Por Ascom MPT-PB.
Combate ao Trabalho
Escravo - MPT e MTE promovem debates para discutir melhorias em alojamentos da
construção civil na Grande João Pessoa
23/07/2026 – O
Ministério Público do Trabalho na Paraíba (MPT-PB) e o Ministério do Trabalho e
Emprego (MTE) se reuniram, na tarde dessa quarta-feira (22), com representantes
de trabalhadores e empregadores da construção civil para discutir a prevenção e
o enfrentamento ao trabalho análogo à escravidão e a melhoria das condições em
alojamentos da categoria. A primeira reunião aconteceu às 14h, na Sede da
Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE-PB), em João Pessoa. Já o
segundo debate, ocorreu na Sede do Sindicato da Indústria da Construção Civil
de João Pessoa (Sinduscon-JP) e reuniu aproximadamente 150 empresários do setor
da construção civil da Capital.
No ano passado, 258
trabalhadores foram resgatados em obras da construção civil na Grande João
Pessoa e em pedreiras no interior da Paraíba, em condições degradantes e
análogas à de escravo. Já em março deste ano, mais 170 trabalhadores foram
resgatados em obras de prédios de luxo, em João Pessoa e Cabedelo, também em
situação semelhante.
Participaram das reuniões
o procurador do Trabalho Tiago Muniz Cavalcanti; o superintendente Regional do
Trabalho e Emprego na Paraíba, Paulo Marcelo e, ainda, o secretário de Inspeção
do Trabalho do MTE, Luiz Henrique Ramos Lopes, que veio de Brasília (DF)
participar dos debates.
Na primeira reunião, na
Sede da SRTE-PB, o MPT ouviu representantes do Sindicato dos Trabalhadores da
Construção Civil de João Pessoa (Sintricom-JP) e teve como objetivo o
alinhamento de ações para fortalecer a fiscalização e garantir direitos
fundamentais da categoria, entre eles, o direito à saúde e segurança no
trabalho.
Segundo o procurador do
Trabalho Tiago Muniz Cavalcanti, a iniciativa busca dialogar com trabalhadores
e empregadores da construção civil para discutir a prevenção e o combate ao
trabalho em condições degradantes e análogas à escravidão, bem como formas de
melhorar o meio ambiente de trabalho em obras na Grande João Pessoa, onde houve
um grande número de resgates de trabalhadores vítimas de trabalho análogo ao de
escravo.
Logo após a reunião com o
Sintricom-JP, o procurador seguiu para a segunda reunião e debate, desta vez,
no auditório do Sindicato da Indústria da Construção Civil de João Pessoa
(Sinduscon-JP).
Durante a reunião, o
procurador do Trabalho Tiago Muniz Cavalcanti enfatizou um ponto fundamental,
que é a responsabilidade do empregador em assegurar condições dignas de moradia
e alojamento para trabalhadores migrantes. Segundo ele, o empregador tem o dever
de garantir que a habitação ofereça condições mínimas de higiene, conforto e
segurança.
“A empresa não pode
transferir aos trabalhadores a responsabilidade pelos alojamentos. O empregador
tem o dever legal de fiscalizar e garantir que os locais de vivência ofereçam
condições dignas de habitabilidade, ou seja, espaço suficiente, ventilação, iluminação
natural, instalações sanitárias adequadas, água potável, limpeza e conservação.
O simples pagamento de um 'auxílio-moradia' não exime a empresa desse dever,
pois a lei não admite que o empregador feche os olhos deliberadamente para se
beneficiar da precariedade”, alertou o procurador Tiago Cavalcanti.
No encontro, foram
discutidos temas cruciais para assegurar o respeito à dignidade dos
trabalhadores da construção civil, com ênfase nas recentes operações
coordenadas pelo Grupo Nacional de Fiscalização Móvel, do Ministério do
Trabalho e Emprego, voltadas à erradicação do Trabalho Escravo, que ocorreram
nos últimos meses, em vários municípios de diversas regiões da Paraíba. Um dos
pontos principais das discussões foi a necessidade de assegurar moradia e
alojamentos decentes para trabalhadores migrantes que vêm do interior do Estado
para atuar em obras da construção civil na Região Metropolitana de João Pessoa.
Para o MPT, esses debates representam um marco importante no fortalecimento do diálogo social na Paraíba e na garantia de direitos fundamentais à dignidade da pessoa humana. “Ao debater com trabalhadores e empregadores, o Ministério Público do Trabalho reafirma o seu compromisso em ouvir, orientar e construir, de forma participativa, um ambiente de trabalho mais justo, seguro e digno para todos os envolvidos na cadeia produtiva da construção civil. A iniciativa é um passo importante para uma atuação mais preventiva e educativa, além de fiscalizadora”, concluiu Tiago Cavalcanti.
Por assessoria Sinduscon
JP
A
articulação institucional da FIEPB para aproximar o setor produtivo dos órgãos
responsáveis pelas relações de trabalho ganhou mais um importante capítulo
nesta quarta-feira (22), com a realização de um encontro entre representantes
da construção civil e do Ministério do Trabalho e Emprego, na sede do
Sinduscon/JP.
Participaram da mesa o presidente da FIEPB, Cassiano Pereira, o presidente do
sindicato, Ozaes Mangueira, e o secretário de Inspeção do Trabalho do MTE, Luiz
Henrique Ramos Lopes, além de integrantes da equipe da Inspeção do Trabalho.
Durante o encontro, foram debatidas ações de combate ao trabalho análogo à
escravidão e ao trabalho infantil na construção civil, além de orientações
sobre fiscalização, prevenção e cumprimento da legislação trabalhista,
fortalecendo a construção de relações de trabalho mais seguras no setor.
Ao destacar a importância do diálogo entre o setor produtivo e o poder público
para a construção de soluções, o presidente da FIEPB, Cassiano Pereira, afirmou
que “através do diálogo, da transparência e da nossa articulação estamos
vivenciando um momento ímpar para construir um entendimento entre ambas as
partes”.
Dando continuidade às tratativas iniciadas em Brasília, o encontro reafirma o
compromisso da Federação em aproximar o setor produtivo do poder público,
construindo soluções por meio da escuta, da cooperação e do diálogo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário