoras”, afirmou a procuradora do Trabalho e coordenadora da Força-Tarefa, Myllena Alencar.

‘Cultura do improviso’

“O que mais me chocou foi ver que, apesar de toda orientação, as empresas ainda adotam a ‘cultura do improviso’ e não implementam os projetos de saúde e segurança em seus canteiros de obras. Isso é o grande causador dos acidentes de trabalho”, acrescentou Myllena Alencar.

Obras com dinheiro público embargadas

A procuradora do Trabalho Marcela Asfora informou que também foram fiscalizadas obras públicas. “De cinco obras que estão sendo executadas com recursos públicos, quatro sofreram embargo ou interdição devido a irregularidades, o que é grave”, destacou.

A procuradora do Trabalho Edlene Lins Felizardo e os procuradores do Trabalho Carlos Eduardo e Flávio Gondin também participaram da operação, juntamente com os engenheiros e analistas periciais do MPT-PB Aristarcho Pessoa de Aquino, Danilo dos Santos Rodrigues e Juliano Sitônio.

Água armazenada em recipiente de agrotóxico

“Outra situação grave que constatamos, em uma das obras, foi que a água que os trabalhadores bebiam era armazenada em um recipiente de agrotóxico. Eles estavam se contaminando com agrotóxico”, comentou o auditor fiscal do Trabalho, Henrique Guerra.

“Para se ter ideia da gravidade, pela lei, embalagem de agrotóxico não pode ser reutilizada para nada. Depois de retirado o agrotóxico, ela tem que ser perfurada e devolvida. Imagina colocar a água de beber!”, acrescentou o auditor fiscal José Ribamar Rodrigues Gomes.

Alojamentos e banheiros: situação degradante

Na mesma obra, um condomínio no Bessa, a situação dos alojamentos e dos banheiros era degradante. Em um dos banheiros, a caixa d’água estava instalada acima do sanitário e a base de sustentação era de madeira.

A procuradora Marcela Asfora chamou a atenção para o estado das áreas de vivência. “Camas improvisadas, colchões em péssimo estado, falta de higiene”, apontou, acrescentando que em um alojamento, um trabalhador foi mordido por um rato.

“Além disso, o elevador foi interditado porque não oferecia segurança alguma. Em 20 anos de profissão, nunca tinha visto uma obra tão desorganizada e com tantos problemas como esta. É preciso humanizar os canteiros de obras”, pontuou José Ribamar.

Maior desafio

Para os auditores fiscais do Trabalho Carlos Alberto Castor de Pontes e Soraia Di Cavalcanti Pinheiro, o maior desafio nessa área da construção civil é haver a mudança da ‘cultura do improviso’ para a cultura do planejamento. Só assim, haverá a redução do número de acidentes e mortes.

Números da operação

14 – obras fiscalizadas em João Pessoa e Santa Rita

10 – obras (71%) embargadas totalmente ou interditadas parcialmente

3 – dias de operação com 3 equipes na rua simultaneamente

23 – mortes de trabalhadores da construção civil na PB, só em 2015

1.518 – trabalhadores alcançados com a Força-Tarefa

5 – obras executadas com dinheiro público foram fiscalizadas e 4 delas sofreram embargo ou interdição por irregularidades (como falta de segurança dos andaimes, risco alto de acidentes e mortes, trabalhadores sem carteira assinada etc.)


Veja algumas das imagens da fiscalização:

TV Senado

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...