segunda-feira, 24 de setembro de 2018

SEGURANÇA DO TRABALHO NA TV = Saúde Mental no ambiente de Trabalho

TV CÂMARA de JOÃO PESSOA
O Farol da Cidadania
Canal 39.1 / Canal 23 NET / Canal 339.1 SKY
Estado da Paraíba
CÂMARA MUNICIPAL DE JOÃO PESSOA
Casa Napoleão Laureano

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

XIV Semana de Agronomia - "Estratégias de produção para promover segurança alimentar e saúde humana”


A Coordenação do Curso de Agronomia e Diretório Acadêmico de Agronomia convidam todos(as) discentes para participarem da XIV Semana de Agronomia - "Estratégias de produção para promover segurança alimentar e saúde humana”, que será realizada de 01 a 04 de outubro - no Centro de Ciências Agrárias - UFPB - Areia - Paraíba.

A Semana de Agronomia tem como finalidade proporcionar o debate técnico-científico de temas relevantes e atuais das Ciências Agrárias, ampliando a formação profissional dos graduandos. A XIV SEAGRO contará com 02 mesas redondas (debates), 03 palestras centrais, 13 minicursos, lançamentos de livros, além de feira agroecológica com produtos oriundos da agricultura familiar, exposições de flores, artesanatos, monólitos de solos e oficinas de educação ambiental do Programa de extensão "Solos na Escola. E não podemos esquecer da parte cultural do evento, com espaços disponíveis para as mais diversas manifestações artísticas e culturais dos talentos do CCA.

MINICURSOS CONFIRMADOS (Vagas Limitadas)

GEOREFERENCIAMENTO DE IMÓVEIS RURAIS. Prof. Dr. Guttemberg da Silva Silvino - DSER/CCA/UFPB
USO DE DRONE NA AGRICULTURA. Eng. Agro. Ms. Sc. Josevaldo Ribeiro

USO DO AUTOCAD PARA ELABORAÇÃO DE IMÓVEIS RURAIS. Profa. Dra. Tassia dos Anjos Tenorio de Melo - DSER/CCA/UFPB

ADUBAÇÃO FOLIAR APLICADA A CULTIVOS AGRÍCOLAS. Eng. Agro. M.Sc. Raimundo de Oliveira Cruz Neto

MANEJO DE SOLOS SALINOS. Eng. Agro. M.Sc. Ewerton G. Abrantes

INTERPRETAÇÃO DE ANÁLISE DE SOLO: RECOMENDAÇÃO DE ADUBAÇÃO E CALAGEM. Eng. Agro. M.Sc. Ewerton G. Abrantes/ Eng. Agro. M.Sc. Fernando Julião de Medeiros Júnior

APLICAÇÃO DA HIDROLOGIA PARA PLANEJAMENTO AGRÍCOLA. Prof. Dr. David Carvalho Diniz Melo - DSER/CCA/UFPB

ESTRATÉGIAS PARA PRODUÇÃO E ARMAZENAMENTO DE FORRAGEM. Profa. Dra. Aline Mendes Ribeiro - DZ/CCA/UFPB

ECONOMIA E CRÉDITO RURAL. Profa. Dra. Roseane de Queirós Santos - DCFS/CCA/UFPB

MANEJO NUTRICIONAL E FISIOLÓGICO DA CANA-DE-AÇÚCAR VISANDO ALTAS PRODUTIVIDADES. Prof. Dr. Luís Cláudio N. dos Santos - FACENE

RECEITUÁRIO AGRONÔMICO: TÉCNICAS DE DEFENSIVOS AGRÍCOLAS. Eng. Agro. João Alberto Silveira de Souza/ Eng. Agro. Luiz Carlos de Sá Barros/ Eng. Agro. Raimundo Nonato/ Eng. Agro. Natan Targino/ Eng. Agro. Raul Almeida - SEDAP CREA-PB e EMBRAPA

FISIOLOGIA VEGETAL: ASPECTOS HORMONAIS E ENZIMÁTICOS AFETADOS PELA ABSORÇÃO DE NUTRIENTES. Profa. Dra. Silvanda de Melo Silva -DQF/CCA/UFPB

ASSOCIATIVISMO E COOPERATIVISMO COMO MODELO DE GESTÃO PARA O DESENVOLVIMENTO RURAL. Enga. Agra. M.Sc. Irislândia Barbosa Silva - SENAR-PB

O pagamento da inscrição deverá ser realizado por meio de transferência bancária ou depósito identificado para os seguintes dados:

CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
Agência: 3845
Conta: 13708-6
Operação: 013 (Conta Poupança)
JARDEL DE MESQUITA MELO

As inscrições e os pagamentos também podem serem realizados no Diretório Acadêmico de Agronomia - CCA/UFPB.

A confirmação da inscrição será realizada após o envio do COMPROVANTE DE PAGAMENTO e da DECLARAÇÃO DE VÍNCULO (modalidade ESTUDANTE) para o e-mail: xivseagro@gmail.com

Atenciosamente,

Prof. Bruno de Oliveira Dias
Coordenador da Agronomia
Presidente da XIV SEAGRO

Acesso a programação


Morre Fabián Tomasi, símbolo da luta contra os agrotóxicos na América Latina



O ex-fumigador argentino sofria de uma doença neurológica causada pela exposição ao glifosato.


Fabián Tomasi foi fotografado por Pablo Piovano para a série fotográfica "O custo humano dos agrotóxicos" / Pablo Piovano.

Fabián Tomasi, trabalhador rural da cidade de Basavilbaso, localizada no estado de Entre Ríos, na Argentina, e símbolo da luta contra os agrotóxicos mundialmente, morreu no último dia 7 de setembro 2018, aos 53 anos.

Tomasi passou parte de sua vida trabalhando em um avião fumigador nas plantações de soja do agronegócio argentino, sem nenhum tipo de proteção, porque seus patrões não o comunicaram que a exposição contínua poderia ser tão prejudicial, nem sequer ofereceram uma vestimenta adequada para que ele pudesse se proteger dos vapores tóxicos ou respingos de produtos como o glifosato. Este agrotóxico foi categorizado em 2015 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como “provavelmente cancerígeno”.

Seu trabalho consistia em abrir as embalagens que continham as substâncias químicas, colocá-las em um recipiente e fumigar os cultivos de uma soja em um avião fumigador.

Esta experiência que teve consequências graves para sua saúde. Devido à exposição a pesticidas como o glifosato, Fabián adquiriu uma polineuropatia tóxica, um distúrbio neurológico que causa o mau funcionamento dos nervos periféricos, causando, entre outros sintomas, dores severas nas articulações, dificuldade de ingerir alimentos sólidos e limitação na mobilidade.

A história de Tomasi foi narrada no livro "Envenenados", do escritor e jornalista argentino Patricio Eleisegui, publicado em Buenos Aires pela Editora Gárgola (2017).

Com o passar dos anos, apesar do avanço da doença, que provocou uma debilidade física, o argentino se dedicou a denunciar sua condição e a de milhares de trabalhadores e comunidades rurais vítimas da exposição aos agrotóxicos, concedendo entrevistas e participando de campanhas contra os agrotóxicos e contava com o apoio de organizações ambientalistas e movimentos camponeses, apesar das constantes ameaças que sofria.

Em uma de suas entrevistas, concedida para a agência pública argentina Télam, comentou o descaso sofrido no país, um dos maiores consumidores de agrotóxicos na América Latina:

"Eu sempre dou o meu nome, meu endereço, para que os engenheiros químicos, os médicos, os políticos venham discutir o tema comigo, mas nunca tive a sorte de conversar com uma autoridade que se interesse pelo tema: ele é tratado quando a opinião pública se manifesta”, afirmou.

Edição: Vivian Fernandes
Versão para o português: Luiza Mançano.

Movimento união TST e o SINTSERJ


quarta-feira, 19 de setembro de 2018

SINAPSE Consultoria e Treinamento em SST


Cantora mirim Mariah Yohana recebe honraria na Câmara Municipal de João Pessoa



Na tarde desta segunda-feira (17), a cantora finalista do programa The Voice Kids Brasil recebeu a Medalha Cidade de João Pessoa no Plenário da Casa
  
Na tarde desta segunda-feira (17), a Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) realizou uma sessão solene para entrega da Medalha Cidade de João Pessoa à cantora mirim Mariah Yohana Gomes Silva Abílio, finalista do programa The Voice Kids Brasil. O vereador Humberto Pontes (Avante) propôs a homenagem e a solenidade, que foi prestigiada por familiares e amigos da agraciada.

Humberto Pontes explicou que a Medalha Cidade de João Pessoa é a maior honraria do Legislativo Municipal e é concedida àqueles de extraordinário valor que prestam relevantes serviços a cidade de João Pessoa, elevando o nome da capital paraibana. Ele então destacou que a participação da menina na última edição do programa ‘The Voice Kids 2018’ foi um marco na carreira da jovem e exaltou o nome da capital paraibana.

“É uma princesinha de 10 anos de idade, completados em nove de agosto. É encantadora, dedicada e com uma voz que tem a admiração de todos os paraibanos e brasileiros. Mariah esteve na grande final pela vontade do público, com 45,5% dos votos, e mostrou mais uma vez que a cidade de João Pessoa e o estado da Paraíba são um celeiro de talentos. Ela muito orgulhou a todos nós e agora recebe esta honraria, aprovada por unanimidade por meus pares”, discursou Humberto Pontes.

Mariah Yohana agradeceu pela homenagem e pela participação de todos em um momento tão especial de sua vida. Ela leu um discurso falando sobre sua participação no programa The Voice Kids Brasil e revelando sua ligação emocional com João Pessoa sua terra natal. Quero agradecer a todos vocês pelo carinho. João Pessoa faz parte de mim e sempre sentirei orgulho de levar seu nome por onde me apresentar. Serei eternamente grata por tudo. Vou carregar comigo essas raízes, origens e sempre terei orgulho desta terra”, comentou.

A maestrina do Coral Antônio Leite da CMJP, Socorro Estrela, e o preparador vocal e solista, Paulo Brasil, marcaram a solenidade com a execução do Hino Nacional e da música ‘Meu Sublime Torrão’.

A homenageada

Mariah Yohana Gomes Silva Abílio é natural da capital paraibana e ficou conhecida após ser finalista da terceira temporada do The Voice Kids Brasil, exibida pela Rede Globo em 2018. Cativou o público e jurados pela sua autenticidade, e conquistou a internet desde sua primeira apresentação.

TEXTO DE Damião Rodrigues 

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Estatística de acidente de trabalho no Brasil


No Brasil, a cada 48 segundos um trabalhador sofre acidente e um morre a cada 3h, 38 minutos.

Dados do Ministério Público do Trabalho (MPT) mostram que em cinco anos mais de 14 mil trabalhadores morreram no exercício da profissão. Número pode ser maior, já que só um em cada sete casos são notificados

Rosely Rocha, da CUT, com edição da Redação Spbancarios.

Todos os dias a cada 3h, 38 minutos e 43 segundos um trabalhador ou uma trabalhadora morre vítima de acidente de trabalho. A cada 48 segundos, um sofre acidente. De 2012 a 2017, foram notificadas 14.412 mortes e 4,26 milhões de acidentes de trabalho, segundo dados do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho do Ministério Público do Trabalho (MPT). Mas esses números podem ser ainda maiores.

A reportagem é da CUT.

Segundo o procurador do MPT e coordenador nacional de Defesa do Meio Ambiente do Trabalho, Leonardo Osório, as estimativas da Organização Mundial do Trabalho (OIT) indicam que apenas um em cada sete acidentes são notificados.

De acordo com ele, este é o caso dos servidores públicos estatutários, que mesmo de licença médica continuam recebendo seus salários sem que seja obrigatória a notificação junto ao INSS. Além disso, tem os trabalhadores autônomos, como taxistas, motoboys e motoristas de UBER, que só recebem auxílio do INSS se pagarem a Previdência. Como muitos não contribuem, o Instituto não fica sabendo dos acidentes.

Leonardo explica que os modelos de notificações de acidentes de trabalho variam muito nos países desenvolvidos e nos que estão em desenvolvimento e, por isso, não se pode afirmar com certeza que o Brasil é o campeão mundial de acidentes de trabalho. No entanto, os índices são um dos mais altos do mundo.

O que mais chama a atenção, diz o procurador do MPT, é que a grande maioria dos acidentes (90% a 95%), poderia ser evitado se houvesse mais organização no ambiente de trabalho e se as empresas colocassem a proteção coletiva à frente da produtividade.

“Tem empresas que provocam verdadeiros assassinatos. Na construção civil, é comum colocarem trabalhadores em elevadores sem segurança nenhuma. Não adianta usar apenas os equipamentos de proteção individual (EPI). Se o trabalhador cair do décimo andar de um prédio, não é o capacete que irá salvar sua vida. O mesmo se aplica a empresas de entrega que estabelecem horários para os motoboys”, lamenta Leonardo Osório.

Outro fator preocupante é que de cada cinco acidentes de trabalho, quatro vitimam trabalhadores terceirizados. Segundo o procurador do MPT, os motivos são muitos, mas especialmente, porque as empresas não investem em treinamento e qualificação.

“O MPT alertou durante a tramitação da reforma Trabalhista que seria necessária uma maior discussão e aperfeiçoamento da lei da terceirização. A ampliação dessa forma de contratação de mão de obra tende a aumentar o número de acidentes”, diz Leonardo Osório.

Segundo a secretária de Saúde do Trabalhador da CUT, Madalena Margarida da Silva, a Central tem denunciado os efeitos da reforma Trabalhista do governo golpista e ilegítimo de Michel Temer (MDB-SP), que rompeu o diálogo democrático e reduziu o papel do sindicato, retirando direitos.

“Esses números de acidentes de trabalho são assustadores. Precisamos ter uma estratégia de enfrentamento à reforma; colocar como um dos temas centrais a saúde do trabalhador, pois, além do custo econômico, temos um custo social que para muitos é irrecuperável. Os danos à saúde física e mental não se recuperam em muitos casos”, afirma a dirigente.

Os acidentes mais comuns

A maioria dos acidentes - 636.411 (21,03%) - foi por corte, laceração, ferida, contusão e punctura (corte profundo, mas com diâmetro pequeno). Em seguida vêm os acidentes com fratura com 529.360 (17,05%) e por contusão e esmagamento na superfície 476.281 (15,74%).

Os benefícios acidentários pagos de 2012 a 2017 chegam a R$ 66.534.254.002. Ou seja, a cada 2 minutos R$ 1,00 foi destinado ao pagamento do trabalhador acidentado. Já os dias de trabalho perdidos com afastamentos previdenciários e acidentários somam 305.299.902, nos últimos cinco anos. Veja aqui mais dados do Observatório do MPT.

O que está ruim pode piorar

A Portaria NR 12 que disciplina questões relativas à segurança no trabalho em relação ao uso de máquinas e equipamentos, elogiada internacionalmente, após negociação entre patrões e trabalhadores, está sendo desmontada pelos golpistas.

“Essas normas nunca foram aplicadas de maneira integral e estão sendo revogadas a partir de 2016”, disse em entrevista a Rede Brasil Atual (RBA), Geordeci Menezes de Souza, coordenador da Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora do Conselho Nacional de Saúde (CNS).

Segundo Geordaci, que é representante da CUT no CSN, o empresariado nunca cumpriu a NR 12. “Para piorar a segurança do trabalhador, por pressão da ala conservadora do empresariado, ganhou força nas comissões tripartites o lobby de patrões preocupados em aumentar a competitividade sem se preocupar com a integridade, a saúde ou a vida de seus empregados”, critica o dirigente.

O coordenador nacional de Defesa do Meio Ambiente do Trabalho do MPT também critica o avanço do lobby do empresariado que quer fazer mais mudanças no que se refere à segurança do trabalho.

Segundo Leonardo Osório, existe na Câmara e no Senado um decreto legislativo para tentar suspender a NR12, que o MPT e trabalhadores conseguiram evitar que fosse votado em regime de urgência, mas o decreto está em ‘suspensão’.

“A Confederação Nacional da Indústria (CNI), diz que é para a “melhoria” da NR12, mas o que se vê é uma tentativa de reduzir custos para os patrões”, afirma o procurador do MPT. Ele conta que uma das propostas da CNI é atrelar o ganho de produtividade à redução no número de acidentes e afastamentos.

“Isto preocupa muito o Ministério Público do Trabalho porque, na verdade, fará o trabalhador ficar com medo de avisar que está doente e não pedir licença médica a que tem direito, para não perder esse ganho em seus vencimentos”, argumento o procurador do MPT.



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