sábado, 18 de julho de 2026

Os pais do PIX

 
Imagem IA

Por Laercio Silva

Jornalista especializado em segurança no trabalho, ergonomia aplicada e higienista ocupacional.

Destacamos o papel essencial da engenharia e valorizamos a competência dos engenheiros talentosos. Nosso objetivo é divulgar conhecimentos técnicos sem misturar-se com questões políticas. A engenharia é vital para o progresso da sociedade, convertendo fundamentos científicos em soluções concretas que asseguram infraestrutura, segurança, saúde e bem-estar para a população. Quase todos os aspectos do nosso cotidiano estão diretamente relacionados a projetos de engenharia.

Em destaque os engenheiros cearenses Aristides Andrade Cavalcante Neto e Ângelo José Mont’Alverne Duarte.


Aristides Andrade Cavalcante Neto é engenheiro eletrônico e Bacharel em Computação, formado pela Universidade Federal do Ceará - UFC, desde 1997. É mestre em 2002 em Gestão Empresarial pela EBAPE/FGV. Possui especialização em Gestão Estratégica da Informação pela Associação de Ensino Unificado do Distrito Federal - AEUDF. Possui certificação PMP em Gerenciamento de Projetos pelo Project Management Institute - PMI. Atua na área de Tecnologia de Informação desde 1994, em funções técnicas, gerenciais, consultivas e docentes, em empresas privadas e principalmente no setor público. Sua atuação é focada no uso da TI para o aperfeiçoamento de processos organizacionais e para a viabilização das estratégias corporativas.

O PIX

Engenheiro Aristides começou a trabalhar no desenvolvimento da plataforma do Pix no Banco Central em 2016 no governo Dilma. O Pix foi lançado e começou a funcionar em novembro de 2020. Aristides foi o responsável por criar o Pix, uma conquista que não teve a participação técnica dos governos Dilma, Temer, Bolsonaro ou Lula, pois nenhum deles tinha o conhecimento técnico necessário para desenvolver essa plataforma digital inovadora. O Pix não foi criado por uma figura política, mas sim por uma equipe técnica de servidores de carreira do Banco Central do Brasil (BCB).  O investimento inicial foi de cerca de R$ 15 milhões (aproximadamente US$ 4 milhões). Os primeiros estudos para o Pix começaram durante o governo Dilma e o projeto foi oficialmente lançado na gestão de Temer. O sucesso do Pix se deve a práticas bem-sucedidas e ao conhecimento técnico de Aristides, que é formado em Ciência da Computação, tem pós-graduação em Gestão Estratégica da Informação e mestrado em Gestão Empresarial. Ele trabalha na área de tecnologia da informação do Banco Central há 24 anos, sendo responsável por iniciativas relacionadas à cibersegurança e inovação tecnológica no sistema financeiro brasileiro.

Foto: Gustavo Rampini

Ângelo José Mont’Alverne Duarte, Natural de Fortaleza, o engenheiro eletrônico formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) mestrado e doutor em Economia pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) no Rio de Janeiro um dos cérebros por trás da criação do PIX, sistema de pagamentos instantâneos brasileiro. 

De acordo com a Agência Brasil, em 2025 o sistema já possuía cerca de 170 milhões de usuários adultos. Até outubro de 2025, foram movimentados R$ 28 trilhões naquele ano. Com um total de 6,311 bilhões de operações em um único mês e uma movimentação de R$ 1,813 trilhão, o sistema se destaca como um dos maiores meios de pagamento instantâneo do mundo. Esses números mostram que a população aderiu em grande número à ferramenta, consolidando-a para transações do dia a dia e negócios.

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